Uma pesquisa indicou que 12,4% dos brasileiros apostam na Mega-Sena, bets, Jogo do Tigrinho, rifas, Jogo do Bicho e bingos na esperança de conseguir aumentar a sua renda. As apostas só ficam atrás de diárias de trabalho (tais como serviços extras pontuais, plantões extras, horas extras, enfim, os bicos), resposta dada por 13,1% dos entrevistados como força de complementar o orçamento.
Os números constam da pesquisa Consumer 360º, elaborado pela consultoria NielsenIQ. Trata-se de uma pesquisa feita anualmente que tem como principal objetivo captar as percepções econômicas e os impactos nos gastos nos domicílios dos brasileiros. A edição 2025 ouviu integrantes de 8.240 lares do País, em todas as regiões. As coletas são feitas por auditoras que visitam os lares duas vezes ao mês para obter as informações.

A análise que constatou que 12,4% dos brasileiros estão apostando para elevar a renda estão inseridas no capítulo sobre o contexto econômico e o que as pessoas estão fazendo para buscar renda adicional. Assim como já revelaram outros estudos, o Consumer 360º constatou que queda no desemprego e aumento da renda média. Confira abaixo quais são as atividades mais desempenhadas para elevar o orçamento.
Segundo os dados, os preferidos dos 12,4% dos brasileiros que buscam as apostas para aumentar a renda são os seguintes:
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Preocupação para o futuro
Entre outras coisas, a pesquisa monitora o comportamento de compra, quanto as pessoas estão dispostas às novas marcas, despesas dentro e fora de casa, renda e gasto médio mensal, impactos do endividamento no consumo, escolhas e preferências do consumidor.
Segundo o estudo, as principais razões para o endividamento são: gastos no cartão de crédito; crédito especial; financiamentos; crédito consignado; boletos e cheque especial. Projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) citada no estudo indica que o endividamento das famílias deve atingir 78,6% em 2024, acima dos 77,8% de 2023.
Ante a esse cenário, quando questionados sobre a maior preocupação das pessoas para o futuro, a resposta é justamente a de pagar as contas em dia. Essa preocupação aparece antes de comprar um imóvel ou garantir os estudos. Confira o ranking das principais preocupações abaixo.
- Pagar contas em dia
- Cuidar e manter a saúde
- Conquistar e manter a casa própria
- Manter os padrões de vida
- Garantir os estudos
- Conquistar/manter o emprego
Fidelidade às marcas
Os dados indicam que o comprador está mais cauteloso, e está mais propenso a comprar produtos com preços mais atrativos do que se manter fiel à sua marca. Segundo o estudo, 65% priorizam em suas compras o seu orçamento, e não a lista do que precisam adquirir. Outras conclusões dos pesquisadores são as seguintes:
- 62% dos lares priorizam o preço sobre a marca;
- 69% optam por embalagens maiores por economia;
- 60% mudam de marca apenas se a preferida aumentar de preço;
- 57% procuram lojas com promoções para fazer compras.
A sondagem também avaliou com o a destinação dos gastos está mudando o perfil das dívidas dos brasileiros. Foi observado que, nos últimos anos, a parcela do orçamento familiar destinada a gastos secundários, como lazer e tecnologia, aumentou de 29,1% em 2017 para 31,4% em 2024, com destaque para o crescimento em lazer, alimentação fora de casa e bens duráveis. Os 31,4% do ano passado são o segundo maior índice desde 2017, ficando atrás apenas de 2023, com 31,8%.
Por outro lado, nos gastos primários, houve redução nas despesas com o lar (geralmente supermercado) e aumento nas destinadas a outras dívidas, indicando uma mudança nas prioridades financeiras das famílias.

O que não deixa de fazer
O estudo classifica em dois os endividados que possuem contas atrasadas, carnês, pagamento de empréstimos e outras dívidas. Os que são moderadamente endividados possuem gastos de R$ 700 com dívidas. Já os altamente endividados possuem contas em atraso maiores do que R$ 700 ao mês. Mesmo com contas vencidas, existem algumas coisas que nenhum deles deixa de fazer. Confira o que é na tabela abaixo.
Ainda segundo o estudo, os altamente endividados deixam de priorizar até papel higiênico. No caso dos moderamente endividados o item é o chocolate. Já para aqueles sem dívidas, o que é considerado menos necessário são as bebidas alcoolicas, como vinho.