Notícias e artigos do mundo do Direito: a rotina da Polícia, Ministério Público e Tribunais

PF e Promotoria em São Paulo abrem operação contra lavagem do PCC via fintechs

Policial civil é alvo de mandado de prisão na Operação Hydra, aberta a partir da delação de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, executado no aeroporto de Guarulhos

PUBLICIDADE

Foto do author Rayssa Motta
Foto do author Fausto Macedo
Foto do author Marcelo Godoy
Atualização:

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriram nesta terça-feira, 25, a Operação Hydra que mira um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de fintechs.

PUBLICIDADE

Um dos alvos da operação é o policial civil Cyllas Salerno Elia Júnior, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele está afastado do cargo. Salerno é sócio de uma das fintechs investigadas.

Os policiais federais também fazem buscas em dez endereços ligados aos investigados nas cidades de São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo.

A investigação que levou a PF e o Ministério Público a abrirem a operação teve como ponto de partida a delação premiada do corretor de imóveis Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, executado no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024.

Foram apreendidos armas, computadores, carros de luxo e dinheiro em espécie.

Publicidade

Operação Hydra; policial civil é alvo de mandado de prisão preventiva. Foto: Reprodução

As empresas investigadas são a 2Go Instituição de Pagamento LTDA e a Invbank Solução de Pagamentos. Segundo a investigação, as fintechs direcionavam depósitos para contas de “laranjas” controladas pelas próprias empresas e, depois, transferiam o dinheiro para a compra de imóveis e outros bens ou para contas no exterior, dificultando a fiscalização por órgãos de controle, como o Banco Central e a Receita Federal.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectaram movimentações suspeitas envolvendo as fintechs.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público de São Paulo, afirmam na representação que deu origem à operação que “empresas que oferecem serviços financeiros de forma alternativa às instituições bancárias tradicionais estavam movimentando valores ilícitos, através de sofisticados métodos de engenharia financeira para dissimular sua procedência e beneficiários reais”.