General Heleno tem resultado positivo para coronavírus e aguarda contraprova


Ministro-chefe do GSI é o 16º infectado na comitiva de Bolsonaro que foi aos Estados Unidos; ontem, ele se reuniu com o presidente

Por Tania Monteiro

 

 

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BRASÍLIA - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, de 72 anos, disse nesta quarta-feira, 18, que seu exame deu positivo para coronavírus. Embora o primeiro exame realizado por ele tenha dado negativo para o vírus, um novo teste, colhido na terça-feira,diagnosticou o contágio pelo vírus.  O ministro afirmou que ainda aguarda uma contraprova para confirmar o resultado. 

"Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA, acusou positivo. Aguardo a contraprova da FioCruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao COVID-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas", publicou Heleno.

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Com isso, sobe para 16 o número de pessoas do grupo que viajou com o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, na semana passada, e pegaram a doença. Ontem, o presidente divulgou em suas redes sociais que o segundo teste, a exemplo do primeiro, não diagnosticou coronavírus. Leia aqui o que Bolsanaro já falou sobre o coronavírus.

Heleno se reuniu pelo menos em duas ocasiões com o presidente na terça-feira segundo sua agenda. O ministro ainda falou com jornalistas na saída do departamento médico do Palácio do Planalto, onde foi realizar o segundo exame. Heleno afirmou estar bem, mas fez uma ressalva que a falta de sintomas não era uma situação “tranquilizadora”. “Tudo bem, mas é o tal negócio, não é uma coisa absolutamente tranquilizadora você estar muito bem”, declarou. 

“Já houve gente que foi diagnosticada, porque isso depende muito da reação do seu organismo, às vezes seu organismo resiste a esse tipo de vírus sem ter grandes problemas. Tem gente que vai para cama, tem febre, não sei o quê”, comentou.

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Heleno chegou e saiu do local sem usar máscara. Outras autoridades que também fizeram o teste estavam usando máscara. Quando chegou ao local, o general se encontrou com o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e o cumprimentou.

O chefe do GSI voltou de viagem, na semana passada, sem sintomas. Parte do grupo de risco, aos 72 anos, dizia que não apresentava febre, dor de garganta, falta de ar ou outros sinais clássicos da doença. Também anunciou ter testado negativo para covid-19, o que lhe garantiu segurança para se reunir com o presidente e ministros. 

Desde que voltou dos Estados Unidos, na semana passada, Heleno teve diversas reuniões tanto com Bolsonaro como com outros ministros no Palácio do Planalto, de acordo com agendas oficiais de ministros. Na última quarta-feira, 11, ele se reuniu com Ramos, e o líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO). Em seguida, consta uma nova reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), e do Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO).

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A comitiva

O primeiro caso envolvendo a comitiva presidencial que foi aos Estados Unidos foi o do secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten. Ele voltou ao Brasil na madrugada da quarta-feira passada, no mesmo avião do presidente e de Heleno.

Além do ministro, outros quatro funcionários do GSI que integraram a equipe que acompanhou Bolsonaro na viagem também tiveram diagnóstico positivo para a doença.

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O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mesmo com o resultado negativo do primeiro exame, a recomendação médica era para que os integrantes da comitiva ficassem em quarentena por mais sete dias até a realização do novo exame.

O próprio Bolsonaro, no entanto, ignorou a orientação e cumpriu agendas diárias desde sexta-feira. No domingo, chegou a participar de manifestações de rua a favor do governo e contra o Congresso. Na ocasião, segundo levantamento do Estado, teve algum tipo de contato com 272 pessoas.

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O contato com uma pessoa infectada é uma das formas de transmissão do coronavírus. O presidente foi criticado por infectologistas e até por aliados por expor os manifestantes ao risco de contaminação pela covid-19 (caso esteja com o vírus incubado). 

Heleno faz parte do grupo de risco da doença por causa da idade. A taxa de letalidade do vírus é considerada baixa (entre 2% e 3%, segundo a OMS), mas o número sobe para 8% em pacientes de 70 a 79 anos e chega a 15% em maiores de 80 anos, conforme estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China. Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) com base em dados de pacientes chineses apontou mortalidade de quase 22%.

Relembre quem são os integrantes da comitiva de Bolsonaro nos EUA com coronavírus:

  • Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência da República
  • Nelsinho Trad, senador pelo PTB-MS
  • Nestor Forster, embaixador e encarregado de negócios do Brasil nos EUA
  • Karina Kufa, advogada e tesoureira do Aliança pelo Brasil
  • Sérgio Lima, publicitário e marqueteiro do Aliança pelo Brasil
  • Samy Liberman, secretário-adjunto de comunicação da Presidência
  • Alan Coelho de Séllos, chefe do cerimonial do Itamaraty
  • Quatro integrantes não-identificados da equipe de apoio do voo presidencial aos EUA
  • Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
  • Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia
  • Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais
  • Daniel Freitas, deputado federal (PSL-SC)

 

 

BRASÍLIA - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, de 72 anos, disse nesta quarta-feira, 18, que seu exame deu positivo para coronavírus. Embora o primeiro exame realizado por ele tenha dado negativo para o vírus, um novo teste, colhido na terça-feira,diagnosticou o contágio pelo vírus.  O ministro afirmou que ainda aguarda uma contraprova para confirmar o resultado. 

"Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA, acusou positivo. Aguardo a contraprova da FioCruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao COVID-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas", publicou Heleno.

Com isso, sobe para 16 o número de pessoas do grupo que viajou com o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, na semana passada, e pegaram a doença. Ontem, o presidente divulgou em suas redes sociais que o segundo teste, a exemplo do primeiro, não diagnosticou coronavírus. Leia aqui o que Bolsanaro já falou sobre o coronavírus.

Heleno se reuniu pelo menos em duas ocasiões com o presidente na terça-feira segundo sua agenda. O ministro ainda falou com jornalistas na saída do departamento médico do Palácio do Planalto, onde foi realizar o segundo exame. Heleno afirmou estar bem, mas fez uma ressalva que a falta de sintomas não era uma situação “tranquilizadora”. “Tudo bem, mas é o tal negócio, não é uma coisa absolutamente tranquilizadora você estar muito bem”, declarou. 

“Já houve gente que foi diagnosticada, porque isso depende muito da reação do seu organismo, às vezes seu organismo resiste a esse tipo de vírus sem ter grandes problemas. Tem gente que vai para cama, tem febre, não sei o quê”, comentou.

Heleno chegou e saiu do local sem usar máscara. Outras autoridades que também fizeram o teste estavam usando máscara. Quando chegou ao local, o general se encontrou com o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e o cumprimentou.

O chefe do GSI voltou de viagem, na semana passada, sem sintomas. Parte do grupo de risco, aos 72 anos, dizia que não apresentava febre, dor de garganta, falta de ar ou outros sinais clássicos da doença. Também anunciou ter testado negativo para covid-19, o que lhe garantiu segurança para se reunir com o presidente e ministros. 

Desde que voltou dos Estados Unidos, na semana passada, Heleno teve diversas reuniões tanto com Bolsonaro como com outros ministros no Palácio do Planalto, de acordo com agendas oficiais de ministros. Na última quarta-feira, 11, ele se reuniu com Ramos, e o líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO). Em seguida, consta uma nova reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), e do Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO).

A comitiva

O primeiro caso envolvendo a comitiva presidencial que foi aos Estados Unidos foi o do secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten. Ele voltou ao Brasil na madrugada da quarta-feira passada, no mesmo avião do presidente e de Heleno.

Além do ministro, outros quatro funcionários do GSI que integraram a equipe que acompanhou Bolsonaro na viagem também tiveram diagnóstico positivo para a doença.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mesmo com o resultado negativo do primeiro exame, a recomendação médica era para que os integrantes da comitiva ficassem em quarentena por mais sete dias até a realização do novo exame.

O próprio Bolsonaro, no entanto, ignorou a orientação e cumpriu agendas diárias desde sexta-feira. No domingo, chegou a participar de manifestações de rua a favor do governo e contra o Congresso. Na ocasião, segundo levantamento do Estado, teve algum tipo de contato com 272 pessoas.

O contato com uma pessoa infectada é uma das formas de transmissão do coronavírus. O presidente foi criticado por infectologistas e até por aliados por expor os manifestantes ao risco de contaminação pela covid-19 (caso esteja com o vírus incubado). 

Heleno faz parte do grupo de risco da doença por causa da idade. A taxa de letalidade do vírus é considerada baixa (entre 2% e 3%, segundo a OMS), mas o número sobe para 8% em pacientes de 70 a 79 anos e chega a 15% em maiores de 80 anos, conforme estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China. Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) com base em dados de pacientes chineses apontou mortalidade de quase 22%.

Relembre quem são os integrantes da comitiva de Bolsonaro nos EUA com coronavírus:

  • Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência da República
  • Nelsinho Trad, senador pelo PTB-MS
  • Nestor Forster, embaixador e encarregado de negócios do Brasil nos EUA
  • Karina Kufa, advogada e tesoureira do Aliança pelo Brasil
  • Sérgio Lima, publicitário e marqueteiro do Aliança pelo Brasil
  • Samy Liberman, secretário-adjunto de comunicação da Presidência
  • Alan Coelho de Séllos, chefe do cerimonial do Itamaraty
  • Quatro integrantes não-identificados da equipe de apoio do voo presidencial aos EUA
  • Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
  • Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia
  • Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais
  • Daniel Freitas, deputado federal (PSL-SC)

 

 

BRASÍLIA - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, de 72 anos, disse nesta quarta-feira, 18, que seu exame deu positivo para coronavírus. Embora o primeiro exame realizado por ele tenha dado negativo para o vírus, um novo teste, colhido na terça-feira,diagnosticou o contágio pelo vírus.  O ministro afirmou que ainda aguarda uma contraprova para confirmar o resultado. 

"Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA, acusou positivo. Aguardo a contraprova da FioCruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao COVID-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas", publicou Heleno.

Com isso, sobe para 16 o número de pessoas do grupo que viajou com o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, na semana passada, e pegaram a doença. Ontem, o presidente divulgou em suas redes sociais que o segundo teste, a exemplo do primeiro, não diagnosticou coronavírus. Leia aqui o que Bolsanaro já falou sobre o coronavírus.

Heleno se reuniu pelo menos em duas ocasiões com o presidente na terça-feira segundo sua agenda. O ministro ainda falou com jornalistas na saída do departamento médico do Palácio do Planalto, onde foi realizar o segundo exame. Heleno afirmou estar bem, mas fez uma ressalva que a falta de sintomas não era uma situação “tranquilizadora”. “Tudo bem, mas é o tal negócio, não é uma coisa absolutamente tranquilizadora você estar muito bem”, declarou. 

“Já houve gente que foi diagnosticada, porque isso depende muito da reação do seu organismo, às vezes seu organismo resiste a esse tipo de vírus sem ter grandes problemas. Tem gente que vai para cama, tem febre, não sei o quê”, comentou.

Heleno chegou e saiu do local sem usar máscara. Outras autoridades que também fizeram o teste estavam usando máscara. Quando chegou ao local, o general se encontrou com o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e o cumprimentou.

O chefe do GSI voltou de viagem, na semana passada, sem sintomas. Parte do grupo de risco, aos 72 anos, dizia que não apresentava febre, dor de garganta, falta de ar ou outros sinais clássicos da doença. Também anunciou ter testado negativo para covid-19, o que lhe garantiu segurança para se reunir com o presidente e ministros. 

Desde que voltou dos Estados Unidos, na semana passada, Heleno teve diversas reuniões tanto com Bolsonaro como com outros ministros no Palácio do Planalto, de acordo com agendas oficiais de ministros. Na última quarta-feira, 11, ele se reuniu com Ramos, e o líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO). Em seguida, consta uma nova reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), e do Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO).

A comitiva

O primeiro caso envolvendo a comitiva presidencial que foi aos Estados Unidos foi o do secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten. Ele voltou ao Brasil na madrugada da quarta-feira passada, no mesmo avião do presidente e de Heleno.

Além do ministro, outros quatro funcionários do GSI que integraram a equipe que acompanhou Bolsonaro na viagem também tiveram diagnóstico positivo para a doença.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mesmo com o resultado negativo do primeiro exame, a recomendação médica era para que os integrantes da comitiva ficassem em quarentena por mais sete dias até a realização do novo exame.

O próprio Bolsonaro, no entanto, ignorou a orientação e cumpriu agendas diárias desde sexta-feira. No domingo, chegou a participar de manifestações de rua a favor do governo e contra o Congresso. Na ocasião, segundo levantamento do Estado, teve algum tipo de contato com 272 pessoas.

O contato com uma pessoa infectada é uma das formas de transmissão do coronavírus. O presidente foi criticado por infectologistas e até por aliados por expor os manifestantes ao risco de contaminação pela covid-19 (caso esteja com o vírus incubado). 

Heleno faz parte do grupo de risco da doença por causa da idade. A taxa de letalidade do vírus é considerada baixa (entre 2% e 3%, segundo a OMS), mas o número sobe para 8% em pacientes de 70 a 79 anos e chega a 15% em maiores de 80 anos, conforme estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China. Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) com base em dados de pacientes chineses apontou mortalidade de quase 22%.

Relembre quem são os integrantes da comitiva de Bolsonaro nos EUA com coronavírus:

  • Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência da República
  • Nelsinho Trad, senador pelo PTB-MS
  • Nestor Forster, embaixador e encarregado de negócios do Brasil nos EUA
  • Karina Kufa, advogada e tesoureira do Aliança pelo Brasil
  • Sérgio Lima, publicitário e marqueteiro do Aliança pelo Brasil
  • Samy Liberman, secretário-adjunto de comunicação da Presidência
  • Alan Coelho de Séllos, chefe do cerimonial do Itamaraty
  • Quatro integrantes não-identificados da equipe de apoio do voo presidencial aos EUA
  • Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
  • Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia
  • Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais
  • Daniel Freitas, deputado federal (PSL-SC)

 

 

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"Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA, acusou positivo. Aguardo a contraprova da FioCruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao COVID-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas", publicou Heleno.

Com isso, sobe para 16 o número de pessoas do grupo que viajou com o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, na semana passada, e pegaram a doença. Ontem, o presidente divulgou em suas redes sociais que o segundo teste, a exemplo do primeiro, não diagnosticou coronavírus. Leia aqui o que Bolsanaro já falou sobre o coronavírus.

Heleno se reuniu pelo menos em duas ocasiões com o presidente na terça-feira segundo sua agenda. O ministro ainda falou com jornalistas na saída do departamento médico do Palácio do Planalto, onde foi realizar o segundo exame. Heleno afirmou estar bem, mas fez uma ressalva que a falta de sintomas não era uma situação “tranquilizadora”. “Tudo bem, mas é o tal negócio, não é uma coisa absolutamente tranquilizadora você estar muito bem”, declarou. 

“Já houve gente que foi diagnosticada, porque isso depende muito da reação do seu organismo, às vezes seu organismo resiste a esse tipo de vírus sem ter grandes problemas. Tem gente que vai para cama, tem febre, não sei o quê”, comentou.

Heleno chegou e saiu do local sem usar máscara. Outras autoridades que também fizeram o teste estavam usando máscara. Quando chegou ao local, o general se encontrou com o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e o cumprimentou.

O chefe do GSI voltou de viagem, na semana passada, sem sintomas. Parte do grupo de risco, aos 72 anos, dizia que não apresentava febre, dor de garganta, falta de ar ou outros sinais clássicos da doença. Também anunciou ter testado negativo para covid-19, o que lhe garantiu segurança para se reunir com o presidente e ministros. 

Desde que voltou dos Estados Unidos, na semana passada, Heleno teve diversas reuniões tanto com Bolsonaro como com outros ministros no Palácio do Planalto, de acordo com agendas oficiais de ministros. Na última quarta-feira, 11, ele se reuniu com Ramos, e o líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO). Em seguida, consta uma nova reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), e do Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO).

A comitiva

O primeiro caso envolvendo a comitiva presidencial que foi aos Estados Unidos foi o do secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten. Ele voltou ao Brasil na madrugada da quarta-feira passada, no mesmo avião do presidente e de Heleno.

Além do ministro, outros quatro funcionários do GSI que integraram a equipe que acompanhou Bolsonaro na viagem também tiveram diagnóstico positivo para a doença.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mesmo com o resultado negativo do primeiro exame, a recomendação médica era para que os integrantes da comitiva ficassem em quarentena por mais sete dias até a realização do novo exame.

O próprio Bolsonaro, no entanto, ignorou a orientação e cumpriu agendas diárias desde sexta-feira. No domingo, chegou a participar de manifestações de rua a favor do governo e contra o Congresso. Na ocasião, segundo levantamento do Estado, teve algum tipo de contato com 272 pessoas.

O contato com uma pessoa infectada é uma das formas de transmissão do coronavírus. O presidente foi criticado por infectologistas e até por aliados por expor os manifestantes ao risco de contaminação pela covid-19 (caso esteja com o vírus incubado). 

Heleno faz parte do grupo de risco da doença por causa da idade. A taxa de letalidade do vírus é considerada baixa (entre 2% e 3%, segundo a OMS), mas o número sobe para 8% em pacientes de 70 a 79 anos e chega a 15% em maiores de 80 anos, conforme estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China. Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) com base em dados de pacientes chineses apontou mortalidade de quase 22%.

Relembre quem são os integrantes da comitiva de Bolsonaro nos EUA com coronavírus:

  • Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência da República
  • Nelsinho Trad, senador pelo PTB-MS
  • Nestor Forster, embaixador e encarregado de negócios do Brasil nos EUA
  • Karina Kufa, advogada e tesoureira do Aliança pelo Brasil
  • Sérgio Lima, publicitário e marqueteiro do Aliança pelo Brasil
  • Samy Liberman, secretário-adjunto de comunicação da Presidência
  • Alan Coelho de Séllos, chefe do cerimonial do Itamaraty
  • Quatro integrantes não-identificados da equipe de apoio do voo presidencial aos EUA
  • Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
  • Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia
  • Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais
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