76% dos veículos elétricos e híbridos plug-in comercializados no mundo são chineses, isso sem nem estarem nos EUA. No Brasil, 82% dos carros eletrificados vendidos em 2024 foram de montadoras chinesas.
A China é o maior mercado de varejo online do planeta há 12 anos seguidos. Shein, Temu e AliExpress já estão no Brasil, e o TikTok Shop chegará em breve. A Temu, inclusive, passou a Magalu e é o 5º e-commerce mais acessado em nosso país.

A economia digital chinesa representa 40% do seu PIB, o dinheiro físico praticamente não existe e a taxa de penetração dos pagamentos por QR code é de 90%. Eles ainda são os maiores produtores de painéis solares do mundo, têm mais de 100 cidades com mais de 1 milhão de habitantes e constroem 50% dos arranha-céus do planeta.
Além disso, anunciaram o CR450, o trem mais rápido já desenvolvido que atinge 450 km/h. Divulgaram um superávit comercial de quase U$ 1 trilhão, o maior que o mundo já viu. E ainda quebraram o recorde de temperatura do seu reator de fusão nuclear chamado “sol artificial” ao manter 120 milhões de graus Celsius por 1.066 segundos – isso aproxima o país de criar uma fonte de energia limpa e ilimitada como a do Sol.
E mais... Com as recentes descobertas, o país tem agora a segunda maior quantidade de reservas conhecidas de lítio, atrás apenas do Chile. Está construindo em Mianyang, de acordo com imagens de satélite, um laboratório de pesquisas em fusão nuclear 50% maior que o National Ignition Facility dos EUA. E em Pequim, o maior centro de comando militar do planeta, 10 vezes maior que o Pentágono.
Mas tudo isso não aconteceu por acaso. Nos últimos 45 anos, 3 fases marcaram a economia chinesa.
Made in China (1980-2000): durante essas duas décadas, a China se consolidou como a fábrica do mundo. Com mão de obra barata e infraestrutura crescente, atraiu empresas globais para produção em larga escala.
Copy to China (2000-2015): o país começou a importar inovações do Ocidente. Startups e empresas chinesas copiavam produtos de sucesso de outros países e criavam versões locais para atender o enorme mercado doméstico.
Copy from China (2015-2025): a China passou de seguidora a líder, exportando inovações e tendências globais. Agora, empresas ocidentais aprendem e se inspiram em seus modelos. Setores como mobilidade elétrica, superapps, e-commerce e fintechs foram profundamente influenciados pelo mercado chinês. O jogo, definitivamente, virou.