Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Iander Porcella

‘É injustiça tachar Forças Armadas de golpistas’, diz nova presidente do STM


Em entrevista à Coluna do Estadão, Maria Elizabeth Rocha cobrou responsabilidade de fardados e defendeu que STF julgue caso de militares que fuzilaram músico

Por Eduardo Barretto

A presidente eleita do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, afirmou que é injusto chamar as Forças Armadas de golpistas. Em entrevista à Coluna do Estadão, a primeira mulher a comandar a Justiça Militar disse que os militares “batem continência à Constituição”.

Questionada se a prisão do general Walter Braga Netto e o indiciamento de militares no inquérito de supostas ações golpistas abalam a hierarquia e a disciplina nas Forças Armadas, a ministra afirmou:

“Acabam por abalar, mas eu acho que é injusto, na medida em que temos que separar as instituições das pessoas. Em todas as instituições existem pessoas que não honram o trabalho que exercem. Jogar uma pecha de golpista nas Forças Armadas é uma injustiça. Os militares continuam batendo continência à Constituição e respeitando o presidente da República”.

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Para Maria Elizabeth Rocha, militares precisam ter “muito mais responsabilidade” do que cidadãos civis. “Ninguém obrigou ninguém a ser militar, é a profissão que escolheram. Os militares têm que ter muito mais responsabilidade do que os civis, são investidos das armas da nação”.

Nos últimos dias, o STM reduziu as penas de oito militares do Exército réus que fuzilaram, com 257 tiros, o músico Evaldo Rosa e o catador de latinhas Luciano Macedo. A execução aconteceu em 2019, no Rio de Janeiro. A ministra ficou vencida e, em seu voto, citou o termo “racismo” 46 vezes. Agora, espera que o caso vá para o Supremo Tribunal Federal (STF).

“O STF deveria julgar o caso, até para estabelecer um modelo de atuação das Forças Armadas. Há questões constitucionais envolvidas. Existe ali o perfilamento racial e a violência institucional”.

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Primeira mulher a ocupar um gabinete no STM e, em breve, a presidência do tribunal, Rocha pretende nomear mulheres para a maioria dos cargos de direção do tribunal. Uma delas será a secretária-geral do STM.

“A gente escuta no tribunal: ‘Será que uma mulher vai dar conta?’. É... Pensa que é fácil ser mulher?”.

Presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil)

A presidente eleita do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, afirmou que é injusto chamar as Forças Armadas de golpistas. Em entrevista à Coluna do Estadão, a primeira mulher a comandar a Justiça Militar disse que os militares “batem continência à Constituição”.

Questionada se a prisão do general Walter Braga Netto e o indiciamento de militares no inquérito de supostas ações golpistas abalam a hierarquia e a disciplina nas Forças Armadas, a ministra afirmou:

“Acabam por abalar, mas eu acho que é injusto, na medida em que temos que separar as instituições das pessoas. Em todas as instituições existem pessoas que não honram o trabalho que exercem. Jogar uma pecha de golpista nas Forças Armadas é uma injustiça. Os militares continuam batendo continência à Constituição e respeitando o presidente da República”.

Para Maria Elizabeth Rocha, militares precisam ter “muito mais responsabilidade” do que cidadãos civis. “Ninguém obrigou ninguém a ser militar, é a profissão que escolheram. Os militares têm que ter muito mais responsabilidade do que os civis, são investidos das armas da nação”.

Nos últimos dias, o STM reduziu as penas de oito militares do Exército réus que fuzilaram, com 257 tiros, o músico Evaldo Rosa e o catador de latinhas Luciano Macedo. A execução aconteceu em 2019, no Rio de Janeiro. A ministra ficou vencida e, em seu voto, citou o termo “racismo” 46 vezes. Agora, espera que o caso vá para o Supremo Tribunal Federal (STF).

“O STF deveria julgar o caso, até para estabelecer um modelo de atuação das Forças Armadas. Há questões constitucionais envolvidas. Existe ali o perfilamento racial e a violência institucional”.

Primeira mulher a ocupar um gabinete no STM e, em breve, a presidência do tribunal, Rocha pretende nomear mulheres para a maioria dos cargos de direção do tribunal. Uma delas será a secretária-geral do STM.

“A gente escuta no tribunal: ‘Será que uma mulher vai dar conta?’. É... Pensa que é fácil ser mulher?”.

Presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil)

A presidente eleita do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, afirmou que é injusto chamar as Forças Armadas de golpistas. Em entrevista à Coluna do Estadão, a primeira mulher a comandar a Justiça Militar disse que os militares “batem continência à Constituição”.

Questionada se a prisão do general Walter Braga Netto e o indiciamento de militares no inquérito de supostas ações golpistas abalam a hierarquia e a disciplina nas Forças Armadas, a ministra afirmou:

“Acabam por abalar, mas eu acho que é injusto, na medida em que temos que separar as instituições das pessoas. Em todas as instituições existem pessoas que não honram o trabalho que exercem. Jogar uma pecha de golpista nas Forças Armadas é uma injustiça. Os militares continuam batendo continência à Constituição e respeitando o presidente da República”.

Para Maria Elizabeth Rocha, militares precisam ter “muito mais responsabilidade” do que cidadãos civis. “Ninguém obrigou ninguém a ser militar, é a profissão que escolheram. Os militares têm que ter muito mais responsabilidade do que os civis, são investidos das armas da nação”.

Nos últimos dias, o STM reduziu as penas de oito militares do Exército réus que fuzilaram, com 257 tiros, o músico Evaldo Rosa e o catador de latinhas Luciano Macedo. A execução aconteceu em 2019, no Rio de Janeiro. A ministra ficou vencida e, em seu voto, citou o termo “racismo” 46 vezes. Agora, espera que o caso vá para o Supremo Tribunal Federal (STF).

“O STF deveria julgar o caso, até para estabelecer um modelo de atuação das Forças Armadas. Há questões constitucionais envolvidas. Existe ali o perfilamento racial e a violência institucional”.

Primeira mulher a ocupar um gabinete no STM e, em breve, a presidência do tribunal, Rocha pretende nomear mulheres para a maioria dos cargos de direção do tribunal. Uma delas será a secretária-geral do STM.

“A gente escuta no tribunal: ‘Será que uma mulher vai dar conta?’. É... Pensa que é fácil ser mulher?”.

Presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil)

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