Não tem jeito: Maradona e Messi são os favoritos dos argentinos até mesmo fora de campo. Horas antes de a Argentina receber o Brasil pela 14ª rodadas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, a reportagem do Estadão foi a barbearias no bairro de Palermo para saber quais jogadores inspiram os pedidos de cortes.
Ramon Victor Concha tem 58 anos e há 33 trabalha como barbeiro. Torcedor do River Plate, ele conta que o nome mais citado para referência em cortes de cabelo é o de Diego Armando Maradona, ídolo de toda nação, mas em especial do rival Boca Juniors.
A referência é o “pello largo” do camisa 10 quando ele foi campeão do mundo em 1986. Há outros estilos que se tornaram icônicos na cabeça de Maradona, mas esse é o mais citado. “Pediam de todos. Hoje é Messi. É o que me pedem muito, as crianças”, conta Victor, que, quando perguntado sobre penteados, admite: “Messi e Maradona são meus preferidos. Os dois”.

Quando se trata de Lionel Messi, os mais jovens ainda pedem para que Victor faça o corte mais curto. Recentemente, porém, o jogador do Inter Miami deixou as madeixas crescerem um pouco mais, o que repercutiu na imprensa argentina e também fez efeito nas barbearias.
São citadas outras mudanças estéticas do camisa 10. Uma delas é a barba crescida, a qual aderiu há alguns anos. Outra é quando ficou loiro, ainda no Barcelona, ao lado de Neymar.
“Agora que ele tem o cabelo mais longo, também pedem para cortar desta forma. Messi tem um cabelo que cresce para trás. Eu não deixo o meu igual, porque cresce diferente”, diz Bruce Garay, que trabalha como barbeiro há seis anos e opta por um penteado raspado dos lados e descolorido em cima.

Outros craques argentinos não são citados da mesma forma, mesmo que tenham cortes chamativos. Os mais antigos lembram dos longos cabelos de goleadores como Gabriel Batistuta e Mario Kempes.
No time atual, Dibu Martínez, que pintou a bandeira argentina na cabeça, e Rodrigo De Paul, são os que mais se destacam. O volante já ostentou diferentes cores e tranças.

Independentemente do corte, o clássico desta terça-feira exige cabeça no lugar para os jogadores dos dois times. O clima esquentou a partir de uma fala de Raphinha. De um lado, Dorival Júnior tentou colocar panos quentes, e assim reproduziu Lionel Scaloni.
O Brasil terá seis mudanças, quatro delas decorrente de cortes. Além disso, Matheus Cunha e Wesley entram nas vagas de João Pedro e Vanderson, respectivamente. A Argentina tera o retorno de De Paul, que cumpriu suspensão contra o Uruguai. E tem o reserva Nico González suspenso, por cartão vermelho. Com clima quente, a torcida é para que a rivalidade fique dentro de campo, e que ninguém “entre de tesoura”.