Uma variação genética comum em um gene ligado ao sistema imunológico do corpo humano torna muito mais provável o desenvolvimento da psoríase, uma doença inflamatória da pele, divulgou nesta quinta-feira uma equipe da Universidade de Michigan. As células da pele crescem nas camadas mais profundas do tecido dérmico e emergem lentamente à superfície, num processo que leva cerca de um mês. A psoríase, que nos Estados Unidos afeta 2% da população, faz essas células emergirem mais rápido, o que causa escamação e inflamação da pele. Na maioria dos casos, a psoríase gera áreas de pele endurecida, avermelhada ou escamada, que podem provocar coceira. As áreas mais freqüentemente afetadas são os cotovelos, os joelhos, o couro cabeludo, o rosto, a palma das mãos e as solas dos pés. Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Michigan chamaram o gene de PSORS1. A sua variação afeta uma das 20 variedades (alelos) de um gene chamado HLA-C, predispondo-o à psoríase. Isso não quer dizer que todos os que apresentam esta variação vão desenvolver a doença, causada por uma combinação de vários fatores. "Para cada pessoa com psoríase que tem o gene PSORS1, há outras 10 pessoas com ele que não desenvolvem a doença", disse o diretor do estudo, James T. Elder, professor de dermatologia e de oncologia radiológica na Universidade de Michigan. "O ´Streptococcus´ é um precursor muito comum da psoríase", explicou o pesquisador. "O sistema imunológico é ativado para atacar a bactéria. Mas, uma vez que a infecção tenha sido eliminada, o sistema imunológico começa a atacar as células cutâneas da própria pessoa". Cerca de 25% das pessoas que sofrem de psoríase desenvolve finalmente artrite psoríaca, uma condição que pode ser grave. A pesquisa, que examinou 2.723 pessoas de 678 famílias nas quais pelo menos um membro apresentava o mal, pode levar a novos tratamentos mais eficazes para combater a doença, sem os riscos e efeitos secundários dos tratamentos atuais. Os resultados do estudo, que é a análise mais completa sobre o gene da psoríase até o momento, serão publicados em maio pela revista American Journal of Human Genetics.