Bruno Pereira e Dom Phillips: Comissão Interamericana de Direitos Humanos abre mesa de trabalho


Grupo acompanhará implementação de medidas cautelares solicitadas ao governo brasileiro para garantir a vida e a integridade de membros da União dos Povos Indígenas do Vale de Javari

Por Isabella Alonso Panho
Atualização:

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), criou uma mesa de trabalho para acompanhar de perto as medidas do governo brasileiro a respeito do assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, mortos no dia 5 de junho de 2022 no Vale do Javari, área de reserva indígena perto da fronteira que o estado do Amazonas faz com o Peru.

Dom Phillips e Bruno Pereira foram encontrados mortos no dia 11 de junho de 2022 Foto: Daniel Marenco/O Globo e Dom Phillips/Reprodução/Twitter

A mesa foi montada na última sexta-feira, 11, atendendo a uma deliberação da reunião que a CIDH fez no dia 31 de julho. Um dos objetivos do grupo é acompanhar e contribuir no cumprimento de medidas cautelares que a Comissão pediu ao governo brasileiro para assegurar a vida e a integridade física de membros da União dos Povos Indígenas do Vale de Javari (Univaja).

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De acordo com o que foi divulgado na última sexta-feira pela OEA, a mesa de trabalho terá três frentes de atuação: sessões de trabalho, monitoramento da CIDH e a criação de um Grupo de Articulação e Coordenação Nacional. Os trabalhos têm previsão de durarem dois anos.

Investigações se aproximam do mandante do crime

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Mais de um ano depois do crime que assassinou Bruno Pereira e Dom Phillips, a Justiça brasileira ainda não tem respostas contundentes sobre quem são os mandantes do crime. A Polícia Federal suspeita que o mentor do crime seja Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, suposto operador de um esquema de extração ilegal e venda de peixes da região. A corporação também crê que ele esteja envolvido com o tráfico internacional de drogas na Amazônia.

Os dois acusados de serem os autores dos disparos que mataram o jornalista e o indigenista, Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, e Jefferson Lima da Silva, o “Pelado da Dinha”, eram fornecedores de “Colômbia”. De acordo com as investigações da PF, as munições usadas nos crimes teriam sido fornecidas pelo suposto mandante aos dois executores. “Colômbia” também pagou pelos serviços do advogado de “Pelado”.

Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado", está preso sob a suspeita de ser um dos executores do crime  Foto: Polícia Militar-AM/Divulgação
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Os três estão presos. Amarildo e Jefferson estão presos preventivamente pela suspeita de terem sido os executores do crime. Já “Colômbia” foi preso em dezembro por descumprir medidas cautelares da liberdade condicional de outro caso ao qual responde.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), criou uma mesa de trabalho para acompanhar de perto as medidas do governo brasileiro a respeito do assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, mortos no dia 5 de junho de 2022 no Vale do Javari, área de reserva indígena perto da fronteira que o estado do Amazonas faz com o Peru.

Dom Phillips e Bruno Pereira foram encontrados mortos no dia 11 de junho de 2022 Foto: Daniel Marenco/O Globo e Dom Phillips/Reprodução/Twitter

A mesa foi montada na última sexta-feira, 11, atendendo a uma deliberação da reunião que a CIDH fez no dia 31 de julho. Um dos objetivos do grupo é acompanhar e contribuir no cumprimento de medidas cautelares que a Comissão pediu ao governo brasileiro para assegurar a vida e a integridade física de membros da União dos Povos Indígenas do Vale de Javari (Univaja).

De acordo com o que foi divulgado na última sexta-feira pela OEA, a mesa de trabalho terá três frentes de atuação: sessões de trabalho, monitoramento da CIDH e a criação de um Grupo de Articulação e Coordenação Nacional. Os trabalhos têm previsão de durarem dois anos.

Investigações se aproximam do mandante do crime

Mais de um ano depois do crime que assassinou Bruno Pereira e Dom Phillips, a Justiça brasileira ainda não tem respostas contundentes sobre quem são os mandantes do crime. A Polícia Federal suspeita que o mentor do crime seja Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, suposto operador de um esquema de extração ilegal e venda de peixes da região. A corporação também crê que ele esteja envolvido com o tráfico internacional de drogas na Amazônia.

Os dois acusados de serem os autores dos disparos que mataram o jornalista e o indigenista, Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, e Jefferson Lima da Silva, o “Pelado da Dinha”, eram fornecedores de “Colômbia”. De acordo com as investigações da PF, as munições usadas nos crimes teriam sido fornecidas pelo suposto mandante aos dois executores. “Colômbia” também pagou pelos serviços do advogado de “Pelado”.

Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado", está preso sob a suspeita de ser um dos executores do crime  Foto: Polícia Militar-AM/Divulgação

Os três estão presos. Amarildo e Jefferson estão presos preventivamente pela suspeita de terem sido os executores do crime. Já “Colômbia” foi preso em dezembro por descumprir medidas cautelares da liberdade condicional de outro caso ao qual responde.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), criou uma mesa de trabalho para acompanhar de perto as medidas do governo brasileiro a respeito do assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, mortos no dia 5 de junho de 2022 no Vale do Javari, área de reserva indígena perto da fronteira que o estado do Amazonas faz com o Peru.

Dom Phillips e Bruno Pereira foram encontrados mortos no dia 11 de junho de 2022 Foto: Daniel Marenco/O Globo e Dom Phillips/Reprodução/Twitter

A mesa foi montada na última sexta-feira, 11, atendendo a uma deliberação da reunião que a CIDH fez no dia 31 de julho. Um dos objetivos do grupo é acompanhar e contribuir no cumprimento de medidas cautelares que a Comissão pediu ao governo brasileiro para assegurar a vida e a integridade física de membros da União dos Povos Indígenas do Vale de Javari (Univaja).

De acordo com o que foi divulgado na última sexta-feira pela OEA, a mesa de trabalho terá três frentes de atuação: sessões de trabalho, monitoramento da CIDH e a criação de um Grupo de Articulação e Coordenação Nacional. Os trabalhos têm previsão de durarem dois anos.

Investigações se aproximam do mandante do crime

Mais de um ano depois do crime que assassinou Bruno Pereira e Dom Phillips, a Justiça brasileira ainda não tem respostas contundentes sobre quem são os mandantes do crime. A Polícia Federal suspeita que o mentor do crime seja Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, suposto operador de um esquema de extração ilegal e venda de peixes da região. A corporação também crê que ele esteja envolvido com o tráfico internacional de drogas na Amazônia.

Os dois acusados de serem os autores dos disparos que mataram o jornalista e o indigenista, Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, e Jefferson Lima da Silva, o “Pelado da Dinha”, eram fornecedores de “Colômbia”. De acordo com as investigações da PF, as munições usadas nos crimes teriam sido fornecidas pelo suposto mandante aos dois executores. “Colômbia” também pagou pelos serviços do advogado de “Pelado”.

Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado", está preso sob a suspeita de ser um dos executores do crime  Foto: Polícia Militar-AM/Divulgação

Os três estão presos. Amarildo e Jefferson estão presos preventivamente pela suspeita de terem sido os executores do crime. Já “Colômbia” foi preso em dezembro por descumprir medidas cautelares da liberdade condicional de outro caso ao qual responde.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), criou uma mesa de trabalho para acompanhar de perto as medidas do governo brasileiro a respeito do assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, mortos no dia 5 de junho de 2022 no Vale do Javari, área de reserva indígena perto da fronteira que o estado do Amazonas faz com o Peru.

Dom Phillips e Bruno Pereira foram encontrados mortos no dia 11 de junho de 2022 Foto: Daniel Marenco/O Globo e Dom Phillips/Reprodução/Twitter

A mesa foi montada na última sexta-feira, 11, atendendo a uma deliberação da reunião que a CIDH fez no dia 31 de julho. Um dos objetivos do grupo é acompanhar e contribuir no cumprimento de medidas cautelares que a Comissão pediu ao governo brasileiro para assegurar a vida e a integridade física de membros da União dos Povos Indígenas do Vale de Javari (Univaja).

De acordo com o que foi divulgado na última sexta-feira pela OEA, a mesa de trabalho terá três frentes de atuação: sessões de trabalho, monitoramento da CIDH e a criação de um Grupo de Articulação e Coordenação Nacional. Os trabalhos têm previsão de durarem dois anos.

Investigações se aproximam do mandante do crime

Mais de um ano depois do crime que assassinou Bruno Pereira e Dom Phillips, a Justiça brasileira ainda não tem respostas contundentes sobre quem são os mandantes do crime. A Polícia Federal suspeita que o mentor do crime seja Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, suposto operador de um esquema de extração ilegal e venda de peixes da região. A corporação também crê que ele esteja envolvido com o tráfico internacional de drogas na Amazônia.

Os dois acusados de serem os autores dos disparos que mataram o jornalista e o indigenista, Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, e Jefferson Lima da Silva, o “Pelado da Dinha”, eram fornecedores de “Colômbia”. De acordo com as investigações da PF, as munições usadas nos crimes teriam sido fornecidas pelo suposto mandante aos dois executores. “Colômbia” também pagou pelos serviços do advogado de “Pelado”.

Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado", está preso sob a suspeita de ser um dos executores do crime  Foto: Polícia Militar-AM/Divulgação

Os três estão presos. Amarildo e Jefferson estão presos preventivamente pela suspeita de terem sido os executores do crime. Já “Colômbia” foi preso em dezembro por descumprir medidas cautelares da liberdade condicional de outro caso ao qual responde.

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