‘A morte desce o morro’: a tragédia de Caraguatatuba

Chuvas intensas e deslizamentos deixaram 500 mortos e mais de 3 mil desabrigados em 1967

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Foto do author Liz Batista

Em 18 de março de 1967, após intensas chuvas, uma violenta tromba d’água atingiu Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, deixando 500 mortos e mais de 3 mil desabrigados.

Estadão e Jornal da Tarde (publicação do Grupo Estado criada em 1966) fizeram cobertura intensa da tragédia - esta última foi premiada com o Esso de Reportagem daquele ano. A equipe, que contou, entre outros, com os repórteres Gabriel Manzano, Moisés Rabinovici, Hamilton de Almeida, Carmo Chagas e Celso Kinjô, mostrou a dimensão da catástrofe, o assombro, o choque, a tristeza, o desespero e o luto dos que perderam suas casas e um número assombroso de familiares e amigos.

Destruição provocada pelas chuvas em 1967; relatos de heroísmo e de solidariedade também se destacaram na cobertura Foto: Acervo/Estadão - 18/3/1967

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“Em dez minutos, 400 mortos”, dizia uma das manchetes. “A morte desce o morro”, dizia outro título. Em outro trecho, a reportagem descrevia o estado de apreensão que atravessava os dias: “Quando não é barreira que desaba é a própria estrada que arrebenta. À noite, principalmente, ouve-se, com muita clareza, o barulho da terra deslizando.” Os relatos de heroísmo e de solidariedade também se destacaram na cobertura.

Em 2023, durante a cobertura da destruição deixada pelas chuvas em São Sebastião (SP), o repórter Gabriel Manzano relembrou como foi trabalhar na histórica cobertura da tragédia de 1967.

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