
“Na sua opinião, qual dos seguintes possíveis resultados das eleições para presidente em 2026 te causa mais medo?”
Essa pergunta foi feita pela Palver, plataforma de tecnologia e inteligência de dados, na primeira pesquisa eleitoral realizada pela empresa. O levantamento entrevistou, pela internet, 5 mil eleitores entre os dias 3 e 7 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os dois cenários mais prováveis são aqueles que mais inspiram medo na população: 45% responderam que a reeleição de Lula (PT) causa mais medo, enquanto outros 45% disseram que é a eleição de Flávio Bolsonaro (PL). “É um dado que nos mostra que é uma eleição muito disputada e que está muito equilibrada. O voto de negação é muito forte nesses cenários”, explica Luis Fakhouri, co-fundador da Palver.
Mas mais importante que o empate dos dois principais candidatos é a resposta que ficou em terceiro lugar nessa questão: 8% dos entrevistados disseram que ambos resultados causam medo. Segundo Fakhouri, é nesse eleitor que Lula e Flávio devem focar: “Os candidatos vão tentar, ao longo da campanha, mostrar porque são adequados para governar o País e tentar reduzir essa rejeição - através de propostas, de negociações com setores (entre outros). Esses 8% podem migrar tanto para um lado quanto para o outro a depender do que for trazido.”
As intenções de voto a dois meses da eleição
Em um cenário estimulado com dez candidatos com chapa registrada na Justiça Eleitoral, Lula tem 44% das intenções de voto no primeiro turno contra 40% de Flávio. Em seguida, aparece Renan Santos (Missão) com 10%, Ronaldo Caiado (PSD) obteve 2%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Branco ou nulo tiveram 1% cada. Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), não iria votar e não sei registraram 0%.
Já em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, outro empate: 46% disseram votar no petista e outros 46% afirmaram que vão escolher o filho de Jair. Os outros 8% responderam branco, nulo, não sabem ou não votariam.
“Não dá para dizer que tem um favorito. Lula lidera no primeiro turno, mas olhando para o segundo, há uma ala importante que ainda não definiu seu voto”, ressalta Fahkouri. “Mostra que a eleição está aberta e depende muito da capacidade do candidato de convencer as pessoas que não se afirmam como de direita ou de esquerda”, completa.
A pesquisa é financiada com recursos próprios e o registro no TSE é BR-06596/2026.





