Na primeira fase desta quarta edição, haverá seis provas eliminatórias. Em cada uma delas se apresentam quatro candidatos. As suas eliminatórias serão realizadas no Teatro Cultura Artísticas, em quartas-feiras sucessivas, sempre às 20 horas, entrada franca (os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro até meia hora antes do início das apresentações). Dos 24 concorrentes das eliminatórias, 12 serão escolhidos para a fase seguinte, semifinal. A primeira e a última semifinal terá lugar no mesmo Cultura Artística; a segunda, a ser realizada num sábado, dia 5 de maio, mudará de palco - para o do Teatro Acbeu, da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos, em Salvador. A direção do prêmio pretende com isso, torná-lo nacionalmente mais forte. Os concorrentes de amanhã vêm de pontos diferentes do País. O primeiro a se apresentar é o quarteto Marimbanda, do Ceará. Seu líder é o baterista, violonista, compositor e arranjador Luizinho Duarte, que tem extenso trabalho com músicos cearenses e já trabalhou com Tim Maia, Maria Bethânia, Leila Pinheiro; o flautista Heriberto Porto tem mestrado em flauta em Bruxelas e é professor de flauta e harmonia na Universidade Estadual do Ceará; o contrabaixista Júnior Primata conta, no currículo, com trabalho ao lado do gaitista - sanfona, no Sul, é chamada de gaita - gaúcho Renato Borghetti; e o pianista Ítalo Almeida faz curso de música na Universidae Estadual do Ceará. Quatro números - Cada concorrente apresenta quatro músicas. As do Marimbanda são Marimabanda, de Adriano Giffoni, Morangotango, de Luizinho Duarte, Pisa na Fulô, de João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Júnior, e Qui nem Jiló, de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira. O violeiro Roberto Corrêa nasceu em Campina Verde, em Minas Gerais, mas é radicado em Brasília. Diplomou-se em física e depois em música. É uma das maiores autoridades em viola, com importante currículo internacional. Vai tocar sozinho: Asa Branca (Luís Gonzaga e Humberto Teixeira), Brejeiro (Ernesto Nazaré), Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos) e Futrica Infinita, dele mesmo. O baterista Sérgio Reze é de São Paulo e toca com as cantoras Carmina Juarez e Ana Luíza. Tem um disco, Odisséia, em trio com os vencedores do primeiro Prêmio Visa, André Mehmari e Célio Barros. Seu repertório para esta noite tem Jobim (Chovendo na Roseira), Dori Caymmi (Alegre Menina), André Olzo (Baião) e Xerém-Gilberto Andrade (Só Farta É Vancê Querê). Encerrando a noite, o Trio Quintessência - também de São Paulo - apresenta repertório de clássicos, três choros contra uma valsa: Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) Valsinha(Chico Buarque), Brasileirinho (Valdir Azevedo) e Assanhado (Jacó do Bandolim). O Quintessência é formado por Aleh Ferreira (bandolim), Júlio Cerezo Ortiz (violino) e Alessandro Penezzi (violão). O júri tem um corpo fixo, formado pelo maestro Nelson Ayres, seu presidente, pelo pianista Benjamin Taubkin, pelo violonista Ulisses Rocha e pelo compositor Arrigo Barnabé. A cada prova haverá um jurado convidado, ligado à produção ou análise cultural. A convidada de amanhã é a jornalista Regina Porto, da revista Bravo.