Enem: 100 mil estudantes farão o exame em formato digital em 2021


Adoção do formato online para todos os candidatos é prevista para 2026; nesta edição, provas, questões e datas diferentes

Por Alex Gomes
Atualização:

Esta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reserva outra novidade: pela primeira vez haverá uma edição digital da prova. É o piloto de uma proposta que prevê que até 2026 o exame seja totalmente online. Anunciado em 2019, o Enem Digital será aplicado em 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 para cerca de 100 mil inscritos. O número foi estipulado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação. Segundo o órgão, houve uma procura significativa de participantes mais velhos para o Enem digital, com 36,3% dos inscritos com idade entre 21 a 30 anos, e 19% entre 31 a 59.

"A análise de textos na tela é diferente do papel e não dá para anotar cálculos como na área das questões", diz Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP Foto: DIvulgação/USP

O Enem Digital 2020 será aplicado em 110 cidades em todos os Estados e no Distrito Federal. A realização se dará em lugares e computadores definidos pelo Inep, com a mesma estrutura da prova impressa: 180 questões e a Redação. As perguntas e o tema da dissertação serão diferentes, já que as provas serão aplicadas em datas distintas.

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No futuro, há a expectativa de usar recursos multimídia como vídeos ou games e de poder aplicar o Enem ao longo do ano, por agendamento, no País todo. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a adoção do exame digital ainda trará economia, por dispensar a impressão de papel. Somente em 2019, foram impressas cerca de 10 milhões de provas. Os custos da aplicação, de acordo com a pasta, superaram os R$ 500 milhões.

Apesar das vantagens aparentes, os especialistas se preocupam com possíveis desafios que o meio pode oferecer a candidatos sem a devida familiaridade com a realização de testes virtuais. Ao optar pela prova digital sem o conhecimento sobre as características do processo, talvez um candidato possa ter feito uma escolha que o prejudicou.

“O aluno pode acreditar que pode fazer uma prova digital por estar familiarizado com computadores e celulares. Isso é um erro. Há particularidades como o posicionamento dos itens na prova, o processo de leitura e análise de textos em uma tela, que é diferente de se ver no papel, ou mesmo a impossibilidade de usar o caderno de questões para anotações e cálculos na mesma área da questão, algo comum em provas de Matemática”, diz Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Esta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reserva outra novidade: pela primeira vez haverá uma edição digital da prova. É o piloto de uma proposta que prevê que até 2026 o exame seja totalmente online. Anunciado em 2019, o Enem Digital será aplicado em 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 para cerca de 100 mil inscritos. O número foi estipulado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação. Segundo o órgão, houve uma procura significativa de participantes mais velhos para o Enem digital, com 36,3% dos inscritos com idade entre 21 a 30 anos, e 19% entre 31 a 59.

"A análise de textos na tela é diferente do papel e não dá para anotar cálculos como na área das questões", diz Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP Foto: DIvulgação/USP

O Enem Digital 2020 será aplicado em 110 cidades em todos os Estados e no Distrito Federal. A realização se dará em lugares e computadores definidos pelo Inep, com a mesma estrutura da prova impressa: 180 questões e a Redação. As perguntas e o tema da dissertação serão diferentes, já que as provas serão aplicadas em datas distintas.

No futuro, há a expectativa de usar recursos multimídia como vídeos ou games e de poder aplicar o Enem ao longo do ano, por agendamento, no País todo. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a adoção do exame digital ainda trará economia, por dispensar a impressão de papel. Somente em 2019, foram impressas cerca de 10 milhões de provas. Os custos da aplicação, de acordo com a pasta, superaram os R$ 500 milhões.

Apesar das vantagens aparentes, os especialistas se preocupam com possíveis desafios que o meio pode oferecer a candidatos sem a devida familiaridade com a realização de testes virtuais. Ao optar pela prova digital sem o conhecimento sobre as características do processo, talvez um candidato possa ter feito uma escolha que o prejudicou.

“O aluno pode acreditar que pode fazer uma prova digital por estar familiarizado com computadores e celulares. Isso é um erro. Há particularidades como o posicionamento dos itens na prova, o processo de leitura e análise de textos em uma tela, que é diferente de se ver no papel, ou mesmo a impossibilidade de usar o caderno de questões para anotações e cálculos na mesma área da questão, algo comum em provas de Matemática”, diz Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Esta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reserva outra novidade: pela primeira vez haverá uma edição digital da prova. É o piloto de uma proposta que prevê que até 2026 o exame seja totalmente online. Anunciado em 2019, o Enem Digital será aplicado em 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 para cerca de 100 mil inscritos. O número foi estipulado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação. Segundo o órgão, houve uma procura significativa de participantes mais velhos para o Enem digital, com 36,3% dos inscritos com idade entre 21 a 30 anos, e 19% entre 31 a 59.

"A análise de textos na tela é diferente do papel e não dá para anotar cálculos como na área das questões", diz Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP Foto: DIvulgação/USP

O Enem Digital 2020 será aplicado em 110 cidades em todos os Estados e no Distrito Federal. A realização se dará em lugares e computadores definidos pelo Inep, com a mesma estrutura da prova impressa: 180 questões e a Redação. As perguntas e o tema da dissertação serão diferentes, já que as provas serão aplicadas em datas distintas.

No futuro, há a expectativa de usar recursos multimídia como vídeos ou games e de poder aplicar o Enem ao longo do ano, por agendamento, no País todo. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a adoção do exame digital ainda trará economia, por dispensar a impressão de papel. Somente em 2019, foram impressas cerca de 10 milhões de provas. Os custos da aplicação, de acordo com a pasta, superaram os R$ 500 milhões.

Apesar das vantagens aparentes, os especialistas se preocupam com possíveis desafios que o meio pode oferecer a candidatos sem a devida familiaridade com a realização de testes virtuais. Ao optar pela prova digital sem o conhecimento sobre as características do processo, talvez um candidato possa ter feito uma escolha que o prejudicou.

“O aluno pode acreditar que pode fazer uma prova digital por estar familiarizado com computadores e celulares. Isso é um erro. Há particularidades como o posicionamento dos itens na prova, o processo de leitura e análise de textos em uma tela, que é diferente de se ver no papel, ou mesmo a impossibilidade de usar o caderno de questões para anotações e cálculos na mesma área da questão, algo comum em provas de Matemática”, diz Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

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