Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

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Por Fórum dos Leitores

Transição de governo

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O discurso de Lula

“A capacidade de dizer algo comovedor ou eloquente não é prova de bondade nem de inocência”, nos ensinou Theodore Dalrymple. Essas palavras nos ecoam após o discurso emocionante do presidente eleito Lula da Silva, ontem, cujo ápice foram as lágrimas. Embora a derrota de Bolsonaro traga alívio para a democracia e as instituições constitucionais brasileiras, isso não quer dizer que a volta do PT ao poder seja totalmente benéfica à Nação. A perversidade do bolsonarismo não inocenta o petismo, e devemos ficar atentos. Lula fez um discurso para si mesmo e seus seguidores, não para a Nação. Cansada da truculência e das divisões causadas por Bolsonaro, a nação brasileira precisa de um estadista, alguém que sacrifique os próprios interesses no altar da pacificação social. Infelizmente, Lula perdeu essa oportunidade. Ele e o PT não são bons ou inocentes só por causa do discurso emotivo de Lula ou se comparados à hedionda natureza do bolsonarismo. Precisamos ter isso em mente para que não sejamos reféns de ninguém.

Luciano de Oliveira e Silva

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luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo

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Além do PT

Escuto que o PT começou a reclamar de que tem pouco espaço na equipe de transição. Saibam, meus caros petistas, que Lula só foi eleito por causa da frente ampla que conseguiu formar para poder enfrentar os golpistas e todo o poder da máquina pública. E mais: só vai conseguir governar se vocês se mantiverem longe e calmos. Existe vida além do PT.

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Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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Sistema de votação

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Eleições válidas, mas

O relatório das Forças Armadas sobre a fiscalização das urnas nesta eleição informou que “teste de integridade, sem a biometria, ocorreu em conformidade com o previsto” e que houve “conformidade entre os boletins das urnas (BU) impressos e os dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”. Assunto encerrado? Não. Para não desapontar o capitão e seus seguidores, o relatório deixou a semente da dúvida ao alertar sobre o risco de segurança em razão de “um eventual código malicioso”. Cumprindo sua missão duvidosa de fiscalizar as eleições, as Forças Armadas deveriam mostrar o mesmo zelo no controle da região Amazônica, coibindo os contrabandistas de drogas e armas, os destruidores da floresta e os garimpeiros ilegais, todos operando na plena luz do dia.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

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São Paulo

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Fiscalização das urnas

Quem foi que escreveu o relatório assinado pelo ministro da Defesa, Flávio, Eduardo ou Carlos Bolsonaro?

Flávio Rodrigues

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rodriguesflavio@uol.com.br

São Paulo

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O último ato

O relatório insípido e melancólico apresentado ao TSE pelo Ministério da Defesa sobre o sistema eleitoral pode ter sido o último ato da participação decepcionante dos militares no governo Bolsonaro. As Forças Armadas – ou, melhor, parte de seus integrantes – nunca deveriam ter embarcado nesta tresloucada aventura liderada por Jair Bolsonaro, que nunca escondeu o sonho de cooptá-las para satisfazer seu projeto autoritário de poder. O projeto foi por água abaixo, ainda bem, mas a série de desastres administrativos causados por indivíduos incapacitados para o cargo acabou por arranhar a boa imagem dos militares. Nada que não possa ser redimido, mas é preciso aprender a lição. Num Estado Democrático, a governança é papel fundamental dos civis, não das Forças Armadas.

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Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Chabu

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Se fosse uma exibição de fogos de artifício, poderíamos dizer que o relatório de auditoria das Forças Armadas sobre o resultado das eleições “deu é chabu”. Que papelão foi feito pelos teóricos das conspirações.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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Rolando Boldrin

1936-2022

Contador de causos, cantor, compositor, músico, ator, humorista, entrevistador, apresentador, pesquisador da música e do folclore brasileiro. Morreram, no dia 9 de novembro de 2022, Rolando Boldrin. Que Deus abençoe o artista completo.

Ricardo Daunt de Campos Salles

dauntsalles@ulo.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GAL COSTA

Estou muito triste com a morte da musa de todas as estações, Gal Costa, nesta quarta-feira, 9/11. Ela inspirou a tropicália. É dela a voz mais bonita e ousada da música brasileira. A voz de Gal é como se fosse um violino celestial. Legítima representante da boa música brasileira, fará falta. Uma voz que jamais sairá de nossas memórias. Quem viveu os tempos áureos da MPB jamais se esqueceu da voz e das composições de Gal Costa. Só a voz dela já era uma melodia. Gal foi gigante, uma pérola da música nacional, cantora de puro talento. Seu legado está na História. Pela sua passagem aqui na Terra, sempre haverá aplausos. Siga na luz, grande estrela. Viva Gal! 

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhoma@hotmail.com Brasília

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MUSA DA TROPICÁLIA

As musas não morrem, elas estarão sempre no íntimo daqueles que tiveram a oportunidade de compartilhar de seu talento. Se Caetano Veloso e Gilberto Gil criaram a tropicália, Gal Costa a eternizou. E não importa se contrariando o que até então nos parecia óbvio, me pego a cantarolar: "Tudo em volta está deserto, tudo certo/ Tudo certo como dois e dois são cinco". Nem a morte, muito menos a matemática, é limite para o talento de Gal.

Ricardo Daunt de Campos Salles dauntsalles@uol.com.br Espírito Santo do Pinhal

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ETERNIZADA NA MEMÓRIA

A grande diva da música brasileira, Gal Costa, com seu falecimento aos 77 anos de idade, deixa enorme saudade e legado extraordinário como das maiores intérpretes da música brasileira que, ao longo de sua brilhante carreira, gravou canções que se eternizam em nossa memória. Essa baianíssima cantora, mulher de gestos discretos, no palco, afinadíssima, se transformava com a sua inigualável voz. Vá em paz, Gal Costa!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com São Carlos

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PRIMEIRA PÁGINA

O Estado de S. Paulo foi o jornal de ampla circulação em que a foto de primeira página rendeu justa homenagem à beleza e ao profissionalismo da cantora Gal Costa (10/11, primeira página), assim como ao charme e bom gosto dos vestuários com que costumava se apresentar em público. Dois outros jornais de ampla circulação pinçaram fotos nem tão representativas, seja da arte, seja da beleza da artista – uma escolha infeliz. Tomara que tenha sido só por acaso.

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br Rio de Janeiro

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ROLANDO BOLDRIN

Vendo na capa do jornal (Estado, 10/11, primeira página) estampada uma enorme foto da cantora baiana e uma pequena, para não dizer ridícula, foto do nosso paulista e "cantador caipira", faço meu o dito do próprio. "Vida marvada", mas quem se importa?

A. Fernandes standyball@hotmail.com São Paulo

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VOZ DO BRASIL

Um minuto de silêncio pela perda irreparável do talentoso ator, compositor, cantor, apresentador e autor de livros, Rolando Boldrin, a voz do Brasil caipira e sertanejo que cantou e contou causos de rir e de chorar. Tristeza!

J. S. Decol decoljs@gmail.com São Paulo

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RELATÓRIO VAZIO

Em evidente desvio funcional e ausência de respaldo constitucional, o Ministério da Defesa apresentou seu relatório sem apontar qualquer fraude no uso das urnas eletrônicas nas últimas eleições. Premidos por um presidente amorfo e inepto, restou alertar que as urnas eletrônicas poderiam ser afetadas por um "código malicioso". Ora, o antigo voto físico, anotado em cédulas e depositado em urnas físicas, era constantemente sujeito a ações maliciosas durante a contagem e apuração dos resultados. Infelizmente, o que ficou deveras constatado, com pesar, foram oficiais graduados do nosso respeitado Exército se sujeitando a tratar de um evento inexistente, somente para atender a uma maliciosa estratégia eleitoral adotada pelo seu chefe em comando. O resultado: um relatório vazio.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com Ribeirão Preto

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ACINTE À DEMOCRACIA

O relatório do Ministério da Defesa, um acinte à democracia e à lisura das eleições, pois não há na Constituição federal tal controle pois é feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), irá certamente deixar dúvidas acerca das eleições, pois seu maior fiador, Jair Bolsonaro, foi derrotado, assim acabou a possibilidade sonhada pelas Forças Armadas de voltar ao poder, mas pelo golpe.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com Casa Branca

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SEM AGENDA

Estamos notando que o presidente Jair Bolsonaro, nos últimos dias, está sem agenda. As motociatas, cercadinho, lives, etc., que tomavam muito do seu tempo, foram interrompidas. Assim, trabalhar é preciso. Mesmo porque o jogo nas "quatro linhas" não terminou, mas não haverá terceiro tempo nem prorrogação. Portanto, mãos à obra.

Jose Perin Garcia jperin@uol.com.br Santo André

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BOM NATAL

Foi montada uma equipe de transição pelo presidente eleito para receber o governo. Os nomes até agora ventilados variam de medíocres a quem no passado fez alguma coisa pelo País. Eu disse "no passado", o que quer dizer ultrapassado. Ninguém melhor que funcionários de carreira ativos dos Ministérios para fazer tal trabalho. Mas, infelizmente, as escolhas, na minha visão, foram apenas para ressuscitar alguns nomes amigos e proporcionar a eles um bom Natal. Nada além do que isso. As boquinhas vão engordar suas contas em até R$ 17 mil. E o povo passando fome.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com Rio de Janeiro

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FIDELIDADE À CONSTITUIÇÃO

Em homenagem à verdade histórica, e sem desmerecer o chamado à concórdia exposto no artigo O papel do indivíduo na História (Estado, 9/11, A6), um dos dois que irão jurar fidelidade à Constituição pode ter ajudado a escrevê-la, mas por que, junto com seu partido, não a assinou?

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com São Paulo

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SEPARAÇÃO DOS PODERES

Se os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) estiverem reunidos num mesmo órgão, tudo estará perdido, dizia Montesquieu, porque nesse caso a liberdade estará à mercê do poder, que terá tudo à mão para praticar o arbítrio, a pressão e a tirania. A separação dos Poderes permite que um poder limite o outro, por meio de "freios e contrapesos".

Luiz Gonzaga Bertelli lgbertelli@uol.com.br São Paulo

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DOENÇA TRANSMISSÍVEL

Ao me inteirar dos fatos que ainda ocorrem nas estradas e nas portas dos quartéis, desde o fim das apurações das eleições, concluí que a maluquice é uma doença altamente transmissível: começou num pequeno grupo em Brasília, há quatro anos, e contaminou o Brasil inteiro. Grande trabalho para os infectologistas.

Affonso Maria Lima Morel affonso.m.morel@hotmail.com São Paulo

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EXTREMA DIREITA, VOLVER

O artigo do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Estado, 10/11, A5), é até bonitinho, mas se esquece de mencionar que a direita que governou o Brasil nos últimos quatro anos foi a extrema direita, cheia de ódio, informações falsas, ataque às instituições e desprezo à cultura e à ciência. Um mea-culpa lhe faria bem, pois ele próprio foi ignorado e menosprezado pelo capitão governante. Extrema direita, volver!

Elisabeth Migliavacca São Paulo

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MÉTODOS DA ESQUERDA

Alguém pode me informar em que país vive o sr. Mourão? Aqui, no Brasil, o que estamos vendo é uma direita raivosa e intolerante. Irracional, ao não reconhecer a democracia, e usando os mesmos métodos da esquerda.

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br São Paulo