'Mulheres Atrás das Câmeras' é tema do Noitão Caixa Belas Artes


Evento celebra talento feminino com 9 longas

Por Luiz Carlos Merten

É uma questão sempre na ordem do dia. Muitas diretoras se irritam com as perguntas sobre um olhar feminino ou as dificuldades para chegar à direção. Elas querem falar sobre seu trabalho, sua autoria, mas a verdade é que há uma reduzida parcela de mulheres em atividade na indústria cinematográfica. Na entrevista que deu ao Estado, John Lasseter saudou como grande novidade o fato de estar aumentando o número de mulheres nas equipes das animações da Pixar e da Disney. No Brasil, tempos diretores talentosas, importantes.

Na úlitma quinta-feira, 25, estreou Muitos Homens num Só, longa de estreia de Mini Kertis que transforma Vladimir Brichta num ladrão tipo Arsène Lupin, em plena Belle Époque do Rio. Também estreou o peruano Casadentro, de Joanna Lombardi Pollarolo, filha do grande diretor Francisco Lombardi, e o filme dela veio diretamente para a lista de melhores filmes do ano do repórter.

Um filme sobre uma idosa, Dona Pilar, que tem uma cachorra e duas domésticas. Toda a rotina da casa gira em torna de Tuna, a cachorra. E aí, a chegada da filha e da neta de Dona Pilar tumultua tudo. Resumido assim, não parece muito atraente, mas o filme possui uma riqueza de observação e é construído em planos-sequências criados com tanta mestria que Joana talvez seja a maior descoberta recente do cinema latino-americano. Toda essa conversa sobre mulheres é para dizer que o Noitão dessa sexta-feira no Caixa Belas Artes une-se a essa discussão sobre gêneros por trás das câmeras, programando nove filmes que serão exibidos em três salas do complexo da Rua Consolação.

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Dois são pré-estreias que integraram o recente Festival Varilux, e as diretores de ambos integraram a delegação francesa que veio ao Brasil. Anne Fonteine, autora atraída por personagens (e relações) transgressoras, assina Gemma Bovary, uma variação muito inteligente sobre o romance de Gustave Flaubert, Madame Bovary. E Cécile Telerman, em Os Olhos Amarelos do Crocodilo, aborda de forma original e instigante os conflitos de duas irmãs, quando uma delas, se aproveitando da fraqueza da outra, assume como seu um romance escrito pela segunda.

Os demais filmes que integram a programação não apenas são bons como alguns são obras emblemáticas da feminilidade e do feminismo no cinema. Dois são assinados por homens, mas Os Homens Preferem as Loiras, de Howard Hawks, com Marilyn Monroe e Jane Russell, e Thelma e Louise, de Ridley Scott, com Susan Sarandon, Geena Davis e o jovem Brad Pitt, baseiam-se o primeiro na história de Anita Loos e o segundo num roteiro de Callie Khouri.

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Anita foi uma escritora cuja riqueza de observação fez história na literatura e no cinema dos EUA. Os Homens Preferem as Loiras surgiu como livro em 1925 e foi filmado quase 30 anos mais tarde, em 1953. Não é um grande Hawks, mas Marilyn, Jane e o número Diamonds Are Girls Best Friends são antológicos. E Callie virou o emblema do feminismo na tela com suas heroínas que caem na estrada aprontando todas - mas até feministas de carteirinha se indagam se as mulheres, para se liberar, precisam, como fazem Thelma e Louise, repetir a trajetória dos homens.

Os demais filmes são Tomboy, de Céline Sciamma; Frida, de Julie Taymor, com Salma Hayek como a lendária artista mexicana Frida Khalo; Metrópolis, fantasia científica também assinada por um homem, mas Fritz Lang na época era casado com a roteirista Thea Von Harbou e o filme desenvolve um conceito que é dela, o da duplicidade feminina, com duas personagens que expressam diferentes posições na hierarquia social (e são interpretadas pela mesma atriz); e Um Lugar na Plateia, delícia de comédia de Danièle Thompson, com Cécile de France. Quem contou, somou oito filmes.

Portanto, ainda falta um, mas esse o público só saberá qual é na hora. Todo Noitão tem seu filme surpresa. Querem uma dica? Sofia Coppola. Atriz em filmes do pai (O Poderoso Chefão 3 e o episódio de Contos de Nova York), ela virou autora de obras pessoais e sofisticadas. De As Virgens Suicidas a Bling Ring, passando por Encontros e Desencontros e Marie Antoinette, qualquer um de seus filmes será um acréscimo importante ao Noitão.

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PROGRAMAÇÃOSala 2 - Cândido Portinari00h10 - 'Os olhos amarelos do crocodilo', com direção de Cécile Telerman.02h40 - 'Tomboy', com direção de Céline Sciamma.03h30 - 'Frida', com direção de Julie Taymor.Sala 3 - Oscar Niemeyer00h20 - 'Gemma Bovery - A vida imita a arte', com direção de Anne Fontaine.02h30 - 'Um lugar na plateia', com roteiro de Danièle Thompson.04h50 - Filme surpresa da cineasta Sofia Coppola.Sala 5 - Carmen Miranda00h - 'Metropolis', com roteiro de Thea Von Harbou.3h - 'Thelma & Louise', com roteiro de Callie Khouri. 5h30 - 'Os homens preferem as loiras', com roteiro de Anita Loos.SERVIÇONoitão Caixa Belas Artes - Mulheres atrás das câmerasRua da Consolação, 2423, Consolação - Centro - São Paulo - R$ 34 (inteira); R$ 17 (meia-entrada)  

É uma questão sempre na ordem do dia. Muitas diretoras se irritam com as perguntas sobre um olhar feminino ou as dificuldades para chegar à direção. Elas querem falar sobre seu trabalho, sua autoria, mas a verdade é que há uma reduzida parcela de mulheres em atividade na indústria cinematográfica. Na entrevista que deu ao Estado, John Lasseter saudou como grande novidade o fato de estar aumentando o número de mulheres nas equipes das animações da Pixar e da Disney. No Brasil, tempos diretores talentosas, importantes.

Na úlitma quinta-feira, 25, estreou Muitos Homens num Só, longa de estreia de Mini Kertis que transforma Vladimir Brichta num ladrão tipo Arsène Lupin, em plena Belle Époque do Rio. Também estreou o peruano Casadentro, de Joanna Lombardi Pollarolo, filha do grande diretor Francisco Lombardi, e o filme dela veio diretamente para a lista de melhores filmes do ano do repórter.

Um filme sobre uma idosa, Dona Pilar, que tem uma cachorra e duas domésticas. Toda a rotina da casa gira em torna de Tuna, a cachorra. E aí, a chegada da filha e da neta de Dona Pilar tumultua tudo. Resumido assim, não parece muito atraente, mas o filme possui uma riqueza de observação e é construído em planos-sequências criados com tanta mestria que Joana talvez seja a maior descoberta recente do cinema latino-americano. Toda essa conversa sobre mulheres é para dizer que o Noitão dessa sexta-feira no Caixa Belas Artes une-se a essa discussão sobre gêneros por trás das câmeras, programando nove filmes que serão exibidos em três salas do complexo da Rua Consolação.

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Dois são pré-estreias que integraram o recente Festival Varilux, e as diretores de ambos integraram a delegação francesa que veio ao Brasil. Anne Fonteine, autora atraída por personagens (e relações) transgressoras, assina Gemma Bovary, uma variação muito inteligente sobre o romance de Gustave Flaubert, Madame Bovary. E Cécile Telerman, em Os Olhos Amarelos do Crocodilo, aborda de forma original e instigante os conflitos de duas irmãs, quando uma delas, se aproveitando da fraqueza da outra, assume como seu um romance escrito pela segunda.

Os demais filmes que integram a programação não apenas são bons como alguns são obras emblemáticas da feminilidade e do feminismo no cinema. Dois são assinados por homens, mas Os Homens Preferem as Loiras, de Howard Hawks, com Marilyn Monroe e Jane Russell, e Thelma e Louise, de Ridley Scott, com Susan Sarandon, Geena Davis e o jovem Brad Pitt, baseiam-se o primeiro na história de Anita Loos e o segundo num roteiro de Callie Khouri.

Anita foi uma escritora cuja riqueza de observação fez história na literatura e no cinema dos EUA. Os Homens Preferem as Loiras surgiu como livro em 1925 e foi filmado quase 30 anos mais tarde, em 1953. Não é um grande Hawks, mas Marilyn, Jane e o número Diamonds Are Girls Best Friends são antológicos. E Callie virou o emblema do feminismo na tela com suas heroínas que caem na estrada aprontando todas - mas até feministas de carteirinha se indagam se as mulheres, para se liberar, precisam, como fazem Thelma e Louise, repetir a trajetória dos homens.

Os demais filmes são Tomboy, de Céline Sciamma; Frida, de Julie Taymor, com Salma Hayek como a lendária artista mexicana Frida Khalo; Metrópolis, fantasia científica também assinada por um homem, mas Fritz Lang na época era casado com a roteirista Thea Von Harbou e o filme desenvolve um conceito que é dela, o da duplicidade feminina, com duas personagens que expressam diferentes posições na hierarquia social (e são interpretadas pela mesma atriz); e Um Lugar na Plateia, delícia de comédia de Danièle Thompson, com Cécile de France. Quem contou, somou oito filmes.

Portanto, ainda falta um, mas esse o público só saberá qual é na hora. Todo Noitão tem seu filme surpresa. Querem uma dica? Sofia Coppola. Atriz em filmes do pai (O Poderoso Chefão 3 e o episódio de Contos de Nova York), ela virou autora de obras pessoais e sofisticadas. De As Virgens Suicidas a Bling Ring, passando por Encontros e Desencontros e Marie Antoinette, qualquer um de seus filmes será um acréscimo importante ao Noitão.

PROGRAMAÇÃOSala 2 - Cândido Portinari00h10 - 'Os olhos amarelos do crocodilo', com direção de Cécile Telerman.02h40 - 'Tomboy', com direção de Céline Sciamma.03h30 - 'Frida', com direção de Julie Taymor.Sala 3 - Oscar Niemeyer00h20 - 'Gemma Bovery - A vida imita a arte', com direção de Anne Fontaine.02h30 - 'Um lugar na plateia', com roteiro de Danièle Thompson.04h50 - Filme surpresa da cineasta Sofia Coppola.Sala 5 - Carmen Miranda00h - 'Metropolis', com roteiro de Thea Von Harbou.3h - 'Thelma & Louise', com roteiro de Callie Khouri. 5h30 - 'Os homens preferem as loiras', com roteiro de Anita Loos.SERVIÇONoitão Caixa Belas Artes - Mulheres atrás das câmerasRua da Consolação, 2423, Consolação - Centro - São Paulo - R$ 34 (inteira); R$ 17 (meia-entrada)  

É uma questão sempre na ordem do dia. Muitas diretoras se irritam com as perguntas sobre um olhar feminino ou as dificuldades para chegar à direção. Elas querem falar sobre seu trabalho, sua autoria, mas a verdade é que há uma reduzida parcela de mulheres em atividade na indústria cinematográfica. Na entrevista que deu ao Estado, John Lasseter saudou como grande novidade o fato de estar aumentando o número de mulheres nas equipes das animações da Pixar e da Disney. No Brasil, tempos diretores talentosas, importantes.

Na úlitma quinta-feira, 25, estreou Muitos Homens num Só, longa de estreia de Mini Kertis que transforma Vladimir Brichta num ladrão tipo Arsène Lupin, em plena Belle Époque do Rio. Também estreou o peruano Casadentro, de Joanna Lombardi Pollarolo, filha do grande diretor Francisco Lombardi, e o filme dela veio diretamente para a lista de melhores filmes do ano do repórter.

Um filme sobre uma idosa, Dona Pilar, que tem uma cachorra e duas domésticas. Toda a rotina da casa gira em torna de Tuna, a cachorra. E aí, a chegada da filha e da neta de Dona Pilar tumultua tudo. Resumido assim, não parece muito atraente, mas o filme possui uma riqueza de observação e é construído em planos-sequências criados com tanta mestria que Joana talvez seja a maior descoberta recente do cinema latino-americano. Toda essa conversa sobre mulheres é para dizer que o Noitão dessa sexta-feira no Caixa Belas Artes une-se a essa discussão sobre gêneros por trás das câmeras, programando nove filmes que serão exibidos em três salas do complexo da Rua Consolação.

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Dois são pré-estreias que integraram o recente Festival Varilux, e as diretores de ambos integraram a delegação francesa que veio ao Brasil. Anne Fonteine, autora atraída por personagens (e relações) transgressoras, assina Gemma Bovary, uma variação muito inteligente sobre o romance de Gustave Flaubert, Madame Bovary. E Cécile Telerman, em Os Olhos Amarelos do Crocodilo, aborda de forma original e instigante os conflitos de duas irmãs, quando uma delas, se aproveitando da fraqueza da outra, assume como seu um romance escrito pela segunda.

Os demais filmes que integram a programação não apenas são bons como alguns são obras emblemáticas da feminilidade e do feminismo no cinema. Dois são assinados por homens, mas Os Homens Preferem as Loiras, de Howard Hawks, com Marilyn Monroe e Jane Russell, e Thelma e Louise, de Ridley Scott, com Susan Sarandon, Geena Davis e o jovem Brad Pitt, baseiam-se o primeiro na história de Anita Loos e o segundo num roteiro de Callie Khouri.

Anita foi uma escritora cuja riqueza de observação fez história na literatura e no cinema dos EUA. Os Homens Preferem as Loiras surgiu como livro em 1925 e foi filmado quase 30 anos mais tarde, em 1953. Não é um grande Hawks, mas Marilyn, Jane e o número Diamonds Are Girls Best Friends são antológicos. E Callie virou o emblema do feminismo na tela com suas heroínas que caem na estrada aprontando todas - mas até feministas de carteirinha se indagam se as mulheres, para se liberar, precisam, como fazem Thelma e Louise, repetir a trajetória dos homens.

Os demais filmes são Tomboy, de Céline Sciamma; Frida, de Julie Taymor, com Salma Hayek como a lendária artista mexicana Frida Khalo; Metrópolis, fantasia científica também assinada por um homem, mas Fritz Lang na época era casado com a roteirista Thea Von Harbou e o filme desenvolve um conceito que é dela, o da duplicidade feminina, com duas personagens que expressam diferentes posições na hierarquia social (e são interpretadas pela mesma atriz); e Um Lugar na Plateia, delícia de comédia de Danièle Thompson, com Cécile de France. Quem contou, somou oito filmes.

Portanto, ainda falta um, mas esse o público só saberá qual é na hora. Todo Noitão tem seu filme surpresa. Querem uma dica? Sofia Coppola. Atriz em filmes do pai (O Poderoso Chefão 3 e o episódio de Contos de Nova York), ela virou autora de obras pessoais e sofisticadas. De As Virgens Suicidas a Bling Ring, passando por Encontros e Desencontros e Marie Antoinette, qualquer um de seus filmes será um acréscimo importante ao Noitão.

PROGRAMAÇÃOSala 2 - Cândido Portinari00h10 - 'Os olhos amarelos do crocodilo', com direção de Cécile Telerman.02h40 - 'Tomboy', com direção de Céline Sciamma.03h30 - 'Frida', com direção de Julie Taymor.Sala 3 - Oscar Niemeyer00h20 - 'Gemma Bovery - A vida imita a arte', com direção de Anne Fontaine.02h30 - 'Um lugar na plateia', com roteiro de Danièle Thompson.04h50 - Filme surpresa da cineasta Sofia Coppola.Sala 5 - Carmen Miranda00h - 'Metropolis', com roteiro de Thea Von Harbou.3h - 'Thelma & Louise', com roteiro de Callie Khouri. 5h30 - 'Os homens preferem as loiras', com roteiro de Anita Loos.SERVIÇONoitão Caixa Belas Artes - Mulheres atrás das câmerasRua da Consolação, 2423, Consolação - Centro - São Paulo - R$ 34 (inteira); R$ 17 (meia-entrada)  

É uma questão sempre na ordem do dia. Muitas diretoras se irritam com as perguntas sobre um olhar feminino ou as dificuldades para chegar à direção. Elas querem falar sobre seu trabalho, sua autoria, mas a verdade é que há uma reduzida parcela de mulheres em atividade na indústria cinematográfica. Na entrevista que deu ao Estado, John Lasseter saudou como grande novidade o fato de estar aumentando o número de mulheres nas equipes das animações da Pixar e da Disney. No Brasil, tempos diretores talentosas, importantes.

Na úlitma quinta-feira, 25, estreou Muitos Homens num Só, longa de estreia de Mini Kertis que transforma Vladimir Brichta num ladrão tipo Arsène Lupin, em plena Belle Époque do Rio. Também estreou o peruano Casadentro, de Joanna Lombardi Pollarolo, filha do grande diretor Francisco Lombardi, e o filme dela veio diretamente para a lista de melhores filmes do ano do repórter.

Um filme sobre uma idosa, Dona Pilar, que tem uma cachorra e duas domésticas. Toda a rotina da casa gira em torna de Tuna, a cachorra. E aí, a chegada da filha e da neta de Dona Pilar tumultua tudo. Resumido assim, não parece muito atraente, mas o filme possui uma riqueza de observação e é construído em planos-sequências criados com tanta mestria que Joana talvez seja a maior descoberta recente do cinema latino-americano. Toda essa conversa sobre mulheres é para dizer que o Noitão dessa sexta-feira no Caixa Belas Artes une-se a essa discussão sobre gêneros por trás das câmeras, programando nove filmes que serão exibidos em três salas do complexo da Rua Consolação.

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Dois são pré-estreias que integraram o recente Festival Varilux, e as diretores de ambos integraram a delegação francesa que veio ao Brasil. Anne Fonteine, autora atraída por personagens (e relações) transgressoras, assina Gemma Bovary, uma variação muito inteligente sobre o romance de Gustave Flaubert, Madame Bovary. E Cécile Telerman, em Os Olhos Amarelos do Crocodilo, aborda de forma original e instigante os conflitos de duas irmãs, quando uma delas, se aproveitando da fraqueza da outra, assume como seu um romance escrito pela segunda.

Os demais filmes que integram a programação não apenas são bons como alguns são obras emblemáticas da feminilidade e do feminismo no cinema. Dois são assinados por homens, mas Os Homens Preferem as Loiras, de Howard Hawks, com Marilyn Monroe e Jane Russell, e Thelma e Louise, de Ridley Scott, com Susan Sarandon, Geena Davis e o jovem Brad Pitt, baseiam-se o primeiro na história de Anita Loos e o segundo num roteiro de Callie Khouri.

Anita foi uma escritora cuja riqueza de observação fez história na literatura e no cinema dos EUA. Os Homens Preferem as Loiras surgiu como livro em 1925 e foi filmado quase 30 anos mais tarde, em 1953. Não é um grande Hawks, mas Marilyn, Jane e o número Diamonds Are Girls Best Friends são antológicos. E Callie virou o emblema do feminismo na tela com suas heroínas que caem na estrada aprontando todas - mas até feministas de carteirinha se indagam se as mulheres, para se liberar, precisam, como fazem Thelma e Louise, repetir a trajetória dos homens.

Os demais filmes são Tomboy, de Céline Sciamma; Frida, de Julie Taymor, com Salma Hayek como a lendária artista mexicana Frida Khalo; Metrópolis, fantasia científica também assinada por um homem, mas Fritz Lang na época era casado com a roteirista Thea Von Harbou e o filme desenvolve um conceito que é dela, o da duplicidade feminina, com duas personagens que expressam diferentes posições na hierarquia social (e são interpretadas pela mesma atriz); e Um Lugar na Plateia, delícia de comédia de Danièle Thompson, com Cécile de France. Quem contou, somou oito filmes.

Portanto, ainda falta um, mas esse o público só saberá qual é na hora. Todo Noitão tem seu filme surpresa. Querem uma dica? Sofia Coppola. Atriz em filmes do pai (O Poderoso Chefão 3 e o episódio de Contos de Nova York), ela virou autora de obras pessoais e sofisticadas. De As Virgens Suicidas a Bling Ring, passando por Encontros e Desencontros e Marie Antoinette, qualquer um de seus filmes será um acréscimo importante ao Noitão.

PROGRAMAÇÃOSala 2 - Cândido Portinari00h10 - 'Os olhos amarelos do crocodilo', com direção de Cécile Telerman.02h40 - 'Tomboy', com direção de Céline Sciamma.03h30 - 'Frida', com direção de Julie Taymor.Sala 3 - Oscar Niemeyer00h20 - 'Gemma Bovery - A vida imita a arte', com direção de Anne Fontaine.02h30 - 'Um lugar na plateia', com roteiro de Danièle Thompson.04h50 - Filme surpresa da cineasta Sofia Coppola.Sala 5 - Carmen Miranda00h - 'Metropolis', com roteiro de Thea Von Harbou.3h - 'Thelma & Louise', com roteiro de Callie Khouri. 5h30 - 'Os homens preferem as loiras', com roteiro de Anita Loos.SERVIÇONoitão Caixa Belas Artes - Mulheres atrás das câmerasRua da Consolação, 2423, Consolação - Centro - São Paulo - R$ 34 (inteira); R$ 17 (meia-entrada)  

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