O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, ofereceu no domingo, 16, o envio de tropas britânicas para ajudar a garantir a segurança da Ucrânia como parte de um possível acordo de paz. A declaração foi feito durante um período de conversas com outros líderes europeus para coordenar uma resposta à abertura de negociações entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a Rússia sobre o fim da guerra na Ucrânia.
Em um artigo publicado no The Daily Telegraph no domingo, Starmer afirmou estar “pronto e disposto a contribuir com garantias de segurança para a Ucrânia, colocando nossas próprias tropas em campo, se necessário”. Foi a primeira vez que Starmer declarou explicitamente que considerava o envio de tropas britânicas para a Ucrânia.
A declaração veio na véspera de uma reunião emergencial de líderes europeus em Paris, nesta segunda-feira, 17, para formular uma resposta à tentativa de Trump de negociar um acordo – uma iniciativa que parecia excluir a Europa e a Ucrânia do processo.

Fim da guerra “não pode ser uma pausa temporária”
No artigo, Starmer destacou que não estava tomando a decisão de enviar tropas de maneira leviana, mas enfatizou que “garantir uma paz duradoura na Ucrânia, que proteja sua soberania a longo prazo, é essencial para impedir que Putin continue sua agressão no futuro”. Ele acrescentou: “O fim desta guerra, quando ocorrer, não pode ser apenas uma pausa temporária antes de Putin atacar novamente”.
Funcionários dos EUA e da Rússia devem se reunir na Arábia Saudita nesta semana para o início das negociações para encerrar o conflito. As discussões ainda estão em fase preliminar. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no domingo que, caso haja uma oportunidade para uma “conversa mais ampla”, essa incluiria a Ucrânia e a Europa. No entanto, essas negociações evidenciam que Trump busca um acordo acelerado para encerrar a guerra e parece determinado a negociar diretamente com a Rússia, ao menos por enquanto.
A Ucrânia confirmou no domingo que não participaria das negociações na Arábia Saudita.
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Ucrânia e a Otan
A reunião de segunda-feira em Paris contará com Starmer e os líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Holanda e Dinamarca, além de altos funcionários da União Europeia e da Otan. Os líderes discutirão a guerra e a segurança europeia.
No artigo, Starmer afirmou que incentivaria os outros líderes a aumentar os gastos militares e a assumir um papel mais ativo na Otan. Ele também declarou que a adesão da Ucrânia à Otan era “irreversível”, marcando um contraste com a administração Trump, que não apoia a entrada da Ucrânia na aliança de defesa mútua.
A Ucrânia tem como objetivo estratégico ingressar na Otan, acreditando que a proteção da aliança ajudaria a evitar futuras agressões russas. No entanto, a adesão durante a guerra sempre foi improvável, pois isso colocaria diretamente os membros da Otan em conflito com a Rússia.
Starmer, que deve se encontrar com Trump nas próximas semanas, escreveu que a Europa e os Estados Unidos devem continuar a trabalhar juntos para garantir um acordo de paz duradouro. “Uma garantia de segurança dos EUA é essencial para uma paz duradoura, pois somente os Estados Unidos podem impedir Putin de atacar novamente”, afirmou.
c.2025 The New York Times Company
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