PM tem ordem para não usar bala de borracha em atos de estudantes


Determinação partiu do próprio secretário de Segurança; policiais têm utilizado outros recursos, como spray e gás lacrimogêneo

Por Felipe Resk

SÃO PAULO - A Polícia Militar de São Paulo recebeu ordem para não usar bala de borracha em protestos de estudantes contra a reorganização da rede estadual de ensino, realizada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB). A determinação partiu do próprio secretário Estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, desde o início dos protestos nas ruas.

Presente em diversas manifestações anteriores, como nos atos contra o aumento de tarifas do transporte público, a bala de borracha não foi usada em nenhuma das manifestações promovidas pelos estudantes na capital, apesar de já terem sido registrados confrontos com a PM e detenções de ativistas.

Policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar protesto no cruzamento das Avenidas Angélica e São João, na região central da capital Foto: Werther Santana/Estadão
continua após a publicidade

Para dispersar os grupos, policiais têm se valido de outros recursos, como imobilização, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo - considerados de menor potencial ofensivo pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A estratégia, no entanto, não evitou que os manifestantes acusassem a PM de truculência. Também há registro de alunos feridos por estilhaços de bomba de efeito moral ou por uso de cassetete.

A ordem para que os PMs não usem bala de borracha tem dois motivos. Um deles é que, apesar de o procedimento operacional indicar que o alvo deve ser mirado da cintura para baixo, balas de borracha disparadas por policiais já provocaram ferimentos graves em suas vítimas, entre elas pessoas que não participavam dos atos e jornalistas, atingidas em regiões mais sensíveis, como os olhos.

Desafios da reorganização de ensino em SP

1 | 10

Reorganização

Foto: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO
2 | 10

Estudo incompleto

Foto: Daniel Teixeira
3 | 10

Qualidade das escolas

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
4 | 10

Escolas na periferia

Foto: Rafael Arbex/Estadão
5 | 10

Falta de diálogo

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
6 | 10

Escolas superlotadas

Foto: Daniel Teixeira
7 | 10

Futuro incerto

Foto: Sérgio Castro/Estadão
8 | 10

Caso a caso

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
9 | 10

O movimento antiocupação

Foto: Nilton Fukuda/Estadão
10 | 10

Secretaria 'desocupou' escolas nunca invadidas

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
continua após a publicidade

Em meio à crise provocada pelas ocupações de escolas e travamento de ruas importantes em São Paulo, a divulgação de ferimentos graves, com sangramento, por exemplo, contribuiria para imagem negativa da polícia e, consequentemente, para o governo estadual.

Em paralelo, o secretário Alexandre de Moraes também avalia que os estudantes têm menos disposição de entrar em confronto direto com a PM - ao contrário do que normalmente acontece com os black blocs em outros protestos.

Seu navegador não suporta esse video.

Estudantes contrários à reorganização da rede estadual de ensino fizeram protestos em série e bloquearam ao menos sete vias de São Paulo. O grupo de manifestantes foi dispersado por bombas de gás lançadas pela Polícia Militar - uma ordem do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

SÃO PAULO - A Polícia Militar de São Paulo recebeu ordem para não usar bala de borracha em protestos de estudantes contra a reorganização da rede estadual de ensino, realizada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB). A determinação partiu do próprio secretário Estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, desde o início dos protestos nas ruas.

Presente em diversas manifestações anteriores, como nos atos contra o aumento de tarifas do transporte público, a bala de borracha não foi usada em nenhuma das manifestações promovidas pelos estudantes na capital, apesar de já terem sido registrados confrontos com a PM e detenções de ativistas.

Policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar protesto no cruzamento das Avenidas Angélica e São João, na região central da capital Foto: Werther Santana/Estadão

Para dispersar os grupos, policiais têm se valido de outros recursos, como imobilização, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo - considerados de menor potencial ofensivo pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A estratégia, no entanto, não evitou que os manifestantes acusassem a PM de truculência. Também há registro de alunos feridos por estilhaços de bomba de efeito moral ou por uso de cassetete.

A ordem para que os PMs não usem bala de borracha tem dois motivos. Um deles é que, apesar de o procedimento operacional indicar que o alvo deve ser mirado da cintura para baixo, balas de borracha disparadas por policiais já provocaram ferimentos graves em suas vítimas, entre elas pessoas que não participavam dos atos e jornalistas, atingidas em regiões mais sensíveis, como os olhos.

Desafios da reorganização de ensino em SP

1 | 10

Reorganização

Foto: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO
2 | 10

Estudo incompleto

Foto: Daniel Teixeira
3 | 10

Qualidade das escolas

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
4 | 10

Escolas na periferia

Foto: Rafael Arbex/Estadão
5 | 10

Falta de diálogo

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
6 | 10

Escolas superlotadas

Foto: Daniel Teixeira
7 | 10

Futuro incerto

Foto: Sérgio Castro/Estadão
8 | 10

Caso a caso

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
9 | 10

O movimento antiocupação

Foto: Nilton Fukuda/Estadão
10 | 10

Secretaria 'desocupou' escolas nunca invadidas

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Em meio à crise provocada pelas ocupações de escolas e travamento de ruas importantes em São Paulo, a divulgação de ferimentos graves, com sangramento, por exemplo, contribuiria para imagem negativa da polícia e, consequentemente, para o governo estadual.

Em paralelo, o secretário Alexandre de Moraes também avalia que os estudantes têm menos disposição de entrar em confronto direto com a PM - ao contrário do que normalmente acontece com os black blocs em outros protestos.

Seu navegador não suporta esse video.

Estudantes contrários à reorganização da rede estadual de ensino fizeram protestos em série e bloquearam ao menos sete vias de São Paulo. O grupo de manifestantes foi dispersado por bombas de gás lançadas pela Polícia Militar - uma ordem do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

SÃO PAULO - A Polícia Militar de São Paulo recebeu ordem para não usar bala de borracha em protestos de estudantes contra a reorganização da rede estadual de ensino, realizada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB). A determinação partiu do próprio secretário Estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, desde o início dos protestos nas ruas.

Presente em diversas manifestações anteriores, como nos atos contra o aumento de tarifas do transporte público, a bala de borracha não foi usada em nenhuma das manifestações promovidas pelos estudantes na capital, apesar de já terem sido registrados confrontos com a PM e detenções de ativistas.

Policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar protesto no cruzamento das Avenidas Angélica e São João, na região central da capital Foto: Werther Santana/Estadão

Para dispersar os grupos, policiais têm se valido de outros recursos, como imobilização, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo - considerados de menor potencial ofensivo pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A estratégia, no entanto, não evitou que os manifestantes acusassem a PM de truculência. Também há registro de alunos feridos por estilhaços de bomba de efeito moral ou por uso de cassetete.

A ordem para que os PMs não usem bala de borracha tem dois motivos. Um deles é que, apesar de o procedimento operacional indicar que o alvo deve ser mirado da cintura para baixo, balas de borracha disparadas por policiais já provocaram ferimentos graves em suas vítimas, entre elas pessoas que não participavam dos atos e jornalistas, atingidas em regiões mais sensíveis, como os olhos.

Desafios da reorganização de ensino em SP

1 | 10

Reorganização

Foto: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO
2 | 10

Estudo incompleto

Foto: Daniel Teixeira
3 | 10

Qualidade das escolas

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
4 | 10

Escolas na periferia

Foto: Rafael Arbex/Estadão
5 | 10

Falta de diálogo

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
6 | 10

Escolas superlotadas

Foto: Daniel Teixeira
7 | 10

Futuro incerto

Foto: Sérgio Castro/Estadão
8 | 10

Caso a caso

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
9 | 10

O movimento antiocupação

Foto: Nilton Fukuda/Estadão
10 | 10

Secretaria 'desocupou' escolas nunca invadidas

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Em meio à crise provocada pelas ocupações de escolas e travamento de ruas importantes em São Paulo, a divulgação de ferimentos graves, com sangramento, por exemplo, contribuiria para imagem negativa da polícia e, consequentemente, para o governo estadual.

Em paralelo, o secretário Alexandre de Moraes também avalia que os estudantes têm menos disposição de entrar em confronto direto com a PM - ao contrário do que normalmente acontece com os black blocs em outros protestos.

Seu navegador não suporta esse video.

Estudantes contrários à reorganização da rede estadual de ensino fizeram protestos em série e bloquearam ao menos sete vias de São Paulo. O grupo de manifestantes foi dispersado por bombas de gás lançadas pela Polícia Militar - uma ordem do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

SÃO PAULO - A Polícia Militar de São Paulo recebeu ordem para não usar bala de borracha em protestos de estudantes contra a reorganização da rede estadual de ensino, realizada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB). A determinação partiu do próprio secretário Estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, desde o início dos protestos nas ruas.

Presente em diversas manifestações anteriores, como nos atos contra o aumento de tarifas do transporte público, a bala de borracha não foi usada em nenhuma das manifestações promovidas pelos estudantes na capital, apesar de já terem sido registrados confrontos com a PM e detenções de ativistas.

Policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar protesto no cruzamento das Avenidas Angélica e São João, na região central da capital Foto: Werther Santana/Estadão

Para dispersar os grupos, policiais têm se valido de outros recursos, como imobilização, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo - considerados de menor potencial ofensivo pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A estratégia, no entanto, não evitou que os manifestantes acusassem a PM de truculência. Também há registro de alunos feridos por estilhaços de bomba de efeito moral ou por uso de cassetete.

A ordem para que os PMs não usem bala de borracha tem dois motivos. Um deles é que, apesar de o procedimento operacional indicar que o alvo deve ser mirado da cintura para baixo, balas de borracha disparadas por policiais já provocaram ferimentos graves em suas vítimas, entre elas pessoas que não participavam dos atos e jornalistas, atingidas em regiões mais sensíveis, como os olhos.

Desafios da reorganização de ensino em SP

1 | 10

Reorganização

Foto: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO
2 | 10

Estudo incompleto

Foto: Daniel Teixeira
3 | 10

Qualidade das escolas

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
4 | 10

Escolas na periferia

Foto: Rafael Arbex/Estadão
5 | 10

Falta de diálogo

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
6 | 10

Escolas superlotadas

Foto: Daniel Teixeira
7 | 10

Futuro incerto

Foto: Sérgio Castro/Estadão
8 | 10

Caso a caso

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
9 | 10

O movimento antiocupação

Foto: Nilton Fukuda/Estadão
10 | 10

Secretaria 'desocupou' escolas nunca invadidas

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Em meio à crise provocada pelas ocupações de escolas e travamento de ruas importantes em São Paulo, a divulgação de ferimentos graves, com sangramento, por exemplo, contribuiria para imagem negativa da polícia e, consequentemente, para o governo estadual.

Em paralelo, o secretário Alexandre de Moraes também avalia que os estudantes têm menos disposição de entrar em confronto direto com a PM - ao contrário do que normalmente acontece com os black blocs em outros protestos.

Seu navegador não suporta esse video.

Estudantes contrários à reorganização da rede estadual de ensino fizeram protestos em série e bloquearam ao menos sete vias de São Paulo. O grupo de manifestantes foi dispersado por bombas de gás lançadas pela Polícia Militar - uma ordem do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

Atualizamos nossa política de cookies

Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.