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História da Catedral de Notre-Dame, símbolo da França

Igreja começou a ser construída em Paris no século 12 e levou mais de cem anos para ser concluída; edifício sediou a cerimônia de coração de Napoleão e a da libertação da capital francsa dos nazistas

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Por Redação

 PARIS - A Catedral de Notre-Dame é um dos monumentos mais visitados da França, com uma média de 13 milhões de pessoas ao ano, e símbolo da história do país em momentos-chave.

A Notre-Dame, juntamente com a Torre Eiffel, é um dos maiores atrativos de Paris e uma das principais obras de arte gótica, com mais de 800 anos de história.

Vista aérea da Catedral de Norte-Dame, em Paris Foto: JEAN-SEBASTIEN EVRARD / AFP

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O então bispo de Paris, Maurice de Sully, decidiu em 1160 construir uma catedral no estilo da época e, apoiado pelo rei Luis VII, pelos notáveis e pelas múltiplas corporações profissionais, as obras começaram três anos depois, mas demoraram mais de um século para ficar prontas.

Durante esse período, foi o maior edifício cristão do mundo ocidental e símbolo da riqueza e da potência de Paris.

Catedral de Notre-Dame já foi 'Templo da Razão' e sediou coroação de Napoleão

Segundo os estudos arqueológicos, a Catedral de Notre-Dame está localizada no mesmo lugar onde houve anteriormente quatro construções religiosas diferentes: uma igreja paleocristã do século IV, uma basílica da época merovingia, uma catedral da carolingia e outra românica que foi destruída quando se construiu a atual gótica.

Sua história esteve estreitamente ligada à cidade e à de toda a França, com alguns momentos que deixaram marcas.

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Em 1793, em uma das fases de maior anticlericalismo da Revolução Francesa foi transformada no "Templo da Razão". Anos mais tarde, foi o lugar escolhido por Napoleão para sua coroação, em dezembro de 1804, como imperador.

A Catedral de Notre-Dame também foi cenário das celebrações da libertação de Paris dos nazistas, com uma cerimônia religiosa, em 26 de agosto de 1944, à qual assistiu o general Charles de Gaulle, depois de descer a avenida Champs Elysées entre centenas de milhares de pessoas.

Também ali foram realizados vários funerais nacionais como o de De Gaulle, Georges Pompidou e François Mitterrand

Em 15 de novembro de 2015, depois da série de atentados terroristas em Paris nos quais foram assassinadas 130 pessoas e outras centenas ficaram feridas, foi realizada uma cerimônia na catedral em homenagem às vítimas.

Em 6 de junho de 2017, um homem armado com um martelo agrediu um policial gritando "Isto é pela Síria" ao lado da catedral antes de ser ferido por outro agente, o que foi considerado um ato terrorista.

Atualmente, estavam sendo realizadas obras de restauração que deveriam ser estendidas até 2022. Para isso, foram instalados andaimes com até 100 metros de altura. / EFE