As principais notícias do dia com Haisem Abaki e Carolina Ercolin
O atentando contra o ex-presidente e candidato republicano à Casa Branca Donald Trump deve se transformar em estratégia de campanha e ele próprio fez isso ao erguer os punhos e gritar “lutem!” aos seus eleitores, momentos após ser atingido por um tiro de raspão no último sábado. Por outro lado, o ataque também deve mexer com a estratégia do presidente democrata Joe Biden, candidato à reeleição, que já fez no domingo um discurso pregando união e diálogo. As avaliações foram feitas nesta segunda-feira pela professora de Relações Internacionais da ESPM Denilde Holzhacker, em entrevista à Rádio Eldorado.
Em uma decisão que escala a guerra comercial deflagrada desde que voltou à Casa Branca e pode desmantelar a ordem econômica global das últimas décadas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem a imposição de tarifas contra produtos de todos os parceiros comerciais dos americanos. O tarifaço estabelece uma sobretaxa mínima geral de 10% - porcentual que será aplicado sobre itens brasileiros exportados para os Estados Unidos. A China terá de pagar 34%, o Japão, 24% e a União Europeia, 20%. Trump ainda ameaçou aumentar as tarifas caso os países e blocos econômicos afetados adotem contramedidas. As novas taxas de importação vão entrar em vigor entre sábado e quarta-feira. Além das tarifas anunciadas ontem, os Estados Unidos vão começar a cobrar hoje uma taxa de 25% sobre automóveis produzidos no exterior. Em entrevista à Rádio Eldorado, o diretor do Centro de Estudos de Negócios Globais da FGV, Lucas Ferraz, ex-Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, disse que o impacto para o Brasil “não foi tão ruim quanto poderia ter sido” se comparado a outros países. “É até possível que o Brasil acabe se beneficiando nas exportações, podendo conquistar um mercado ainda maior nos Estados Unidos”, afirmou. Apesar disso, o especialista criticou as taxações americanas e defendeu que o Brasil tenha cautela e diálogo nas negociações com os Estados Unidos.
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou na semana passada, no Diário Oficial da União, uma resolução para permitir a farmacêuticos receitar medicamentos, incluindo os de venda sob prescrição; realizar exame físico e mental para rastreamento e acompanhamento em saúde; e solicitar, realizar e interpretar exames laboratoriais. Entidades médicas afirmam que a decisão é ilegal e que adotarão todas as medidas judiciais cabíveis para barrar a resolução, prevista para entrar em vigor em até 30 dias. Em entrevista à Rádio Eldorado, o presidente Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Angelo Vattimo, disse que esse tipo de atuação por parte de farmacêuticos não é a solução para localidades em que há falta de médicos. Ele também apontou que poderia haver “conflito de interesses” entre as iniciativas de prescrever e de comercializar medicamentos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal marcou para amanhã, a análise da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra oito acusados de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os cinco ministros também vão decidir se tornam réus o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto. A PGR denunciou os oito pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As defesas dos acusados negam a participação deles em uma tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor de Direito Constitucional da FGV Direito SP Rubens Glezer, autor do livro “Catimba Constitucional”, avaliou que a 1ª Turma “tem um perfil de grande consenso” e que “seria difícil imaginar que não vai ter uma ampla aceitação dessa denúncia”. Apesar disso, o especialista ressaltou que “aceitar a denúncia não necessariamente é indicativo de condenação”.
Israel ampliou nesta quinta-feira sua operação terrestre na Faixa de Gaza, após o Hamas disparar foguetes contra Tel Aviv. Antes, na terça, as Forças Armadas israelenses já haviam bombardeado o território palestino, alegando que o objetivo era pressionar pela libertação dos últimos reféns. Segundo a agência de Defesa Civil da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, pelo menos 504 pessoas, incluindo 190 menores, morreram em Gaza desde que Israel retomou seus ataques. Em Israel, manifestantes saíram às ruas em protestos contra os ataques a Gaza, alegando que as ações colocam em risco os últimos reféns em poder do Hamas e o cessar-fogo que estava em vigor desde janeiro. Em entrevista à Rádio Eldorado, a professora do Ibmec-SP Karina Calandrin, que é doutora em Relações Internacionais, disse que o fim do cessar-fogo “já era esperado diante da instabilidade política de Israel com uma aliança muito estreita com partidos que ameaçam sair do governo”.
O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2025 começou na última segunda-feira, 17, e vai até 30 de maio. Entre as novidades, a Receita Federal passou a dar prioridade na restituição para quem escolher o modelo pré-preenchido e também optar por receber o valor via PIX. A pré-preenchida já traz dados do Fisco, mas a responsabilidade pelas informações é do contribuinte. O alerta foi feito pelo presidente do Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Contabilidade), Antonio Carlos Santos, durante entrevista à Rádio Eldorado em que respondeu dúvidas de ouvintes.