Empresas como Amazon, Spotify, Google, Facebook e Twitter estão fazendo um grande protesto nos Estados Unidos nesta quarta-feira, 12 de julho, em prol do princípio da neutralidade da rede. Um dos pilares da internet, a neutralidade da rede pede que todos os dados de todos os usuários sejam tratados da mesma forma pelos provedores de conexão, sem distinção econômica ou social.
É um princípio básico, mas que tem sido questionado nos Estados Unidos pela Federal Communications Comission (FCC), agência regulatória norte-americana. Apoiado pelo presidente Donald Trump, o presidente da FCC Ajit Pai quer mudar as regras atuais do jogo.
Aprovadas em 2015 pela gestão Obama, elas dizem que operadoras como AT&T, Comcast e Verizon não podem, por exemplo, cobrar mais, reduzir velocidade ou mesmo bloquear o tráfego de dados dos usuários na internet. Em cinco dias, acaba o prazo da chamada pública aberta pela FCC para discutir as mudanças – os protestos surgem como um esforço de última hora para manter as regras atuais.
A maior parte dos protestos, organizados pelo grupo ativista Battle for the Net, mostra alertas e pop-ups em sites, mostrando expressões como "bloqueado", "upgrade" ou "roda de espera da atualização da morte", tentando explicar aos usuários como seria uma internet sem neutralidade da rede.
O Twitter, por sua vez, está encorajando o uso da hastag #NetNeutrality nos Estados Unidos. Já o Google escreveu um post em seu blog, dizendo que "as regras da neutralidade da rede que protegem a internet aberta estão sendo desmanteladas". O Twitch, site de transmissão de partidas de games da Amazon, está com um banner chamando a atenção para os usuários – o mesmo vale para Netflix, Spotify e Airbnb.