Trump ameaça Rússia com sanções e tarifas após ataque aéreo contra a Ucrânia

Bombardeio, o mais violento dos últimos meses, ocorre depois de os EUA deixarem de compartilhar informações de inteligência sobre as movimentações militares de Moscou com Kiev

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Por Redação
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WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, ameaçou a Rússia nesta sexta-feira, 7, com novas sanções e tarifas após o Kremlin ter lançado uma série de pesados ataques aéreos com drones e mísseis balísticos contra a infraestrutura energética da Ucrânia. O ataque, o mais violento dos últimos meses, ocorre depois de os EUA deixarem de compartilhar informações de inteligência sobre as movimentações militares de Moscou com Kiev.

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“Com base no fato de que a Rússia está atacando fortemente a Ucrânia no campo de batalha neste exato momento, estou considerando seriamente aplicar sanções financeiras e tarifas em larga escala à Rússia até que um Cessar-Fogo e um ACORDO DEFINITIVO DE PAZ sejam alcançados”, escreveu Trump em sua rede Truth Social. “Rússia e Ucrânia, sentem-se à mesa agora mesmo, antes que seja tarde demais.”

A ajuda militar e de inteligência a Kiev foi suspensa no começo da semana, depois de uma discussão tensa entre Trump e o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, na Casa Branca em 28 de fevereiro.

Trump e Zelenski durante encontro na Casa Branca Foto: Doug Mills/NYT

Trump e seu vice-presidente, J.D. Vance, repreenderam Zelenski durante a reunião, que foi televisionada, acusando-o de ser ingrato com os Estados Unidos, que lhe forneceram bilhões de dólares em armas.

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Desde então, o presidente republicano vem sendo criticado por seus aliados e opositores, que o acusam de ficar do lado da Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022.

Na semana passada, os Estados Unidos votaram com a Rússia e contra seus aliados europeus nas resoluções da ONU que pedem o fim do conflito, mas sem garantir a integridade territorial da Ucrânia.

No mês passado, Trump teve uma conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin, em um passo inicial para retomar os laços e suspender as sanções impostas pelo governo do ex-presidente democrata Joe Biden pela invasão da Ucrânia. / AFP

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