A Coprossel, de Laranjeiras do Sul (PR), projeta romper a marca de R$ 1 bilhão em faturamento até 2026, impulsionada pela agroindústria e pelo mercado de sementes de soja, trigo e feijão – base do negócio desde sua fundação, em 1991. A meta colocaria a cooperativa entre as 21 maiores do Paraná, que já tem 20 integrantes no “clube do bilhão”. A mais recente a entrar foi a Coagru, de Ubiratã, com R$ 1,1 bilhão em 2024. A Coamo, de Campo Mourão, lidera, com R$ 28,8 bilhões no ano passado. Já a Coprossel faturou R$ 694,2 milhões, 4,4% abaixo de 2023, e projeta R$ 850 milhões este ano. “Não tenho dúvida de que o crescimento vem por adoção de tecnologias e agregação de valor à produção”, diz Paulo Pinto de Oliveira Filho, o presidente.
A agroindústria representou 11% do faturamento da Coprossel em 2024 e deve atingir 30% até 2026. Oliveira conta que a cooperativa lançou uma linha de lácteos com marca própria, ampliou a fábrica de ração e vai triplicar a capacidade do moinho de trigo.

Nos últimos dois anos a Coprossel investiu cerca de R$ 100 milhões em armazenagem e estrutura. Com a ajuda do Banco do Brasil, construiu um complexo de silos, com capacidade para 1 milhão de sacas. Para 2025, estão orçados R$ 40 milhões, a serem usados na construção de unidade de recebimento de grãos em Cantagalo (PR).
Chega mais rápido
A Brado, empresa de logística multimodal controlada pela Rumo, destinará R$ 200 milhões ao terminal de Sumaré, SP, até 2030. A capacidade passará de 150 para 400 caminhões/dia, impulsionando importações para a região industrial de Campinas (SP). “As melhorias abrem um novo mercado: a importação de insumos para indústrias locais”, afirma Luciano Johnsson, o CEO. O projeto inclui guindastes automatizados e ampliação de pátio.
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De olho aqui
A empresa aplicará R$ 60 milhões no terminal de Rondonópolis (MT) para atender ao crescimento do mercado interno. O investimento prevê ampliação do pátio e instalação de guindastes automatizados da fabricante chinesa Jiangsu Rainbow. “Estabelecemos novo padrão de excelência no setor”, diz Michelle Braga, gerente executiva de suprimentos. Os equipamentos otimizarão espaço no pátio, empilhando mais contêineres por coluna e reduzindo o tempo das operações. A previsão é de que entrem em funcionamento em 2026.
Melhorou
Em 2024, o setor de seguro rural no Brasil arrecadou mais em prêmios do que no ano anterior e registrou um número menor de sinistros. É o que aponta levantamento da IRB+Inteligência, plataforma de análises do segmento. Mesmo em um ciclo acometido por quebras importantes de safra devido à falta ou ao excesso de chuvas, a sinistralidade caiu de 34,6% em 2023 para 30,4% no ano passado. Já o valor referente aos prêmios cresceu 1,43%, para R$ 14,2 bilhões, com cobertura de 7,3 milhões de hectares.
Sala de aula
A fintech Nagro está expandindo a plataforma CredAcademy, que desde 2024 capacitou 120 analistas de um mercado com cerca de 4 mil profissionais. Lança neste ano um módulo sobre cobrança, com turmas ao vivo, além da versão gravada. “Nosso plano é fortalecer a gestão de risco em um segmento no qual revendas e cooperativas enfrentam inadimplência e fluxo de caixa desequilibrado”, diz Davi Vidoto, gestor de sucesso do cliente da Nagro.
Demanda tem
A Sol by RZK, que trabalha com conectividade rural em 15 Estados, começou a operar também no Amazonas e em Alagoas com redes 3G e 4G. Ela cobre, hoje, 12 milhões de hectares em 66 mil propriedades rurais – o equivalente a 15% da área cultivada do País – com 450 torres de conexão, sendo 140 só nas áreas de grãos em Mato Grosso. O potencial é “imenso”, diz Rodrigo Oliveira, o CEO, pois hoje só 16,25% da área rural possui internet, conforme a Anatel.
Brasil poderá exportar carne bovina para o Vietnã
A missão do governo brasileiro à Ásia, encerrada na semana passada, conseguiu que o Vietnã abrisse seu mercado para a carne bovina daqui. O setor produtivo comemorou. Disse ver o país como um potencial hub para o Sudeste Asiático. A comitiva também passou pelo Japão – que enviará técnicos para inspecionar a produção antes de tomar uma decisão.
Brasil mira brechas na guerra comercial de Trump
O agro brasileiro acompanha o anúncio, dia 2, de novas tarifas dos EUA. O etanol está entre os alvos prováveis do presidente Donald Trump, com risco de sobretaxa sobre o produto daqui. Mas a tensão pode gerar retaliações de parceiros americanos, como UE e China, e abrir espaço para o Brasil em soja, carne e açúcar.