A Strada, plataforma de soluções em logística rodoviária e pagamentos, que iniciou operações em 2022, já comemora o ano de 2025, o primeiro em que atingirá fluxo de caixa positivo. “Todo o dinheiro posto pelos acionistas vai garantir caixa positivo no fim deste ano”, afirmou Rodrigo Koelle, o CEO. Criada por Cargill, ADM, LDC e Amaggi, a companhia não descarta a possibilidade de entrada de novos investidores. “Estamos abertos. O negócio é saudável, roda pelas próprias pernas, então, quem sabe, um novo investidor se interesse”, diz. A Strada não divulga faturamento, mas estima movimentar R$ 14 bilhões em fretes este ano, 40% mais ante 2024. Em janeiro e fevereiro, registrou 168 mil viagens, principalmente com cargas de soja e milho.

Financeiro supera logística
A Strada opera como instituição de pagamento regulada pelo Banco Central. “Hoje o faturamento do lado fintech é maior do que o lado Log. Nosso desafio é equalizar isso”, diz Koelle. A empresa oferece serviços como antecipação de recebíveis, vale-pedágio e conta digital para motoristas.
Dados vão gerar produtos
Com informações de geolocalização de origem e destino, a empresa desenvolve ferramentas de inteligência de dados. “O dado é o novo petróleo”, diz Koelle. A Strada atende 8 embarcadores, 67 transportadoras e tem 60 mil motoristas ativos. Para reduzir a sazonalidade, expande para fertilizantes e também etanol e açúcar.
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Mais resultados
A Auto Arremate, especializada em sistemas de avaliação, gestão e repasse de veículos, quer dobrar para R$ 200 milhões em 2025 o valor total de máquinas e equipamentos negociados na plataforma Arremaq. Para isso, planeja ampliar seu estoque, de 200 para 400 máquinas, e focar em parcerias com concessionárias de marcas como John Deere, Case IH e Fendt, além de locadoras de equipamentos. “Já fizemos 50% do faturamento de 2024 só neste trimestre”, afirma Gabriel Nascimento, head de operações e produto da Auto Arremate.
Cenário positivo
Lançada em abril de 2024, a Arremaq está presente em 17 Estados das 5 regiões e tem entre parceiros grupos como a Tracbel Agro. A meta de crescimento da plataforma B2B coincide com a expectativa de recuperação do setor de máquinas agrícolas, após o recuo em 2024. “Com juros altos, a renovação de frota pode cair, mas o mercado de seminovos se aquece”, avalia Nascimento.
Reforço de posição
Após 25 anos de atuação no Brasil por meio de parceiros, a neozelandesa Gallagher decidiu fincar pé por aqui. A fim de se aproximar mais dos clientes, sobretudo pecuaristas, a empresa do segmento de cercas elétricas, balanças para bovinos e identificação animal, entre outros produtos, já começou a formar equipes, diz Hamish Wiig, gerente-geral da América Latina. Também abriu escritório em São Paulo e deve, em breve, inaugurar outro em Mato Grosso, o Estado com o maior rebanho de corte do País.
Pujança
Com faturamento global próximo de US$ 145 milhões e atuação em 160 países, a Gallagher vê a América Latina representando 10% dos resultados em cinco anos, ante 3% atualmente. A maior fatia virá do Brasil, projeta Wiig, que cita o tamanho da pecuária nacional. A empresa, que em 1930 inventou a cerca elétrica, vai trazer para cá, também, sistemas de pesagem de bovinos, leitor de brincos, monitoramento de líquidos como diesel e fertilizantes, e até uma ratoeira eletrônica.
Pelo Norte
O agronegócio tem movimentado mais cargas pela Barra Norte, região que compreende os terminais ao longo do Rio Amazonas e seus afluentes, com exceção da Baía de Marajó (PA). Foram 49,7 milhões de toneladas transportadas em 2024, quase 5% a mais ante 2023, informa a Associação de Terminais Portuários Privados, que reúne empresas responsáveis por 60% da carga portuária do País. Os principais produtos escoados são soja, milho e bauxita.
Setor sucroenergético está pronto para adotar o E30
O setor sucroenergético celebrou os testes do Instituto Mauá de Tecnologia, que comprovaram a viabilidade do aumento de 27% para 30% da mistura de etanol à gasolina. A mudança deve subir a demanda por etanol em 1,5 bilhão de litros/ano, prevê a União da Indústria de Cana-de-Açúcar. Evandro Gussi, presidente da Unica, diz que as indústrias estão preparadas.
Setor de carne bovina espera abertura do Japão
O agronegócio aguarda com otimismo a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão e Vietnã, nesta semana. Uma das expectativas é a abertura do mercado à carne bovina brasileira, após anos de espera. Fontes do governo dizem que as tratativas técnicas estão encerradas, faltando só o anúncio político. / GABRIEL AZEVEDO, LEANDRO SILVEIRA, TÂNIA RABELLO e AUDRYN KAROLYNE