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Cidades brasileiras miram a inteligência

Informações digitais auxiliam na fluidez do trânsito e na busca por onde estacionar

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Por Estadão Blue Studio
3 min de leitura

a lguns municípios brasileiros estão um pouco à frente quando o assunto é usar a tecnologia para ajudar na organização do dia a dia da população. Uma das áreas que mais se beneficia dessa busca por uma inteligência digital, até agora, é o trânsito.

No Vale do Paraíba, interior de São Paulo, a prefeitura de São José dos Campos fechou uma parceria com a gigante Google para ajudar na fluidez da circulação dos carros por uma pequena parte da cidade. Informações em tempo real do serviço Google Maps são processadas com o objetivo de, também de forma automática, regular o tempo dos semáforos em cruzamentos onde o trânsito esteja complicado.

Divulgação Foto: metamorworks

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“A parte semafórica de uma das principais avenidas da cidade é conectada com a empresa. O sistema verifica os semáforos o tempo todo, monitorando o trânsito. Nada é feito de forma estática, mas de maneira dinâmica, como atualizações a todo instante”, explica Anderson Farias, prefeito de São José dos Campos.

Outra interferência tecnológica positiva na cidade ocorre na região central, auxiliando quem precisa buscar por uma vaga pública para estacionar. Os órgãos municipais criaram um aplicativo que mostra a disponibilidade de espaços vazios nas ruas em tempo real. A informação é disponibilizada ao usuário a partir de painéis eletrônicos instalados nas vias arteriais.

Com o objetivo de também ajudar na circulação de carros, a cidade de São Caetano do Sul, na grande São Paulo, fez uma parceria com uma operadora de telecomunicações para ter acesso aos dados em tempo real. O processamento dessas informações também interferem na organização do trânsito.

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A mancha de circulação é desenhada por meio de sinais de smartphones conectados às torres da operadora. Dessa forma, segundo Daniel Córdoba, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo, Tecnologia e Inovação de São Caetano, os dados, depois de analisados, podem orientar a abertura de semáforos, o posicionamento de viaturas e agentes de trânsito em horários de pico, a circulação de linhas de ônibus e até mesmo ações da polícia.

A proposta da cidade da Grande São Paulo faz parte de uma estratégia mais ampla, que visa incentivar parcerias entre empresas privadas e startups para fomentar a criação de um ecossistema tecnológico, por meio de um centro municipal colaborativo.

No Sul do País, Florianópolis, reconhecida pelos programas de incentivo à formação tecnológica para estudantes, jovens e adultos, também começou a apostar em inteligência artificial, por meio de um dashboard integrado a várias secretarias, para analisar dados populacionais e planejar as ações de governo.

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“Com a informação de que existe um certo número de mulheres grávidas em um bairro, por exemplo, sabemos que precisaremos, naquela região, de mais vagas de creche, de mais unidades e insumos de saúde e até de um reforço no transporte público”, afirma Topázio Neto, prefeito da capital catarinense.

Educação e saúde

Em Goiânia, uma das apostas tecnológicas da prefeitura na área da educação é um sistema de reconhecimento facial em creches e escolas municipais, integrando professores, transporte e pais.

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“A criança, na entrada, faz a leitura facial e os pais são informados pelo celular de que ela está na escola. Saberemos, pela frequência naquele dia, a quantidade de alimentação a ser servida e quem precisa de alimentação especial”, diz Rogério Cruz, prefeito da capital de Goiás. “E quando o aluno sai, a movimentação dos ônibus e das peruas pode ser acompanhada em tempo real pelos responsáveis”, ressalta o prefeito.

As unidades de saúde de Goiânia também estão aparelhadas com câmeras digitais, integradas a um aplicativo. Por ele, os moradores conseguem marcar consultas para dezenas de especialidades e realizar consultas via telemedicina.

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