Quickup, LiaMarinha, Austic, SmartLab e Minha Palavra participaram da competição na 7ª Brazil Conference com projetos inovadores e tecnológicos que contribuem com soluções para toda a sociedade
As startups finalistas do “Hack Brazil” foram as estrelas do painel que fechou a noite do primeiro dia da 7ª Brazil Conference Harvard & MIT. Com transmissão ao vivo pela internet, a programação pode ser acompanhada pelo portal do Estadão, parceiro na cobertura do evento, além dos canais da conferência no Youtube e Facebook, a qualquer tempo.
Com apresentação do copresidente da Brazil Conference, Gabriel Kligerman, a Hack Brazil contou com a participação do investidor associado da Maya Capital, Guilherme Maeda, o sócio da Canary, Filipe Portugal, vice-presidente de Tecnologia no Grupo Boticário, Daniel Knopfholz, o CEO da Fábrica de Startups, Hector Gusmão e o diretor de Tecnologia e Inovação nas Lojas Americanas, José Ronaldo Pizani.
As startups finalistas da Hack Brazil Quickup, LiaMarinha, Austic, SmartLab e Minha Palavra apresentaram vídeos e falaram sobre seus projetos. As iniciativas mostram que há espaço para empreender e investir em startups que contribuem para a sociedade com inovação e tecnologia, além de mostrar que o Brasil tem talentos para desenvolver soluções.
Ao final da noite, Gabriel Kligerman anunciou que a campeã da Hack Brazil 2021: “A Austic é a campeã da noite, parabéns! Obrigado a todas as startups participantes!”
Hector Gusmão - Olá pessoal, boa noite. Estamos de volta, sentados agora, porque o palco todo vai ser do Gabriel para a última parte da Brazil Conference, 7ª edição, primeira vez aqui no Rio de Janeiro, em 2021. Gabriel, o palco é seu, explica para gente qual vai ser a dinâmica da Hack Brazil.
Gabriel Kligerman - Obrigado Hector. Então pessoal, a Hack Brazil é um outro programa da Brazil Conference, que visa desenvolver, acelerar e promover o empreendedorismo no Brasil e também as causas sociais ao mesmo tempo. Como ela funcionou? Foi um ano de muito trabalho com muitas equipes, muito qualificadas, divididas em algumas fases. A gente avaliou as equipes na primeira fase, selecionou as nossas favoritas, a gente teve uma fase de desenvolvimento onde eles tiveram diversos workshops sobre diversos tópicos relevantes à operação de cada empresa, e agora a gente chega aqui para a final, que é o spotlight da Hack Brasil, onde as empresas vão apresentar os seus projetos para os jurados escolhidos pelo time e eles, em torno, vão avaliar essas equipes e a gente escolherá uma campeã ao final do painel. A dinâmica do painel vai funcionar da seguinte forma: a gente vai ter a apresentação do vídeo pitch que já está gravado de cada uma das equipes, são 5 minutos, em torno de 5 minutos para cada equipe; um líder de cada equipe que está aqui com a gente em background numa sala de Zoom vai entrar, responder às perguntas dos jurados que estarão comigo e com o Hector aqui na tela o tempo inteiro, e depois disso a gente vai ter, esse processo se repete na verdade para as 5 equipes, e a gente tem um minuto pros juízes votarem, e aí teremos o anúncio da decisão e uma conversa rápida com a campeã antes da gente encerrar o primeiro dia de Brazil Conference 2021. Agora eu queria apresentar os jurados. Primeiramente, aqui, um cara que estava comigo o dia inteiro, e vai estar com a gente a semana inteira, Hector Gusmão, CEO da Fábrica de Startups, é o primeiro jurado escolhido pelo time. O segundo jurado escolhido pelo time da Brazil Conference é o Filipe Portugal, partner na Canary, que já está na tela aqui com a gente. Boa noite, Filipe! O terceiro jurado é o Daniel Knopfholz, vice-presidente de tecnologia e inovação no Grupo Boticário, que é nosso patrocinador partner, obrigado por estar com a gente aqui hoje Daniel. José Ronaldo Pizani, que é diretor de tecnologia e inovação nas Lojas Americanas, no universo Americanas. E o Guilherme Maeda, que está representando aí a Maya Capital hoje, líder do time de investimentos deles, que também foi uma empresa que ajudou muito a gente ao longo de todo esse ano de trabalho na Hack Brazil. Então vamos lá, vamos começar. Muito animado para ver esses vídeos de cada uma das equipes. O primeiro projeto, as equipes estão listadas em ordem alfabética, de acordo com o nome da empresa, e o primeiro projeto é a Austic. Por favor, o vídeo da Austic.
Pitch Austic:
Narrador - Segundo dados do CDC, órgão ligado ao governo dos EUA, existe hoje um caso de autismo a cada 54 pessoas. Desta forma, estima-se que o Brasil possua cerca de 3,5 milhões de autistas, sendo mais de 150 milhões no mundo. Você sabia que um autista processa a informação vinda dos seus sentidos de forma diferente, podendo ser incapaz de filtrar sons diversos? Por isso, muitos possuem extrema dificuldade de concentração, sentindo-se constantemente desconfortáveis. As alterações sensório-perceptuais podem acometer até 90% dos autistas. Em relação à hipersensibilidade auditiva, 63% dos autistas não suportam estímulos acima de 80 decibéis, ou seja, ambientes como salas de aulas ou ruas movimentadas podem gerar debilitações sensoriais. Em muitos casos, tais sensibilidades podem ocasionar crises, dores de cabeça e vômitos. Realizamos uma pesquisa de validação, onde 80% dos autistas possuem como uma das principais dificuldades sensoriais, a hipersensibilidade auditiva. 72% desses autistas tiveram que abandonar suas atividades rotineiras básicas por conta desta condição. Essa é a Camila. Ela tem 25 anos, faz parte da comunidade autista e trabalha como professora em uma escola. Ela gosta muito do que faz, porém está sofrendo com certos ruídos, como por exemplo, o alto fluxo de pessoas e conversas, barulho de crianças e o alarme da escola. Geralmente ela tem sentido tonturas, ânsias de vômito e muitas dores de cabeça, fazendo com que ela não consiga executar as tarefas com excelência. Imagina trabalhar se sentindo mal, incomodada com um barulho que não vai embora. Diante disso, Camila precisou abandonar a profissão, pois não aguentava mais todas as crises que estava tendo. Mas e se Camila achasse uma maneira de controlar essa situação, a fim de poder ter uma vida normal e continuar exercendo a profissão que ela tanto ama? Para solucionar esse problema, criamos o Austic, um fone com cancelamento ativo de ruído através de audição por condução óssea, que permite às pessoas com hipersensibilidade auditiva, como as autistas, viverem de forma agradável e confortável no dia a dia. Mas como isso será possível? Nossos fones possuem um microfone que capta os ruídos à sua volta e os transferem para a aplicação e processamento deles. A partir daí o software cria ondas exatamente iguais, e as emite praticamente ao mesmo tempo, só que numa fase oposta, causando o cancelamento dos ruídos indesejados. Com o uso da condução óssea, a transmissão ocorre constantemente à medida que as ondas sonoras vibram nos ossos do crânio, permitindo ao ouvinte perceber o conteúdo do áudio sem bloquear o canal auditivo e sem retirar a atenção dele à sua volta. Além disso, nossa inteligência artificial possui um monitoramento eletrônico, proporcionando um ajuste automático de volume e frequência, de acordo com a geolocalização do usuário. Tudo isso também pode ser acessado e configurado diretamente do celular, por meio do aplicativo. Durante as nossas validações de cancelamento de ruído, há a amostragem de um áudio gravado em um pátio de escola com várias pessoas falando. Em um determinado momento, é tocado um alarme escolar.
No primeiro teste, foi capturado por áudio o momento do alarme e invertido a fase, reproduzindo ao mesmo tempo, com a mesma amplitude e a mesma frequência.
Capturamos o espectro do som por completo, selecionando o momento do alarme e recortado, simulando uma inversão do som por meio do processamento digital de imagem, reproduzidos com uma simulação do condutor ósseo, nas especificações do transdutor de vibração. É dessa forma que o nosso aparelho irá funcionar. Em nosso modelo de negócios, iremos trabalhar com o modelo B2C, tendo contato direto com o consumidor e com o B2B, onde iremos oferecer o produto para instituições de saúde, clínicas médicas e de fonoaudiologia.
Gabriela - Olá, meu nome é Gabriela, tenho 28 anos e sou uma mulher autista.
Kelvin - Oi gente, meu nome é Kelvin, eu sou autista.
Gabriela - A crise sensorial auditiva é a que mais me prejudica.
Kelvin - Eu tenho problemas com a sensibilidade sensorial.
Gabriela - Quando eu tenho as crises sensoriais auditivas, normalmente me vem uma pressão muito forte na cabeça, assim como dores internas no ouvido.
Kelvin - Carro, moto, em geral esses veículos que fazem muito barulho é o que mais me incomoda, buzina.
Gabriela - Fatores psicossomáticos, relacionados à crise sensorial, traz um grande desconforto com lidar com as rotinas do dia a dia, e com as atividades sociais.
Kelvin - As pessoas ligavam o som do carro, abria a parte de trás do carro, e colocava um som bem alto. Isso incomoda muito. Assim como outros equipamentos - aquele equipamento de encerar piso, incomoda bastante… entre muitos outros.
Gabriela - E as estratégias, digamos assim, de proteção, para coibir que esse desgaste seja maior, é sempre tentado me isolar.
Kelvin - Eu não tenho muitas ideias do que fazer. Só usar um fone de ouvido no máximo, apesar de que isso não é uma boa ideia, porque pode prejudicar mais minha audição.
Gabriela - Eu utilizo abafadores auriculares.
Kelvin - O headfone, como ele é bem fechado e eu não estou usando ele, já diminui um pouco o barulho.
Gabriela - Porém, me exclui de uma interação social. Vale ressaltar que a atitude mais importante num processo de inclusão, é o respeito.
Narrador – Austic, vibre na sua frequência.
Gabriel Kligerman - Voltamos aqui com os jurados, é muito legal a iniciativa das Austic, vou deixar que os jurados comentem ao final da apresentação de todas as equipes, o que eles acharam, mas eu queria chamar agora, um por um, para fazer perguntas. Filipe, alguma pergunta?
Filipe Portugal - Parabéns pessoal. É, eu tenho uma dúvida, eu queria saber quanto vocês estão pensando em cobrar o produto, o quão acessível vocês acham que vocês vão conseguir ser com o produto?
João - É, boa noite a todos. Então, hoje, como a gente está trabalhando dois modelos de negócios, que é o B2C e o B2B, diretamente com o B2C, nós cobramos 600 reais, isso já contando todos os custos do aumento que a pandemia trouxe para os componentes eletrônicos, e para o B2C, o valor de 450 reais só que vendidos em uma escala maior.
Gabriel Kligerman - Ótimo. Daniel?
Daniel Knopfholz - Olá pessoal, boa noite, parabéns pela apresentação. Eu fiquei com uma dúvida, é se já existe o protótipo, pelo que você falou já né, pelo que você falou já está sendo vendido, queria só confirmar isso, e entender qual que é a grande diferença dele para um fone com cancelamento de ouvido, de ruído.
João - Ok, obrigado pela pergunta. Então, o protótipo em si, não está sendo vendido ainda, nós fizemos, nós passamos por uma graduação já do próprio cancelamento, que foi o que passou no pitch, e também a gente teve, fez a todo o mapeamento do protótipo, então a gente já tem o modelo já feito em 3d para o protótipo em 3D para poder ser impresso, e nós temos já a lista de componentes já prontas para serem compradas e, a partir daí, passar para um momento de fabricação.
Gabriel Kligerman - Boa.
João - É, posso complementar? Que eu esqueci, já ia esquecendo que a gente também já tem a patente do produto. A gente já deu entrada numa patente já faz uns dois meses, então a gente já está no processo de retirada da patente.
Gabriel Kligerman - Perfeito. José Ronaldo, alguma pergunta?
José Ronaldo Pizani - Olá pessoal, boa noite aí, parabéns aí pelo trabalho, minha dúvida tem a ver um pouco com a do Daniel, com relação ao protótipo, né. Pelo que eu entendi ele é utilizado, assim, o tempo inteiro né? Acho que a ideia é ficar com o aparelho o tempo inteiro, então como é que isso funciona, e também, como é que isso não incomoda no dia a dia para quem estiver usando né, passar o dia inteiro com um fone desse no ouvido?
João - Ok. Como nós, primeiramente, como nós nascemos de um hackathon de autismo, então a gente estava ali pensando num produto para a iniciação de autistas no mercado de trabalho, chegamos a pensar também na parte do conforto. Imagine que um autista está trabalhando lá num escritório e precisa conversar com alguém ao mesmo tempo que ele precisa cancelar um, sei lá, o som de um teclado perto dele. Então, é por isso que nós pensamos em um material também e na parte da condução óssea. Primeiro que ele não vai precisar tirar o fone para poder conversar com outra pessoa porque o condutor ósseo, ao mesmo tempo que você, que ele está cancelando um ruído, o seu ouvido fica livre para você conseguir ouvir uma pessoa falando com você, e segundo que o material que nós mapeamos que vai ser feito é revestido com borracha, justamente para dar um conforto melhor ao autista, para ele poder conseguir utilizar pelo mesmo período de trabalho normal aqui no Brasil.
Gabriel Kligerman - Penúltimo, Guilherme, alguma dúvida?
Guilherme Maeda - Obrigado aí e parabéns, João. Minha pergunta é focada na parte de canal de vendas, como você vê a estratégia de distribuição da sua solução para o público B2C?
João - Ok. Hoje nós temos dois modelos para esse tipo de problemática que você acabou de colocar. O primeiro, as nossas redes sociais, a gente já tem contato com bastante outras páginas que têm relação ao autismo, e segunda que o, até então nós não temos somente o público autista como nosso público alvo. Ele é apenas nosso público de entrada, mas posteriormente nós também pretendemos atacar as indústrias pesadas, como a indústria de mineração, que tem, que muitas vezes, trabalhadores que têm que se aposentar 20, 15, 10, 15, 20 anos antes, e a gente está também pensando em atacar esse público justamente para aumentar a qualidade, melhorar a qualidade de vida dessas pessoas também.
Gabriel Kligerman - Perfeito, perfeito. Agora o Hector. Alguma dúvida?
Hector Gusmão - Bom primeiro, parabéns ao time por ter desenvolvido isso, e parabéns também pelo seu preparo nas respostas. A minha pergunta é, o business de hardware no Brasil tem certa dificuldade para escalar, você podia explicar um pouquinho para a gente, como é que é a sua cadeia produtiva, ou seja, isso vem tudo de fora? Você já consegue desenvolver aqui dentro do Brasil? E como é que você vê isso para escalar?
João - Ok. É, a gente tem duas estratégias para isso: a primeira é que, com certeza, o Brasil não tem tanto preparo assim para a construção de hardware, de larga escala. Mas, para isso, a gente também a gente pensa na parceria com algumas indústrias que, terceirizar essa parte da compra dos hardwares, quando a gente mapeou os componentes a gente já mapeou pensando nesse, nessa estratégia de terceirizar alguns componentes e, outra estratégia é nós mesmos produzirmos o próprio componente. Pelo menos a longo prazo é isso que a gente pretende fazer para tirar essa parte de terceirização e termos controle total na produção porque os componentes, por mais que sejam, não tenham tantos aqui no Brasil, não são tão complicados da gente produzir eles. Só basta a gente ter os investimentos certos.
Gabriel Kligerman - Ótimo. João, obrigado por estar participando aqui com a gente. Parabéns pelo projeto de vocês, e agora vamos chamar a próxima equipe, que é a LiaMarinha representada pelo William Pessoa. Por favor, roda aí.
Pitch Liamarinha:
Narrador - A Liamarinha desenvolve e aplica tecnologias ecológicas e sustentáveis para melhorar a qualidade das águas. Estima-se que 46% da população do Brasil ainda não possui acesso ao saneamento básico, e apenas 6,5% dos rios brasileiros têm boa qualidade da água. A disposição de efluentes sem devido tratamento é uma das principais causas da contaminação dos nossos rios e lagos, e a falta de saneamento básico impacta diretamente na saúde da população. Pensando nesses problemas, buscamos uma solução para os setores do saneamento, mineração e agropecuário, para remediação de ambientes aquáticos degradados e para o tratamento de efluentes. Como forma de promover a responsabilidade sócio ambiental dos empreendimentos, evitando multas com o cumprimento da legislação, a Liamarinha desenvolveu a Estação de Tratamento Natural, uma solução inspirada na natureza para melhorar a qualidade das águas. A tecnologia é composta por dois produtos: as ilhas flutuantes vegetadas e as barreiras filtrantes. As ilhas flutuantes são sistemas modulares, que proporcionam aplicar a técnica de fitorremediação, de forma segura e controlada, através do uso de plantas com potencial de remover contaminantes das águas. As barreiras filtrantes suavizam o fluxo das águas, favorecendo a sedimentação de partículas sólidas e aumentando o tempo de contato dos contaminantes com os refis de fibras orgânicas naturais, que atuam como material biossorvente. Como diferencial tecnológico, quando comparada com outros sistemas convencionais, nós realizamos a remediação no próprio ambiente aquático, sem o uso de produtos químicos ou energia elétrica, com simples instalação e manutenção. Quando comparada com sistemas similares, nós otimizamos os processos já existentes de forma mais escalada, utilizando os nossos dois produtos em conjunto como forma de atingir melhores resultados. E gerenciamos as informações coletadas em campo a partir de uma ferramenta para o controle de processos. A ETN é uma solução para melhorar a qualidade das águas de rios e lagoas naturais, que também pode ser replicada para o tratamento de efluentes. A Liamarinha é uma empresa da cidade de Mariana, MG, onde aconteceu o maior desastre ambiental do Brasil, um rompimento de uma barragem de mineração que atingiu a bacia do Rio Doce. Como forma de atuar ativamente na recuperação, em agosto de 2018 foi aportado 460 mil reais no desenvolvimento da estação de tratamento natural. Entre agosto de 2018 a junho de 2020, a tecnologia foi validada, e uma prova de conceito em testes em planta piloto. Com os resultados da prova de conceito, um dos investidores do projeto tornou-se o nosso primeiro cliente e a ETN foi implantada em escala real em agosto de 2020, no Rio Gualaxo do Norte, em uma das áreas mais impactadas pelo rompimento. Com os resultados da prova de conceito, vimos o potencial de replicar a tecnologia para outras áreas. Nós trabalhamos com vendas diretas, para empresas privadas e públicas. Em função do perfil dos nossos clientes, atuamos desde a pré-venda ao pós-venda. Na pré-venda desenvolvemos provas de conceitos e o projeto executivo. Com o fornecimento e a instalação da tecnologia, passamos a trabalhar no pós-venda, onde oferecemos a capacitação operacional e trabalhamos com gerenciamento e controle de processos, além de fornecer insumos. A nossa equipe é multidisciplinar, composta por profissionais das áreas da engenharia, biotecnologia, e negócios de impacto socioambiental. Os nossos profissionais possuem experiência prática, contamos com especialistas e profissionais com experiência internacional, estamos localizados no entorno de universidades renomadas de Minas Gerais, e a empresa está incubada no centro tecnológico da Universidade Federal de Viçosa, possibilitando a interação com mão de obra altamente qualificada e pesquisadores em nossa área de atuação. Pretendemos utilizar o prêmio para investir em nossa plataforma, que irá tornar o nosso modelo de relacionamento no pós-venda mais escalável. A ferramenta irá proporcionar maior agilidade no trabalho do operador, fornecerá dados para o acompanhamento operacional, e com o principal benefício o cliente irá contar com relatórios atualizados, que contêm informações detalhadas das operações, podendo ser utilizadas em auditorias, licenciamento e para o planejamento interno. É dessa forma que a Liamarinha está inovando, com o propósito de melhorar a qualidade das águas, e gerar impacto socioambiental positivo.
Gabriel Kligerman - Voltamos aqui de novo pessoal, para mais uma sessão de “Q&A” e, dessa vez, eu vou explicar melhor o que eu vou fazer a partir de agora, para não ficar muito repetitivo, vou deixar aqui, sigam a primeira ordem que eu fiz, então, Filipe fazendo a pergunta primeiro, Daniel em segundo, José Ronaldo em terceiro, Guilherme em quarto e Hector por último, para o William. É, vamos lá Filipe, o palco é seu!
Filipe Portugal - Boa. É obrigado William, parabéns pela iniciativa. Eu queria entender um pouco mais sobre as soluções atuais né, quais são as soluções atuais que as empresas podem usar e como é que você se compara em termos de eficiência com essas soluções.
William Pessôa - Então, hoje pensando em tratamento de efluentes, não existe a melhor solução. Existe a melhor solução para cada lugar. E como que a gente se diferencia? Hoje quando você pensa na universalização do saneamento, por exemplo, a gente no Brasil tem um grande problema em relação ao que? Áreas rurais, favelas, locais de difícil acesso. Então você levar uma tubulação para aquele lugar é muito caro, então torna difícil, levar saneamento a todos. Quando você pensa descentralizadamente, em criar uma estação de tratamento para atender um pequeno grupo, ou levar uma melhoria de qualidade da água, uma estação de abastecimento, é aí que a gente está pensando. Trabalhar de forma descentralizada, sem uso de produto químico, e de simples implantação, sendo acessível.
Daniel Knopfholz - Legal, parabéns, superinteressante a iniciativa. Minha pergunta é mais na viabilidade de implementação, uma parte grande imagino que dependa de incentivo estatal ou de investimento estatal aqui para viabilizar isso. É, como que uma, como que vocês pretendem viabilizar para acelerar, dado tudo que a gente conhece e com a velocidade das empresas estatais e do governo?
Willian Pessoa - Sim, na verdade, o nosso foco são nas empresas privadas. E principalmente, agora o nosso foco está na indústria da mineração. O nosso case, ele aconteceu no maior rompimento né, no maior desastre ambiental do Brasil que aconteceu em Mariana, mas ali a gente pode conhecer a nossa tecnologia para a recuperação de ambientes aquáticos. Porém, a partir daí uma outra área que a gente está acessando, é problemas de drenagem ácida, que acontece muito no setor de mineração e também em outras indústrias. Então agora a gente está trabalhando com a prova de conceito no Sul do país, e também em Goiás, com uma mineradora internacional que está lá, então já fomos para essa área. Estamos com empresa iniciando uma prova de conceitos também com uma concessionária privada de saneamento. E por que trabalhar dessa forma? É, com as empresas privadas a gente consegue ter um relacionamento mais rápido, mesmo que a nossa venda, ela é um pouco mais demorada, por ter um ticket maior também, com as empresas privadas a gente consegue conversar com o tomador de decisão, explicar nossa solução e conseguir um investimento mais, mais interessante. Já no setor público, é um pouco mais difícil, mas a gente também já está se relacionando.
José Ronaldo Pizani - Legal aí. Obrigado, parabéns William aí pelo trabalho. Eu tenho uma dúvida a respeito do processo de produção né, quanto é que vocês imaginam que é o tempo para construir uma barreira e aí, engatando isso com tempo de escala né, para poder ter isso no Brasil.
William Pessôa - Sim, bacana sua pergunta. É, hoje o nosso foco é trabalhar com grandes empresas. Até mesmo porque , onde está o problema né, e você consegue gerar um maior impacto através delas em função de trabalhar com grandes empresas, ela quer que você resolva todo o problema, então a gente trabalha, dá pré-venda, desenvolvendo um projeto pra ela, mostrando aquela concepção do projeto que vai ser nesse meio tempo a gente vem com a produção do produto então, nossos insumos são de fácil acesso e a gente produz por demanda, então ao longo do que a gente está desenvolvendo, à parte de projeto e engenharia, a gente tá produzindo vem a parte de implantação. Depois a gente vai com todo o gerenciamento operacional, onde a gente fornece dados daquela operação ou dados daquela área que tem que ser remediada que é um outro ponto que é bem interessante para o cliente, por que ele já tem todas essas informações na mão, além de ter aquele local monitorado e com informações que podem ser utilizadas para auditoria, ou legislação ou planejamento interno.
Guilherme Maeda - Obrigado Willian, parabéns, bem legal a solução. Minha pergunta aqui é assim: pensando na venda do seu produto também esse tipo de orçamento para sua solução, ela já existe ou é um acréscimo de custo para a companhia?
Willian Pessoa - É.
Guilherme Maeda - Existe algum incentivo também? Acho que é… complementando.
Willian Pessoa - Alguns locais você, por exemplo, na área de drenagem ácida, que a gente está atuando agora. São locais ermos, onde que você não tem acesso à energia elétrica e se você for utilizar produto químico, você ter um gasto muito alto, por que é um problema que vai estar ocorrendo naturalmente ao longo do tempo a gente trabalha com uma solução então que é, ela consegue resolver o problema, ela consegue melhorar a qualidade da água, além da empresa ter uma redução do custo operacional porque a gente não está usando produto químico nem a demanda de energia elétrica e tem a simplicidade de implantação e operação dessa tecnologia. Tudo converte então, com redução de custo para tratar a água, que é esse bem maior. Um outro ponto é o setor de saneamento, por exemplo. As lagoas de estabilização é uma das tecnologias mais utilizadas para você tratar, efluentes no Brasil e no mundo também. O que que a gente faz? Só que muitas das concessionárias de saneamento, aquela tecnologia, a lagoa já está ali no máximo, então a gente consegue otimizar aquela lagoa de estabilização sem fazer uma construção e só utilizando o nosso produto. Com isso a gente melhora, consegue atingir ali o que a legislação pede… e sem ter uma grande construção, né? Tudo é por um sistema ser modular.
Hector Gusmão - Legal, a gente está com tempo aqui apertado, mas minha pergunta, pelo que eu entendi, a estratégia de crescimento de vocês está muito ancorada ali no pós-venda com a plataforma que você comentou. Você pode falar para a gente, onde que vocês estão hoje, em questão de resultados e para onde está olhando, o crescimento da companhia?
Willian Pessoa - Nesse primeiro ano, a gente ficou basicamente dois anos e meio desenvolvendo a tecnologia e esse primeiro ano a gente teve o nosso primeiro cliente que, né? Que foi um grande cliente, é uma empresa que está gerindo as multas do rompimento e agora a gente está trabalhando com mais duas empresas de mineração então o nosso foco agora é esse, é crescer focado no segmento de mineração, saneamento, né? Entendendo a tecnologia, mas trabalhando ao longo da operação, dessa solução implantada.
Gabriel Kligerman - Então agora a gente vai para o terceiro projeto, que é um projeto mais focado, numa causa social muito grave no país, que é o “Minha palavra”
Pitch Minha Palavra:
Narradora - Boa noite. Nós somos a Equipe Marias. E dentre as poucas soluções existentes no mercado para violência doméstica, nós criamos a única, que é discreta, imediata e realmente eficiente. O cenário do que é mulher no Brasil atualmente (trecho ininteligível) E aí eu fiquei pensando, meu Deus, como é que eu vim parar aqui. Eu realmente achei que eu ia… morrer. Entretanto, o combate à violência contra mulher já está prevista na agenda de 2030 pela ONU - Indo de encontro a isso, criamos a nossa solução. Nosso aplicativo (trecho com áudio interrompido).
Hector Gusmão - A gente teve um probleminha técnico, mas a gente vai voltar do início o vídeo, para a gente ter toda transmissão acontecendo de maneira correta.
Gabriel Kligerman - Muito obrigado, equipe Minha Palavra, e Maria Gabriela Lisboa, por fazer essa apresentação para a gente, realmente o projeto de vocês visa resolver um problema muito grave no cenário brasileiro atual e mundial também. Então, vamos com as perguntas, mas só uma questão é que a gente tem 5 minutos para fazer as perguntas e acabou que a gente estourou um pouco na última equipe. E se chegar a 5 minutos eu vou ter que seguir com a próxima equipe, para não é cometer nenhuma injustiça com as outras equipes que apresentaram os seus “pitchs”, então, Felipe?
Filipe Portugal - Parabéns Marias, incrível a iniciativa, longe de ser o ideal, só tem homens aqui para avaliar, mas eu queria entender, acho que tem uma parte muito grande de educação de mercado, as estratégias para vocês chegarem nas mulheres futuras usuárias. Como é que vocês pensam em atacar isso?
Maria Gabriela - Em se tratando do SUS, as próprias agentes comunitárias da saúde, elas podem instruir e distribuir cartilhas, como é feito com diversos outras campanhas públicas de saúde, bem como o meio do Instagram, que a gente sabe que é uma ferramenta de longo alcance de influenciadoras que realmente estão debatendo muito isso, e das próprias empresas parceiras que podem fazer essa divulgação com a gente?
Daniel Knopfholz - Ai, parabéns, trabalho muito próximo do mundo feminino, no mundo feminino também acho muito interessante o que está fazendo aqui. Minha pergunta é sobre a viabilidade disso em escala? Depois do prêmio, vocês estão querendo o que viabiliza por um ano, mas se vai ser uma associação sem fins lucrativos, se essa é a parceria ideal, como é que monetiza e como é que garante essa viabilidade em escala nacional nas 110 milhões de mulheres que você colocou ali?
Maria Gabriela - O primeiro o protótipo seria testado em Sete Lagoas. O nosso custo, ele é muito baixo R$ 18 mil anuais e a partir disso a gente vai dando tudo certo com. com teste do protótipo, a gente amplia para municípios. Primeiro a gente pega Sete Lagoas, que é uma cidade de 242 mil habitantes. Depois a gente vai pra Belo Horizonte, onde a gente já está em conversa com parlamentares que toparam nos ajudar, com o projeto. E com isso a gente vai escalando o número de usuárias, mas a questão de monetizar a gente não fala em lucro, né? Por ser uma associação sem fins lucrativos, ela vai, de forma gratuita para as mulheres, e essas empresas com orçamento anual, a gente consegue segurar durante um ano então, a gente acredita que vai vir mais investimento e que vai ter uma reserva para a gente ter ali, de segurança.
José Ronaldo Pizani - Boa noite, Maria, parabéns pelo trabalho, assim, realmente é um tema assim, superimportante, a minha dúvida tem a ver também é um pouco com essa… com a parte da escala também. Como é que vocês pensam em interagir com o sistema da polícia? Pelo que vocês falaram é importantíssimo ter uma atuação rápida? E inclusive em uma cidade muito grande, como é que vocês imaginam isso acontecer, por exemplo, São Paulo.
Maria Gabriela - A gente fez uma interface do aplicativo exclusiva… exclusiva para polícia militar. Então ela vai estar no celular desses policiais e a partir do momento que a gente faz essa parceria e implementa a rede necessária, eles vão ter acesso e aí ocorre tudo de uma forma muito fluida.
Guilherme Maeda - Bom Maria, parabéns. Acho que essa dor é bem latente no Brasil e mundialmente. Acho que no aspecto social, cultural é um grande problema, no mundo. Minha pergunta é: Eu queria saber se você chegou a fazer uma pesquisa extensa, acho que, dada a questão cultural, como que o público vê a adoção de uma solução como a sua, do ponto de vista de resultados, que tipo de métrica você pretende acompanhar, para ver que a sua solução está tendo sucesso?
Maria Gabriela - Boa noite, a gente fez uma pesquisa de mercado com um grupo, chama: “Empoderadas”, em Sete Lagoas. Esse grupo é de apoio de vítimas, de mulheres vítimas de violência doméstica e ele tem 40 pessoas. Cerca de 70% dessas mulheres relataram não ter conseguido pedir a ajuda e, nessa pesquisa, a gente viu que a solução proposta funciona. É o que seria necessário para elas conseguirem essa ajuda. A segunda parte da pergunta, você falou: como que a gente pretende mensurar a eficácia dele, né? Por meio do aumento dos chamados a polícia militar e pelo aumento de atendimentos na rede SUS. Por que muitas dessas mulheres, elas desistem, quando se passa muito tempo ali, da agressão né, de procurar a polícia militar, de procurar uma ajuda médica e psíquica. Então além de reduzir a subnotificação e aumentar o número de atendimentos, a gente vai estar propiciando de forma ativa, a busca ativa dessas agentes comunitárias de saúde, o que vai propiciar o tratamento delas também?
Gabriel Kligerman - O tempo de pergunta do Hector, para fazer um ponto do Filipe, que seria o ideal, pelo menos a gente ter algumas mulheres aqui, avaliando essa equipe, e enfim, parabenizar de novo a Maria Gabriela, e que tenha muito sucesso, independente do resultado aqui. Então, Maria, a gente se despede de você e vai chamar então, o quarto projeto, que é a Quickup.
Pitch QuickUp
Na era da tecnologia, “Ser digital, não é mais uma escolha, é estratégia de mercado.”. Seja para começar um novo projeto, ou modernizar um já construído e sólido, a tecnologia é essencial. Com um aplicativo escalável, um sistema otimizado, existem muitas formas de introduzir inovação ao seu negócio. Mas o processo para que esse processo se torne realidade, infelizmente não é tão moderno quanto gostaríamos. Hoje, a indústria de desenvolvimento de software, não consegue atender com a qualidade esperada, a demanda que aumenta cada vez mais. Segundo o relatório do Standup Group, 52,7% dos projetos falham em tempo, custo e funcionalidades prometidas, e 31% dos projetos são cancelados antes mesmo de serem finalizados., O que significa que milhares de investidores interessados no progresso, são prejudicados e não recebem o que esperam. Nesse cenário, um gestor como o “rodrigo” que tem uma ideia inovadora para otimizar sua rede de varejo, teria apenas 16,2% de chance de ter sua ideia entregue com sucesso, por que os projetos de software levam muito tempo para serem desenvolvidos, apresentaram muitos erros imprevisíveis, e custam muito caro. É por isso que a Quickup desenvolve a ADA, a primeira I.A. programadora que cocria projetos de softwares de forma rápida e livre de erros, proporcionando a melhor experiência de tecnologia na criação de produtos digitais. Usar I.A. no processo de desenvolvimento, o torna mais elegante e seguro. A ADA se torna o braço direito do desenvolvedor. Auxiliando profissionais nas tomadas de decisão, prevendo falhas, aplicando correções, inferindo conhecimento, e por consequência, desenvolvendo projetos integrados e com boa qualidade. Assim, aliamos o poder da I.A. a maturidade e expertise dos nossos profissionais de tecnologia. Agora, o “Rodrigo” pode otimizar sua rede de varejos e ter seus projetos finalizados, com toda qualidade que se espera. Em um processo livre de erros inesperados, e o principal: dentro de um prazo ideal, que não perca o "timing” do mercado. Nos destacamos dos nossos concorrentes, por oferecermos uma ferramenta de inteligência nas decisões. A ADA, não é uma simples geradora de códigos, mas sim uma ferramenta profissional completa, que auxilia a suprir a demanda do mercado com a melhor qualidade possível. E esse mercado é realmente promissor. Hoje, o Brasil ocupa o 9º lugar no mercado mundial. Só essa indústria, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Software, em relatório de 2019, movimentou 22,7 bilhões de dólares. E o mercado de serviço de desenvolvimento movimentou mais de 50%, totalizando 12,2 bilhões de dólares. Nosso próximo passo é buscarmos investimentos, tornar a equipe de P&D mais robusta, alcançarmos uma versão estável, e lançarmos numa plataforma comercial de API. A ADA já foi usada em vários projetos, das mais diversas áreas, como mobilidade urbana, comunicação e saúde. Demonstrando assim, toda a sua versatilidade para entregar projetos com API, APPs e sistemas, podendo atender os mais diversos setores do nosso país. Entregando inovação, em um conjunto realmente completo. E por trás dessa solução inovadora, estamos nós, Quickup, um time formado por nove pessoas dedicadas, sendo 3 sócios com experiência de mais de 8 anos no mercado de desenvolvimento de software, e 6 colaboradores que somam em tecnologia, marketing e vendas. Queremos que mais empresas se renovem e entrem no mercado digital através da ADA e sejam beneficiadas por ela. Com a rede oferecida pelo Hack Brasil, poderemos ampliar esse alcance, enquanto melhoramos a estrutura da ADA, investindo em pesquisa de alto nível. Estamos na versão BETA do produto, testamos com clientes e trabalhamos nas melhorias contínuas. Acreditamos em um futuro, onde as empresas usam tecnologia para alcançarem seu potencial, e acreditamos que nossa solução pode tornar isso possível, real e acessível. Essa é a ADA, essa é a Quickup, esse é o futuro.
Gabriel Kligerman - Voltamos novamente agora, aqui com André Argulo, para fazer as perguntas para receber as perguntas dos jurados, e dessa vez eu vou querer mudar um pouco a ordem das perguntas, para que todo mundo tenha, para que seja adequado para que o Hector consiga, na próxima, fazer a pergunta que ele quiser. Vamos começar com o Daniel? Pode ser, Daniel?
Daniel Knopfholz - Pode ser sim, André, parabéns aqui também pela apresentação. Minha pergunta é sobre o tempo médio, você disse que tem um ganho de tempo médio de desenvolvimento e eu queria entender qual que é esse tempo médio, medido nas implementações que já foram feitas.
André Argulo - Obrigado pela pergunta. A gente já chegou a testar esse, já com projetos comerciais, ao total foram 13 e a gente conseguiu uma redução que vai de 40 a 70% de redução de tempo. Esses são os números de tempo de redução que a gente conseguiu alcançar.
Hector Gusmão - Foi super legal, queria que você aprofundasse um pouquinho mais os resultados desse protótipo que vocês disseram que vocês fizeram né, você citou um dos casos agora de redução, mas tem alguns outros dados que vocês possam trazer para gente?
André Argulo - Sim, a ADA é uma Inteligência que ela trabalha não só na parte de geração, então ela é grande e presta um grande auxílio, no processo de planejamento de projeto. Então a gente consegue manter o processo de planejamento habitual, se utilizando mailing list e tudo e-mails, e no final a gente consegue gerar um arquivo de especificações técnicas, que a gente consegue gerar contexto por ambientação, a gente terminou levando um pouco dessa estrutura de listas como um ponto um ponto um ponto um, pra poder criar contexto e basicamente com a lista de especificações, é basicamente texto, então a equipe consegue criar, então a gente conseguiu criar projetos muito grandes em pouquíssimo tempo. Um dos casos que a gente tem, é um projeto que a gente refez esse projeto, era um projeto grande, foi lançado, aqui no carnaval de Salvador, e a gente conseguiu fazer esse projeto, dentro de pouco mais de 50 dias corridos. É um projeto que as outras versões que ele já tinha tido demoraram, alguns meses. Então é uma redução bem significativa, em nível de qualidade, a gente também consegue fazer várias integrações com análise de teste automatizado e todos os projetos que a gente vem desenvolvendo, eles vêm entregando um nível de qualidade de código muito boa também.
Gabriel Kligerman - Agora, por favor, José Ronaldo, se você puder.
José Ronaldo Pizani - Bem André, parabéns pelo trabalho, muito bacana mesmo. Tenho uma dúvida no processo de desenvolvimento, acho que você já tocou um pouquinho nesse, mas assim, todo processo desde a parte de levantamento de requisitos até todo desenvolvimento, como é que o ADA atua, né? Se ele também ajuda a fazer o levantamento, na verdade, uma vez feito, ele desenvolve o que foi mapeado, e se ele entra como mais um desenvolvedor, né? Ou se ele substitui um desenvolvedor e se ele está ali meio que desenvolvendo junto., também em colaboração queria entender um pouquinho melhor.
André Argulo - Obrigado pela pergunta, Ronaldo. É um ótimo ponto para se tocar, então a ADA entra como uma codesenvolvedora. Então na verdade, a ideia não é que a gente substitua os programadores, na verdade é que a gente consiga dar para os programadores, fazer um uso melhor desses programadores, desses profissionais. Entende que é só a gente entendendo a QuickUp, que o profissional por trás, o profissional técnico, ele é muito importante e a gente procura formas de como otimizar isso. Então a ADA, ela entra no processo ali de planejamento então ela consegue já desde o planejamento já passar para a gente falhas que possam ocorrer e consegue imprimir requisitos que muitas vezes passam despercebidos. Ela consegue gerar inclusive códigos, aquele código inicial, e a gente poupa os profissionais que eles tenham que fazer isso de forma inicial. Então a gente entrega pra, para o profissional, um projeto já completo, integrado, funcionando, com boa qualidade, dentro dos padrões de mercado. Então a ideia é que a gente não substitua o programador, mas que a gente consiga utilizar melhor os programadores que a gente tem e deixar esses programadores mais focados, para os desafios específicos daqueles negócios.
Guilherme Maeda - André, obrigado. Parabéns pela apresentação. Vou te pedir para descrever um pouquinho o perfil do seu cliente, em termos de mercado, tamanho, fala um pouquinho mais sobre ele.
André Argulo - Ótima pergunta Guilherme. Guilherme, a gente está hoje com a ADA, já tem um pouco mais de um ano que a gente lançou. A gente lançou a ADA no finalzinho de 2019, e a gente conseguiu colocar no mercado, treze programas comerciais. A gente veio m que testando um pouquinho disso daí, então a gente conseguiu trabalhar com empresas de médio porte, a gente chegou a ter alguns clientes de médio porte, e também projetos muito pequenos. Então hoje, como a gente está em versão BETA, a gente está meio que entendendo o produto, criando esse produto… e hoje a nossa atuação, ela é mais voltada para o B2B. Então o nosso público alvo hoje é o B2B. A gente consegue pegar ali, pequenos negócios. A maior parte, mas a gente tem um foco muito grande também, em pegar médias e grandes empresas. Que é um processo futuro que a gente está vislumbrando, que é através da AP comercial. Então o nosso propósito, a nossa frente aqui agora é trabalhar no produto para que ele fique maduro, fique estável para que a gente consiga entregar a ADA não como um serviço que a empresa presta, mas sim como um serviço em nuvem, para que várias equipes e várias empresas possam mesmo é contratar on-line e puderem fazer uso da ADA, como uma codesenvolvedora dentro das suas equipes.
Gabriel - Perfeito e por último, por favor Filipe.
Filipe Portugal - Obrigado André, parabéns. Minha dúvida é sobre o quanto hoje ainda vocês estão no modelo mais de serviço e consultoria versos ter um produto que é de fato escalável e tudo.
André Argulo - Perfeito. Filipe, a empresa, a QuickUp, já nasceu com a ADA. A ADA é nosso primeiro produto, é o produto que a gente dá foco total. Eu e meu sócio a gente já tinha, já tivemos uma softwarehouse que a gente não toca mais, a gente realmente descontinuou para poder focar no produto ADA, e hoje é um grande ponto que a gente teve que botar foi isso, nós vamos trabalhar com a ADA e não com serviço então a gente está hoje iniciando uma parceria com uma empresa, que é uma empresa que não é da gente, é uma outra empresa, para que eles possam fazer uso da ADA em momento de teste. Então hoje a gente ainda trabalha um pouco entregando o produto, via ADA, mas também um pouco de desenvolvimento, mas a nossa proposta é que a gente termine com isso totalmente então hoje a maior parte do desenvolvimento vem através da ADA, e o que resta a gente contrata programadores freelancer para poder concluir. A gente está iniciando esse projeto com essa nova empresa para que ela possa fazer uso então a ideia da gente é realmente só trabalhar na ADA, focar na ADA e deixar com que essa nova empresa possa trabalhar com as equipes, possa fazer a direção das equipes, que são as squads que trabalham com os desafios específicos em alguns negócios.
Gabriel - Perfeitamente adequado no tempo, nos 5 minutos. Agora a gente vai agradeça ao André. Enfim, ele já saiu, mas agradeço ele por ter apresentado esse projeto dele aqui hoje, e vou chamar agora o último projeto da noite, que é a SmartLab, uma representante da área da saúde
Pitch SmartLab:
Eduardo Belo - Qual foi a última vez que você foi ao médico? Segundo o IBGE, em 2019, 76% dos brasileiros admitiram ir ao médico pelo menos uma vez nos últimos doze meses, mesmo assim, cerca de 70% das causas de morte no Brasil, são por doenças crônicas, não transmissíveis, que são previsíveis e tratáveis. Então, foi vendo que as pessoas estão indo ao médico, mas que o número de casos de mortes por doenças previsíveis e tratáveis continuavam muito alto, que nós pesquisamos e encontramos algumas barreiras que impedem os médicos de mudarem esse cenário no Brasil. Então os médicos, eles têm um volume muito grande de informações acessíveis em inglês, que eles podem utilizar, mas eles não têm tempo de acessar as informações, porque é humanamente impossível eles atenderem todos os pacientes e ainda assim, lerem, filtrarem, entenderem e aplicarem no seu dia-a-dia, essas informações. Além disso, os exames laboratoriais, eles não são nem um pouco visuais, e nem intuitivos. Eles acabam virando um compilado de páginas com informações muito burocráticas, que atrapalham o médico na hora de tentar entender a situação global da saúde do paciente. Essas barreiras, então, fazem com que muitas vezes o médico perca a oportunidade de fazer um tratamento preventivo, de saúde no seu paciente. Tentando resolver esses problemas, que nós desenvolvemos o SmartLab, um software que vai auxiliar e facilitar a vida do profissional de saúde. No Smartlab o profissional usa o PDF ou uma foto dos exames do paciente e o software extrai todas as informações automaticamente, por meio de um algoritmo de optical character reader. O SmartLab então cruza as informações, e fornece indicativos de diagnósticos para os médicos. Tudo isso é salvo em um banco de dados e é gerado um relatório completo, com informações muito mais visuais e intuitivas, para os médicos irem além dos valores de referência. Esse relatório mostra os diagnósticos não só clássicos, mas também os preventivos, e mostra sugestões de exames complementares, que podem ser muito relevantes para a situação atual da saúde do paciente. Ele utiliza valores otimizados da literatura médica mais recente e disponibiliza toda a fonte de literatura utilizada, para mostrar ao médico como que o SmartLab chegou nesses resultados. Para monetizar com o SmartLab, podemos vender o software como serviço, no começo, queremos focar em vender diretamente para médicos e nutricionistas, cerca de 600 mil profissionais ativos. O preço mínimo do nosso software vai ser o plano anual por R$99,00 mensais. Então atingindo 1% desse mercado, já teremos um lucro bruto de mais de 7 milhões de reais anuais. No mercado, nossos concorrentes são softwares de consultório e softwares hospitalares. Os softwares de consultório, eles não auxiliam o médico na parte de diagnóstico, eles apenas possibilitam upload de exames, e o médico criar um relatório e fazer um histórico da saúde do seu paciente. Já os softwares hospitalares, eles são embarcados em equipamentos muito caros e apesar deles auxiliarem um pouco nesse diagnóstico, eles são de doenças muito específicas. Então o paciente que já está ali naquela situação, ele está doente e perde a parte de prevenção da saúde, então o Smartlab ele é diferente porque ele é direcionado para o médico. Ele vai ter toda essa extração dos exames laboratoriais e o médico vai conseguir fazer um compilado da saúde atual do paciente. Tudo isso foi desenvolvido por mim, e pela minha sócia Paola… eu sou engenheiro de controle de automação e faço toda a parte de desenvolvimento do software e de business. Já a Paola, é mestre em farmácia e faz toda parte de pesquisa científica, e do banco de dados de diagnóstico. O nosso mais novo membro, é a Priscila, que é formada em marketing, e ela vai fazer toda parte de marketing e designer do Smartlab. Nós estamos nos estágios finais do produto mínimo viável. Esperamos nos próximos 6 meses conseguir introduzir e validar o Smartlab. Com isso nós vamos poder adaptar o software conforme as necessidades do mercado. E conseguindo validar no Brasil, nós podemos escalar para qualquer outro país do mundo. Estamos aprendendo muito com as monitorias e workshops da Hack Brazil, para montar nosso plano de negócio da forma mais eficaz e escalável possível. Se ganharmos o prêmio, vamos investir muito pra conseguir que essa solução chegue nas mãos de cada profissional do Brasil. E assim teremos a certeza que toda a população terá uma vida muito mais saudável.
Gabriel - Muito bacana, novamente mais um projeto muito legal. Agora a gente chama aqui o Eduardo Belo, que era o amigo que estava no vídeo apresentando pitch, e a gente pode começar as perguntas novamente agora na ordem normal. Filipe, por favor.
Filipe Portugal - Parabéns Eduardo. Eu queria entender e confirmar com você, se quem vai pagar pelo produto são os médicos, e, eu queria entender por que você acha que eles são o melhor cliente pagador para essa solução.
Eduardo Belo - No começo a gente pensa em vender diretamente para os médicos, porque nós queremos adaptar o software para que eles se sintam confortável utilizando. Então a gente quer fazer um software dedicado pra eles, mas futuramente a gente pretende também fazer parcerias com planos de saúde, pra que assim o médico não precise pagar pelo software mas o intuito principal é que, se todos os médicos conseguirem utilizar o software, muito mais pessoas vão ser atendidas, por que hoje no Brasil, ¾ da população não possui plano de saúde, então seria muito mais interessante se o médico tivesse a possibilidade de pagar do próprio bolso, já que é um valor bem baixo para o salário deles.
Daniel Knopfholz - Eduardo, parabéns. Minha pergunta é sobre a parte da inteligência de diagnóstico, imagino que esse seja seu principal competitivo do software e como é que vocês estão fazendo para garantir? Dado que, tem até risco de você fazer um diagnóstico incorreto, sugerir alguma coisinha incorreta, como vocês estão criando essa inteligência?
Eduardo Belo - Então, essa parte de diagnóstico, de banco de dados de doenças, quem está fazendo é minha sócia, Paola. Ela está fazendo pesquisas científicas nos livros mais utilizados pela medicina, o grande diferencial na verdade é que é assim: Esses diagnósticos, eles já são bem consolidados na medicina. Então o que vai acontecer é que a gente vai dar uma sugestão de diagnóstico, bem rápida, na tela do médico, e o médico com a sua, toda a sua habilidade, todo o seu conhecimento, ele vai ter o discernimento de pegar os sintomas e saber qual diagnóstico vai fazer sentido para ele ou não, então nossa ferramenta é para auxiliar e agilizar a consulta do médico, mas não é uma ferramenta que se deve utilizar sozinha para diagnóstico. É mais para o médico ficar confortável e conseguir lembrar de todos os diagnósticos possíveis e ver qual que faz sentido para o paciente dele.
José Ronaldo Pizani - Oi Eduardo, boa noite, parabéns pelo trabalho, é uma ideia muito bacana mesmo e eu queria essa parte do público alvo acho que é uma coisa que acho que tem uma dúvida ainda? O foco agora é com relação aos médicos, né? Por que que vocês pensaram nos médicos e, não através das clínicas, porque elas já têm diagnóstico? Contaria muito do processo de automação, do entendimento de todo o laudo, ele vai fazer uma integração direta com o banco entregar direto para o médico pronto isso, ou então até focar no próprio paciente. Para o paciente também poder, ele manter quase que um relatório de todos os diagnósticos que ele já teve né? Ter uma informação a mais ali, e entender um pouquinho do público-alvo.
Eduardo Belo - Como eu disse: Os médicos, para atingir um maior número de pacientes, e só falando um pouquinho das clínicas, assim; a gente já pensou em clínicas, mas na verdade eles tem um modelo próprio deles, e o modelo deles segue todas as normas já vigentes, então para eles talvez um custo a mais, não seja tão interessante, porque quem tem que fazer o diagnóstico mesmo é o médico; a clínica, ela só precisa dar o relatório laboratorial do exame. Para as pessoas, indireto, a gente também pensa em mais para a frente fazer um aplicativo para elas, provavelmente alguma coisa mais integrada em plano de saúde-paciente, e aí sim a gente pode entrar com a clínica. Por que, se um médico pede um exame, e pelo nosso aplicativo, a clínica parceira do plano de saúde, vê que um exame adicional, pode ser interessante para fechar um diagnóstico, a gente podia pular toda uma etapa do paciente voltar ao médico precisar pedir outro exame, e assim o plano de saúde ia ganhar muito mais tempo e menos custo e o paciente também. Então é uma ideia a longo prazo e a curto prazo a gente pensa nos médicos, mais para adaptar e entender mesmo a linguagem do mercado com eles.
Gabriel - Guilherme, eu vou ter que dar essa pergunta para o Hector, infelizmente por que, ele ficou sem pergunta na outra, para outra equipe, então, sinto informar que dessa vez, vai ser provavelmente você que vai ficar sem pergunta, por que só tem mais 40 segundos para a última pergunta do dia.
Hector Gusmão - Eu vou ser gentil, Guilherme e te perguntar: “O que que você quer perguntar pra Eduardo, Guilherme? Por favor, (risos).
Guilherme Maeda - Eu ia falar sobre acesso, integração de informação, mas segue ai!
Hector Gusmão - Não, por favor, vamos lá!
Guilherme Maeda - Primeiro, parabéns! Minha pergunta é: Se você pensa em, no médio prazo, em integrar, acessar outras fontes de informação, para conseguir fornecer um diagnóstico mais preciso, né? Seja base histórica, seja outra fonte de pesquisa.
Eduardo Belo - Sim, nós pretendemos expandir bastante essa parte de pesquisa por que o diagnóstico, principalmente preventivo, é uma coisa que está faltando bastante no mercado. Então a gente pensa em aumentar bastante a equipe, a gente precisa de muito mais pessoas, muito mais pesquisadores para isso, mas é uma ideia que a gente tem sim a médio e longo prazo.
Gabriel - Muito obrigado, Eduardo, por estar aqui respondendo perguntas e apresentando o vídeo também e assim a gente encerra a participação das equipes, na Hack Brazil, a gente vai ter um minutinho, para os jurados computarem seus votos enquanto a produção calcula o campeão dado nosso sistema de pontos e eu vou aproveitar esse momento agora para falar um pouco mais sobre os critérios usados na avaliação que os jurados tão fazendo. Eles foram brifados com os critérios que eles teriam que usar nessa avaliação e os critérios estavam ligados a: capacidade do projeto, a execução do próprio projeto em si, se o projeto é escalonável, enfim diversos critérios relacionados à operação da empresa; a futura operação da empresa, ou para as que já estão operando em BETA; a operação atual da empresa e também foram selecionados pela equipe da Hack Brazil, critérios sobre o Pitch então os critérios sobre o Pitch são mais relacionados a comunicação e aí, como os… as equipes conseguiram comunicar a ideia do seu projeto mesmo, dados esses critérios, os jurados estão fazendo seus votos agora quando saírem forem alocados os sistemas de pontos, definidos os votos dos jurados mas o voto vai ser secreto e quando eu tiver o resultado a gente vai definir quem vai levar o prêmio hoje de 25 mil reais, pra desenvolver seu projeto. Produção, a gente tem o resultado já? Ainda não?? (Risos). Falta alguém votar???
Hector Gusmão - Gabriel, deixa eu entrar um pouquinho nesse papo aqui, enquanto a produção, já fiz os meus votos, já enquanto a produção apura, explica para a gente um pouquinho da ideia da Brazil Conference, por trás de promover o Hack Brazil, já a algum tempo.
Gabriel - Eu enxergo Hector, a Brazil Conference, a Hack Brazil, dentro da Brazil Conference, como um braço direto de mudança, de transformação no Brasil. A gente em geral, aqui, durante 7 dias, a gente vai estar dialogando para transformar a Hack Brazil é uma forma direta da Brazil Conference impactar a realidade brasileira, com o desenvolvimento das equipes que participaram do processo o ano inteiro, e também com esses 25 mil reais que a gente vai dar.
Hector Gusmão - E é legal você falar, pois a gente está falando de empreendedorismo e inovação, no final das contas, né? Tem algumas pesquisas mostrando que mostram as três últimas grandes crises globais que tiveram especialmente as crises que atingiram os EUA e todas as saídas de crise eram muito impulsionadas diretamente pelo empreendedorismo, pelas startups, e eu acho que a Brazil Conference, trazendo isso para o público, e fomentando que aconteça cada vez mais no Brasil, acho que é um grande ganho. Só para todo mundo ter uma ideia, 55% dos novos empregos gerados no Brasil são feitos pelas pequenas e médias empresas, então a gente tem que ter uma nação cada vez mais empreendedora, Gabriel?
Gabriel - Com certeza. E agora, produção? Ainda não? (Risos), enfim, enquanto a gente computa, vamos voltar um pouco nesse tópico das startups, a Fábrica também, não é Hector? Ela também tem algumas iniciativas do tipo, enfim… eu sei que o grupo Boticário também tem uma iniciativa do tipo.
Hector Gusmão - Eu acho que o palco todo, os jurados todos acho, são muito ativos no ecossistema né? A gente vê a Maia Capital fazendo muita coisa para o ecossistema empreendedor, e Cambridge também é uma referência no Brasil, acho que a gente tem um ecossistema cada vez mais estimulante no Brasil. Acho que, só pra gente ter como referência também, as startups do ano passado, receberam no ano todo 19 bilhões de investimentos, e apenas nesses três meses de 2021, mesmo com essa confusão toda, já foram 11 bilhões de reais investidos, ou seja, a gente já passou 50% dos investimentos que aconteceram em 2020, em 2021, então é um mercado que está maduro então, todo mundo que participou com a gente aqui, da Hack Brazil, sem dúvida alguma, com resultado positivo ou resultado negativo, continuem por que, de novo, a gente precisa de um Brasil cada vez mais empreendedor e vocês estão resolvendo os problemas, acho que tem tanto problema aqui interessante, Gabriel, uma pergunta: Você tem ideia de quantas inscrições aconteceram ao longo da Hack?
Gabriel - Então, A Hack Brazil teve muitas inscrições, mas, o que a gente focou esse ano, foi desenvolver o maior número de equipes que a gente podia. Então ao longo da segunda fase, que eu falei que foi a fase “maker” que a gente chama assim, que é a fase de desenvolvimento das equipes, onde eles obtiveram, enfim os workshops e oficinas com várias empresas, incluindo a Maia Capitol, a Valor Capital, enfim, várias empresas. Várias parcerias foram feitas e a gente teve produção? Resultado? Está faltando algum, pode trazer os jurados? Coloca os jurados aqui com a gente??
Hector Gusmão - Bom, Filipe, José Ronaldo, Daniel, vocês chegaram a submeter a votação? Deu tudo certo? Não???
Daniel Knopfholz - Eu estava falando aqui com o pessoal pelo WhatsApp e eu não estou conseguindo votar, se puderem me passar o link por que deu algum probleminha aqui para mim, desculpem.
Hector Gusmão - Sem problemas, Daniel. Acho que a gente poderia, seria legal enquanto o Daniel vai votando, a gente volta aqui ao “Spin”, deixa eu bater um papo com os outros jurados aqui, que eu acho que a gente consegue extrair o melhor de todos, Filipe e Guilherme. Eu estava falando a pouco aqui sobre o ecossistema brasileiro em questão de investimento. Onde vocês estão vendo os maiores problemas do Brasil, e que a gente precisa de empreendedores cada vez mais resolvendo mais?
Guilherme Maeda - Eu acho que assim, a nossa visão aqui da Maya é com um time a gente sabe que o Brasil e a américa latina, são países de geografias cercadas de problemas, então, acho que até um pouco da nossa visão é de um diagnóstico em relação à indústria, esse setor, a gente sabe, que existem diversos problemas, seja na parte financeira, seja na parte de varejo, seja na parte de agricultura, acho que em todos os setores, tem muitos problemas, e a gente sabe que dentro desses problemas, surgem as maiores oportunidades. Então a gente está pró-ativamente falando com muita gente e analisando todas as oportunidades que existem no Brasil e na América Latina.
Hector Gusmão - Muito legal, Filipe.
Filipe Portugal - Tem um ponto que a gente gosta de falar aqui na Canary que é: tem muitos problemas, que são problemas de Brasil, né? Problemas de Brasil real assim que às vezes você olha para fora e tenta copiar o modelo de alguma forma trazendo para cá; não é tão simples, ou à mesmo alguma empresa tentar de fora, entrar aqui no Brasil é não é algo tão simples. A gente acredita bastante que tem muitos problemas do Brasil que só podem ser resolvidos por brasileiros e que tem uma vantagem de fato, em ser brasileiro, operar uma empresa Brasil e América Latina, a gente acredita muito nisso, assim como a Maya tinha o diagnóstico em relação ao setor, a gente acredita que muitos problemas grandes do Brasil em saúde, educação, seguros, mercado financeiro, isso tudo, e a gente acredita bastante que a onda de empreendedores que tá vindo agora, é realmente muito, muito boa, e que vão conseguir resolver muitos problemas no Brasil e América Latina, esperamos que algumas delas inclusive resolvam problemas globais.
Hector Gusmão - É, estou tão animado quanto o José Ronaldo, será que eu posso te puxar aqui, para um papo improvisado e você contar um pouquinho para a gente, não sei se o Daniel já conseguiu. Daniel, conseguiu?
Daniel Knopfholz - Eu não estou conseguindo pessoal, eu vou abrir aqui, transparente, vou responder aqui pelo chat e o chat está fechado está? Está desabilitado, mas qualquer coisa eu mando aqui para o WhatsApp que eu tenho do Guilherme que não está me respondendo ou se ele está recebendo e não está lendo e eu já clico no link.
Hector Gusmão - Ao vivo tem dessas coisas, enquanto a gente dá mais dois minutinhos para a gente resolver isso, José Ronaldo eu vou pedir licença e te puxar. Acho que o seu olhar, acho que nós como americanos, uma grande corporação, como é que você está vendo essa relação com as startups, esses empreendedores trazendo essas soluções para o mercado.
José Ronaldo Pizani - É assim, a gente como um universo aqui, o universo Americanas, a gente está sempre aberto e sempre em parceria com toda essa comunidade de startup né? A gente, não só de startup, mas todo empreendedorismo no Brasil né? Acho que como infraestrutura do varejo aqui a gente tem muitos desafios, né? Desde a parte logística, desde a parte de entrega, da loja física e tudo mais, e a gente vem nesse processo de aquisição, já adquirimos, ao longo dos últimos anos aí, mais de quinze empresas né, desde empresas de tecnologia, de logística, e continuamos muito fortemente adquirindo né? Acabamos de anunciar a nova aquisição recente, e a gente continua o tempo inteiro procurando essas parcerias. E com o marketplace também a gente ajuda no ecossistema a desenvolver o empreendedorismo dos nossos, das pessoas que querem vender dentro do nosso marketplace, então a gente auxilia nesse processo todo então, o Brasil realmente é muito amplo, como o Guilherme trouxe, os desafios são muito diferentes em cada parte do Brasil, então essa parceria direta né, o link direto com cada uma dessas fontes de desenvolvimento é fundamental. Então a gente, como empresa a gente busca muito, a gente inclusive criou né, um braço, que é a nossa inovação e futuro né, a IF, para fazer isso, para ficar de olho e acompanhar o desenvolvimento de todas essas empresas né? E estamos abertos aí, o tempo inteiro olhando, e conversando com as empresas para poder fazer esse, ou aporte ou experimentar e é isso né, auxiliar o desenvolvimento da indústria no Brasil.
Hector Gusmão - Muito legal, muito legal, José Ronaldo, muito legal. Olha, as startups que estão super ansiosas aí Gabriel, acho que enfim, elas vão conseguir respirar aliviadas, eu acho que temos o resultado. Temos?
Gabriel - Temos um resultado!
Daniel Knopfholz - Também tem o suspense, não estava habilitado aqui para mim, eu não estava conseguindo escrever nada.
Hector Gusmão - Vamos fingir que foi combinado, Daniel. Essa tensão toda (risos).
Gabriel - Enfim, o importante é que a gente chegou num resultado e temos uma campeã. Deixa eu pegar aqui o papel. Posso? Então, a campeã da Hack Brazil 2021 é a AUSTIC! Por favor, João e Leandro, João e Leandro vocês nos escuta? Parabéns, cara! Muitos parabéns, eu sei que foi um ano aí de muito trabalho, montagem de pitches, etc., e agora, hoje vocês vão ser recompensados com o prêmio de 25 mil reais e o título de campeões da Hack Brazil. Como você se sente?
João - Cara, é, a gente está muito eufórico aqui, a galera aqui está no grupo do WhatsApp tremendo aqui. A gente, desde quando nós surgimos com o Austic, a gente não estava ali pensando em ganhar dinheiro exatamente, mas sim, a gente estava querendo, estava pensando em levar qualidade de vida para muitas pessoas não só no Brasil, mas no mundo inteiro, e isso faz parte de uma realidade do nosso trabalho, então a gente perdeu dias e noites aí, trabalhando e estudando para tornar essa ideia real, e é isso! Eu acho que isso é um dos nossos, das nossas recompensas por tanto trabalho que a gente deu ao nosso amado Austic.
Gabriel - Perfeito, perfeito! Então, a gente não tem mais muito tempo, a gente tem que encerrar a conferência hoje, mas muitos parabéns, eu sei, eu que acompanhei de perto o trabalho da Austic e, enfim, sei quão empenhados eles são e quão longe eles podem ir, qual o potencial da empresa. Eu queria agradecer também os nossos jurados, a B2W, principalmente a B2W e o Grupo Boticário por cederem seus executivos aqui, nossos patrocinadores Platinum, também ao Hector e à Fábrica, ao Guilherme e à Maya, e ao Filipe e à Canary, que também é uma patrocinadora nossa. Muito obrigado, pessoal. Foi ótimo poder contar com vocês e com certeza a decisão de vocês foi justificada, apesar do voto ter sido secreto, nem a gente da organização vai saber quem votou em quem. Então, acho que agora a gente poderia puxar para o encerramento da conferência do dia de hoje. A gente pede desculpa pelos problemas técnicos que a gente teve um dia, apesar de tudo, excepcional, com conteúdo gerado incrível. A gente teve conversas muito ricas e espera, tem muitas expectativas para os próximos dias de conferência, né Hector?
Hector Gusmão - Agora está mais descansado, não é Gabriel? Um ano de Hack Brazil?
Gabriel - Agora é um alívio, conseguimos.
Hector Gusmão - Mas só está começando, pelo menos para a Brazil Conference a gente começou com o pé direito. De fato, tem questões técnicas ao vivo, mas o importante é o conteúdo que teve, o importante foram os debates que tiveram, a gente teve hoje quatro, quatro partes, a gente começou lá com as redes sociais, passamos por tecnologia, cultura e futuro, chegamos com a Y-Combinator, trazendo para a gente um conteúdo e fechamos com a Hack Brazil. Só está começando, de fato a gente tem a semana inteira de conteúdo para a gente falar muito de temas relevantes, de temas diversos, para discutir esse Brasil que a gente quer, e como eu disse, vai se, vai se encerrar lá no sábado, ou seja, a gente tem aí mais 6 dias de conferência para gente discutir. Compartilhem, acessem o site da Brazil Conference, é www.brazilconference.org e lá vocês vão ver os palestrantes, vocês vão ver a agenda do evento, façam a sua agenda ao longo da semana, compartilhe com amigos e também outras pessoas que possam se beneficiar desse tema, e principalmente saibam, tudo que aconteceu aqui hoje vai ficar gravado, o Spotify é nosso parceiro e também vai replicar isso para um podcast, por fim a gente vai, cada dia ter os painéis gravados para vocês assistirem pelo Youtube, ou pelo Spotify. Gabriel, o que você achou? Tem mais alguma palavra para dar para a gente?
Gabriel - Eu tenho uma última palavrinha final, agradecendo também ao Hector que estava aqui com a gente e a toda equipe que está aqui com a gente hoje. Encerramos com a chave de ouro, com a Hack Brazil, uma iniciativa muito legal, que o pessoal que está assistindo, e se inspirou, as inscrições começam no segundo semestre de 2022.
Hector Gusmão - Então é boa a informação, já tem já inscrição para o ano que vem?
Gabriel - ainda não.
Hector Gusmão - Então quando é que vai ter?
Gabriel - No segundo semestre.
Hector Gusmão - Boa, então empreendedores de Startups, assistiram a gente? Fica acessando o site da Brazil Conference, daqui a pouco abre então as inscrições para o ano que vem.
Gabriel - E com isso eu gostaria de agradecer a todos os envolvidos, e encerrar, o primeiro dia de Brazil Conference. Eu não estarei presente amanhã, com o Hector, infelizmente. Mas eu volto com vocês no Sábado que vem, para encerrar a Conferência, e o Hector volta amanhã.
Hector Gusmão: - Amanhã eu já estou aqui!
Gabriel - Com mais painéis.
Hector Gusmão: - Muito bom Gabriel.
Gabriel - Muito obrigado a todos os espectadores, boa noite, pessoal.
Hector Gusmão - Eu vou dar o último aviso, Gabriel, primeiro agradecer, eu acho que foi um dia ótimo, para equipe da Brazil Conference, que infelizmente não está aqui no Rio de Janeiro, o meu muito obrigado e parabéns pela produção. A gente tem ainda mais uma longa semana, e um último aviso: a gente sabe o momento de Brasil que a gente está vivendo, a gente sabe toda a pandemia, o que que está causando, e a Brazil Conference quer apoiar uma das iniciativas, tem várias outras iniciativas, que estão muito focadas em ajudar esse momento de fome que o Brasil passa. Vocês vão ver aqui, no rodapé da tela, e eu também vou citar, caso alguém não consiga ver, acessem: movimentouniaorio.org ou seja, Movimento União Rio.org, que é um movimento onde está arrecadando cestas básicas para a gente fazer doação para quem mais precisa. Pessoal, esse tema é muito importante. A gente está tendo muitas dores na sociedade, mas fome também é um caso muito grave, que a gente está aqui apoiando o movimentouniaorio.org, para arrecadar cestas básicas para quem precisa. Muito obrigado, obrigado pela paciência, obrigado pelo entusiasmo, amanhã tem mais e essa semana toda. Valeu pessoal, boa noite, fiquem bem, se cuidem!
Editor executivo multimídia Fabio Sales / Editora de infografia multimídia Regina Elisabeth Silva / Editor de Política Eduardo Kattah / Editores Assistentes Mariana Caetano e Vitor Marques / Editores assistentes multimídia Adriano Araujo e William Mariotto / Designer Multimídia Bruno Ponceano, Dennis Fidalgo, Lucas Almeida, Vitor Fontes e Maria Cláudia Correia / Edição de texto Fernanda Yoneya, Valmar Hupsel e Mariana Caetano