Os maiores técnicos da história da seleção brasileira; veja ranking

Ao longo da história, diversos nomes marcaram em suas passagens à frente do Brasil; ‘Estadão’ seleciona os cinco técnicos mais impactantes nesse período

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Foto do author Murillo César Alves

A seleção brasileira encara a Argentina nesta terça-feira, 25, com Dorival Júnior sob pressão. Mesmo com o Brasil praticamente garantido na próxima Copa do Mundo, o desempenho em campo não tem agradado os torcedores neste ciclo para o Mundial. Desde a saída de Tite, ele é o terceiro a comandar a seleção (Fernando Diniz e Ramón Menezes vieram antes), mas também não agradaram.

Ao longo dos cinco títulos mundiais, diversos nomes ficaram à frente da Amarelinha e encantaram os torcedores. O Estadão selecionou os cinco maiores nomes na história da seleção brasileira, desde a primeira partida oficial, em 1914, até as Eliminatórias da Copa do Mundo.

5. Vicente Feola

Técnico do primeiro título mundial, em 1958, Feola abre a lista dos maiores treinadores da história da seleção brasileira. Comandou o Brasil em duas passagens: a primeira, entre 1958 e 1960, rendeu o título na Suécia; a segunda, já sem o mesmo brilho, se encerrou logo após eliminação na fase de grupos na Copa do Mundo da Inglaterra. Era criticado pela imprensa esportiva e acusado de dormir durante os jogos, mas era amigo dos jogadores.

Vicente Feola levou a seleção brasileira ao primeiro título mundial, na Copa do Mundo de 1958. Foto: AE

Feola foi o responsável por lançar Garrincha e Pelé na Copa do Mundo de 1958, dupla que nunca perdeu uma partida juntos pela seleção brasileira. Soma 66 jogos à frente do Brasil, com 50 vitórias, 11 empates e apenas cinco derrotas. Também soma a conquista da Copa Roca, torneio disputado contra a Argentina e que se tornou o Superclássico das Américas, em seu currículo.

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4. Aymoré Moreira

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Entre os trabalhos de Feola, a seleção brasileira contou com os serviços de Aymoré Moreira e que, mesmo com a mudança no comando técnico, conseguiu levar o Brasil ao bicampeonato mundial no Chile. O treinador ainda precisou lidar com a ausência de Pelé, por lesão, e viu Garrincha brilhar para levar a seleção ao título.

Por clubes, o treinador ainda teve passagens pela Grécia e Portugal, em um período no qual isso não era usual para treinadores brasileiros – e que ainda tem dificuldades para se colocar no mercado europeu. Assim como seu antecessor, levou a seleção à conquista da Copa Roca. Morreu em 1998, logo após a decisão da Copa do Mundo de 1998.

.3. Luiz Felipe Scolari

Felipão levou o Brasil a um título inesperado na Copa do Mundo de 2002. Com a “Família Scolari”, uniu os jogadores, que penaram em se classificar ao Mundial e conseguiu recuperar Ronaldo Fenômeno, que perdeu todo o ano de 2001 por lesão no joelho. Na prática, Felipão teve uma primeira passagem curta, deixando a seleção logo após o pentacampeonato mundial.

O nome do treinador voltou a ser cotado pela CBF para o Mundial de 2014. Assumindo em 2013, levou a seleção ao título da Copa das Confederações, mas ficou marcado pelo 7 a 1 na semifinal da Copa, no Mineirão. Por clubes, tem como trabalho mais marcante aquele pelo Palmeiras, no qual conquistou a primeira Libertadores do time, em 1999.

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2. Carlos Alberto Parreira

Parreira é um dos grandes nomes da história da seleção brasileira – não só como treinador. Desde 1970, ainda como preparador físico, está presente nas conquistas brasileiras. Assumiu como treinador principal pela primeira vez 1983, sucedendo Telê Santana, mas não resistiu mais de 200 dias no cargo. Brilhou a partir de 1991, quando comandou a equipe para o Mundial dos Estados Unidos.

Com Bebeto e Romário, Parreira encerrou o jejum de 24 anos da seleção em Mundiais e conquistou o tetra. Depois, voltou ao comando técnico em 2003, visando o Mundial da Alemanha, e ainda conquistou uma Copa das Confederações. Também estava na comissão técnica do 7 a 1, em 2014.

1. Zagallo

Zagallo, o Velho Lobo, é a seleção brasileira. Dos cinco títulos mundiais, ele esteve presente em quatro dessas conquistas. Como jogador, em 1958 e 1962, como treinador, em 1970, e na comissão técnica, em 1994. Ainda levou o Brasil ao vice-campeonato na França, em 1998, à frente do comando.