Governo Lula contraria pedido dos EUA e Marinha autoriza entrada de navios de guerra iranianos


Autoridades americanas demonstraram preocupação com decisão brasileira e afirmaram que Lula deveria ter ‘proibido’ a entrada das embarcações

Por Redação
Atualização:

A Marinha do Brasil autorizou, em decisão publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, 23, que dois navios de guerra iranianos atracassem no porto do Rio de Janeiro. A estadia teve início neste domingo, 26, e os militares iranianos devem ficar na cidade até o dia 4 de março. A autorização concedida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Carlos Eduardo Horta Arentz, contraria solicitação dos Estados Unidos para que não fosse permitida a entrada das embarcações militares em território brasileiro.

A embaixada americana no Brasil declarou preocupação por parte dos Estados Unidos sobre tal presença no Brasil e afirmou que, no passado, os navios iranianos facilitaram ações terroristas e comércio ilícito na região. Em entrevistas a jornalistas em Brasília, a embaixadora Elizabeth Bagley ainda destacou que , apesar da soberania do Brasil em decidir, “nenhum país” deveria autorizar a ancoragem das embarcações.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião com o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden. Casa Branca - Salão Oval, Washington (EUA). FOTO Ricardo Stuckert/PR Foto: Ricardo Stuckert/PR
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A movimentação das embarcações iranianas vem causando atrito na relação Brasil-Estados Unidos desde a decisão do governo brasileiro em adiar a ancoragem de ambos os navios no País, um dia antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca.

Em nota, o congressista Michael McCaul, do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, avaliou como “totalmente inaceitável” a decisão do governo Lula. Segundo ele, o correto seria proibir a entrada das embarcações militares: “O Irã busca fazer mais avanços na região, e o presidente Biden deve instar o presidente Lula da Silva a rejeitar totalmente qualquer futura atracação desses dois navios”.

Governo brasileiro já ignorou outros pedidos

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Não é a primeira vez que o governo brasileiro ignora pedidos de nações aliadas. Recentemente, o País se recusou a atender a pedido de Berlim para envio de munições à Ucrânia, favorecendo os interesses da Rússia no conflito. O presidente Lula, por sua vez, alegou que não valia a pena provocar Moscou e frisou que o objetivo do Brasil é não entrar na guerra.

Em resposta, a Alemanha vetou a exportação de 28 blindados Guarani para as Filipinas, conforme informação do escritório governamental de controle de exportação na Alemanha à revista Veja. Os tanques brasileiros possuem peças e sistemas de origem alemã. Apesar de serem fabricados em Minas Gerais, o governo alemão tem poder sobre o controle da exportação.

No dia 30 de janeiro, Lula recebeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente do país europeu, Frank-Walter Steinmeier, em Brasília. Na ocasião, o petista disse não ter interesse em enviar munição à Ucrânia para uso na guerra e justificou a decisão afirmando que o Brasil “é um país de paz.”

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Ao Estadão, a Marinha do Brasil esclareceu que o processo de autorização para a entrada de um navio estrangeiro no País é feito ao Ministério das Relações Exteriores pelo país ao qual as embarcações pertencem. Apenas após a autorização do ministério que a Marinha emite um documento oficial, publicado no Diário Oficial da União, autorizando a ancoragem.

Segundo um integrante do Ministério das Relações Exteriores, que pediu para não ser identificado, a decisão em autorizar a ancoragem de embarcações é natural de um governo soberano, feita com autonomia. Segundo o membro, o Irã possui relações diplomáticas com o Brasil e este tema nunca representou nenhum incômodo entre Brasil e Estados Unidos. Reiterou ainda que a relação do governo americano e brasileiro é prioritária e vai muito bem.

A Marinha do Brasil autorizou, em decisão publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, 23, que dois navios de guerra iranianos atracassem no porto do Rio de Janeiro. A estadia teve início neste domingo, 26, e os militares iranianos devem ficar na cidade até o dia 4 de março. A autorização concedida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Carlos Eduardo Horta Arentz, contraria solicitação dos Estados Unidos para que não fosse permitida a entrada das embarcações militares em território brasileiro.

A embaixada americana no Brasil declarou preocupação por parte dos Estados Unidos sobre tal presença no Brasil e afirmou que, no passado, os navios iranianos facilitaram ações terroristas e comércio ilícito na região. Em entrevistas a jornalistas em Brasília, a embaixadora Elizabeth Bagley ainda destacou que , apesar da soberania do Brasil em decidir, “nenhum país” deveria autorizar a ancoragem das embarcações.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião com o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden. Casa Branca - Salão Oval, Washington (EUA). FOTO Ricardo Stuckert/PR Foto: Ricardo Stuckert/PR

A movimentação das embarcações iranianas vem causando atrito na relação Brasil-Estados Unidos desde a decisão do governo brasileiro em adiar a ancoragem de ambos os navios no País, um dia antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca.

Em nota, o congressista Michael McCaul, do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, avaliou como “totalmente inaceitável” a decisão do governo Lula. Segundo ele, o correto seria proibir a entrada das embarcações militares: “O Irã busca fazer mais avanços na região, e o presidente Biden deve instar o presidente Lula da Silva a rejeitar totalmente qualquer futura atracação desses dois navios”.

Governo brasileiro já ignorou outros pedidos

Não é a primeira vez que o governo brasileiro ignora pedidos de nações aliadas. Recentemente, o País se recusou a atender a pedido de Berlim para envio de munições à Ucrânia, favorecendo os interesses da Rússia no conflito. O presidente Lula, por sua vez, alegou que não valia a pena provocar Moscou e frisou que o objetivo do Brasil é não entrar na guerra.

Em resposta, a Alemanha vetou a exportação de 28 blindados Guarani para as Filipinas, conforme informação do escritório governamental de controle de exportação na Alemanha à revista Veja. Os tanques brasileiros possuem peças e sistemas de origem alemã. Apesar de serem fabricados em Minas Gerais, o governo alemão tem poder sobre o controle da exportação.

No dia 30 de janeiro, Lula recebeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente do país europeu, Frank-Walter Steinmeier, em Brasília. Na ocasião, o petista disse não ter interesse em enviar munição à Ucrânia para uso na guerra e justificou a decisão afirmando que o Brasil “é um país de paz.”

Ao Estadão, a Marinha do Brasil esclareceu que o processo de autorização para a entrada de um navio estrangeiro no País é feito ao Ministério das Relações Exteriores pelo país ao qual as embarcações pertencem. Apenas após a autorização do ministério que a Marinha emite um documento oficial, publicado no Diário Oficial da União, autorizando a ancoragem.

Segundo um integrante do Ministério das Relações Exteriores, que pediu para não ser identificado, a decisão em autorizar a ancoragem de embarcações é natural de um governo soberano, feita com autonomia. Segundo o membro, o Irã possui relações diplomáticas com o Brasil e este tema nunca representou nenhum incômodo entre Brasil e Estados Unidos. Reiterou ainda que a relação do governo americano e brasileiro é prioritária e vai muito bem.

A Marinha do Brasil autorizou, em decisão publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, 23, que dois navios de guerra iranianos atracassem no porto do Rio de Janeiro. A estadia teve início neste domingo, 26, e os militares iranianos devem ficar na cidade até o dia 4 de março. A autorização concedida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Carlos Eduardo Horta Arentz, contraria solicitação dos Estados Unidos para que não fosse permitida a entrada das embarcações militares em território brasileiro.

A embaixada americana no Brasil declarou preocupação por parte dos Estados Unidos sobre tal presença no Brasil e afirmou que, no passado, os navios iranianos facilitaram ações terroristas e comércio ilícito na região. Em entrevistas a jornalistas em Brasília, a embaixadora Elizabeth Bagley ainda destacou que , apesar da soberania do Brasil em decidir, “nenhum país” deveria autorizar a ancoragem das embarcações.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião com o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden. Casa Branca - Salão Oval, Washington (EUA). FOTO Ricardo Stuckert/PR Foto: Ricardo Stuckert/PR

A movimentação das embarcações iranianas vem causando atrito na relação Brasil-Estados Unidos desde a decisão do governo brasileiro em adiar a ancoragem de ambos os navios no País, um dia antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca.

Em nota, o congressista Michael McCaul, do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, avaliou como “totalmente inaceitável” a decisão do governo Lula. Segundo ele, o correto seria proibir a entrada das embarcações militares: “O Irã busca fazer mais avanços na região, e o presidente Biden deve instar o presidente Lula da Silva a rejeitar totalmente qualquer futura atracação desses dois navios”.

Governo brasileiro já ignorou outros pedidos

Não é a primeira vez que o governo brasileiro ignora pedidos de nações aliadas. Recentemente, o País se recusou a atender a pedido de Berlim para envio de munições à Ucrânia, favorecendo os interesses da Rússia no conflito. O presidente Lula, por sua vez, alegou que não valia a pena provocar Moscou e frisou que o objetivo do Brasil é não entrar na guerra.

Em resposta, a Alemanha vetou a exportação de 28 blindados Guarani para as Filipinas, conforme informação do escritório governamental de controle de exportação na Alemanha à revista Veja. Os tanques brasileiros possuem peças e sistemas de origem alemã. Apesar de serem fabricados em Minas Gerais, o governo alemão tem poder sobre o controle da exportação.

No dia 30 de janeiro, Lula recebeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente do país europeu, Frank-Walter Steinmeier, em Brasília. Na ocasião, o petista disse não ter interesse em enviar munição à Ucrânia para uso na guerra e justificou a decisão afirmando que o Brasil “é um país de paz.”

Ao Estadão, a Marinha do Brasil esclareceu que o processo de autorização para a entrada de um navio estrangeiro no País é feito ao Ministério das Relações Exteriores pelo país ao qual as embarcações pertencem. Apenas após a autorização do ministério que a Marinha emite um documento oficial, publicado no Diário Oficial da União, autorizando a ancoragem.

Segundo um integrante do Ministério das Relações Exteriores, que pediu para não ser identificado, a decisão em autorizar a ancoragem de embarcações é natural de um governo soberano, feita com autonomia. Segundo o membro, o Irã possui relações diplomáticas com o Brasil e este tema nunca representou nenhum incômodo entre Brasil e Estados Unidos. Reiterou ainda que a relação do governo americano e brasileiro é prioritária e vai muito bem.

A Marinha do Brasil autorizou, em decisão publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, 23, que dois navios de guerra iranianos atracassem no porto do Rio de Janeiro. A estadia teve início neste domingo, 26, e os militares iranianos devem ficar na cidade até o dia 4 de março. A autorização concedida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Carlos Eduardo Horta Arentz, contraria solicitação dos Estados Unidos para que não fosse permitida a entrada das embarcações militares em território brasileiro.

A embaixada americana no Brasil declarou preocupação por parte dos Estados Unidos sobre tal presença no Brasil e afirmou que, no passado, os navios iranianos facilitaram ações terroristas e comércio ilícito na região. Em entrevistas a jornalistas em Brasília, a embaixadora Elizabeth Bagley ainda destacou que , apesar da soberania do Brasil em decidir, “nenhum país” deveria autorizar a ancoragem das embarcações.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião com o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden. Casa Branca - Salão Oval, Washington (EUA). FOTO Ricardo Stuckert/PR Foto: Ricardo Stuckert/PR

A movimentação das embarcações iranianas vem causando atrito na relação Brasil-Estados Unidos desde a decisão do governo brasileiro em adiar a ancoragem de ambos os navios no País, um dia antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca.

Em nota, o congressista Michael McCaul, do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, avaliou como “totalmente inaceitável” a decisão do governo Lula. Segundo ele, o correto seria proibir a entrada das embarcações militares: “O Irã busca fazer mais avanços na região, e o presidente Biden deve instar o presidente Lula da Silva a rejeitar totalmente qualquer futura atracação desses dois navios”.

Governo brasileiro já ignorou outros pedidos

Não é a primeira vez que o governo brasileiro ignora pedidos de nações aliadas. Recentemente, o País se recusou a atender a pedido de Berlim para envio de munições à Ucrânia, favorecendo os interesses da Rússia no conflito. O presidente Lula, por sua vez, alegou que não valia a pena provocar Moscou e frisou que o objetivo do Brasil é não entrar na guerra.

Em resposta, a Alemanha vetou a exportação de 28 blindados Guarani para as Filipinas, conforme informação do escritório governamental de controle de exportação na Alemanha à revista Veja. Os tanques brasileiros possuem peças e sistemas de origem alemã. Apesar de serem fabricados em Minas Gerais, o governo alemão tem poder sobre o controle da exportação.

No dia 30 de janeiro, Lula recebeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente do país europeu, Frank-Walter Steinmeier, em Brasília. Na ocasião, o petista disse não ter interesse em enviar munição à Ucrânia para uso na guerra e justificou a decisão afirmando que o Brasil “é um país de paz.”

Ao Estadão, a Marinha do Brasil esclareceu que o processo de autorização para a entrada de um navio estrangeiro no País é feito ao Ministério das Relações Exteriores pelo país ao qual as embarcações pertencem. Apenas após a autorização do ministério que a Marinha emite um documento oficial, publicado no Diário Oficial da União, autorizando a ancoragem.

Segundo um integrante do Ministério das Relações Exteriores, que pediu para não ser identificado, a decisão em autorizar a ancoragem de embarcações é natural de um governo soberano, feita com autonomia. Segundo o membro, o Irã possui relações diplomáticas com o Brasil e este tema nunca representou nenhum incômodo entre Brasil e Estados Unidos. Reiterou ainda que a relação do governo americano e brasileiro é prioritária e vai muito bem.

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