Nenhum dos meus favoritos foi 100% na rodada inicial do Brasileirão 2025 colada à Data Fifa, e à final do Paulistão. O maior deles, o Flamengo, empatou um clássico que tinha como ter vencido o Inter na segunda etapa. Colorado que é outro com bola para ir longe. Como o Botafogo enfim mostrou potencial para honrar 2024, mais uma vez no Allianz Parque. Foi bem melhor do que o amuado, desorganizado e desarmado Palmeiras no primeiro tempo. E ainda fez mais do que o rival no tempo final mais equilibrado contra um Verdão ainda longe do ideal. E do pleno aproveitamento da força máxima com Vítor Roque e ainda sem Paulinho.
Da tropa de elite, o Galo perdeu para o Grêmio no Sul. Com Flamengo, Palmeiras e Inter, o Atlético Mineiro fecha minha lista dos maiores favoritos. Pelo que criou de chances no Sul se justifica. Como Tiago Volpi como melhor da rodada. Seis defesas difíceis. Só não melhores do que a monstruosa de Gabriel Brazão em São Januário. Cabeçada letal de Vegetti que o goleiro santista sonegou, pouco antes do melhor cabeceador nestes trópicos ficar livre, nem precisar sair do chão, e virar o placar para o Vasco que venceu o Santos que apresentou o ótimo Rollheiser. E os sabidos problemas na fraqueza aérea defensiva.

Mas tudo isso é nada. É apenas a primeira rodada de um torneio que já degolou treinador. Mano Menezes não perdeu o cargo por ter perdido pelo Fluminense para o Fortaleza que sempre se espera mais. Perdeu por se perder em algumas relações pessoais de um elenco que ele ajudou a salvar em 2024. Mas que não vinha rolando legal também em campo.
Nada é mesmo perene no futebol e no Brasil. Como aprendi com gente querida, “vamos curtir o momento!”. Se sou torcedor do Juventude, printo a tela da tabela nesta segunda e solto a máxima: “se o campeonato terminasse hoje...”
Vale pro cruzeirense bastante ressabiado que venceu o Mirassol na estreia. E também para o animado corintiano que só tinha Yuri Alberto como titular contra o forte Bahia e foi buscar o embate que a expulsão de Everton Ribeiro, no começo do segundo tempo, facilitou.
Mas ainda é tudo começo de campeonato. Mas não de temporada. E cheia pelos compromissos internacionais que esta semana começam. E podem comprometer trabalhos discutíveis como o de Zubeldia no São Paulo que segue jogando pouco. Como mal se viu no fraco empate sem Oscar, Lucas Moura, gols e graça contra o Sport de volta à elite cada vez mais competitiva. Nem sempre honrando o nome.