A pressão do PT para que Ricardo Cappelli (PSB) retire a candidatura ao governo do Distrito Federal e apoie Leandro Grass (PT) não surtiu efeito. O ex-interventor federal após os atos golpistas do 8 de Janeiro conversou nesta semana com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que deu aval à candidatura de Cappelli.
Como mostrou a Coluna do Estadão, o candidato tem dito que só deixaria de concorrer se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pedisse diretamente, o que não aconteceu. Ele também fez chegar a Lula que, ainda que desistisse do pleito, não aceitaria ser vice de Grass “em hipótese alguma” por causa da histórica resistência ao PT no DF, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro venceu em 2018 e 2022. Leandro Grass foi candidato ao Palácio Buriti em 2022 pelo PV, mas perdeu no primeiro turno para Ibaneis Rocha (MDB).
A equipe jurídica de Cappelli confirmou à Coluna que registrou a candidatura na noite desta quinta-feira, 13. A data limite para o registro definitivo das atas é sábado, 15.

Ex-interventor fez limpa no GSI a pedido de Lula
Aliados do candidato avaliam que seria “constrangedor” Lula atuar diretamente para tirá-lo do páreo depois de ele cumprir missões importantes para o petista como interventor e como ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em 2023, quando exonerou 87 militares.
Integrantes do PSB e do PT no DF avaliam que Cappelli se saiu bem no primeiro debate, da TV Bandeirantes, enquanto Leandro Grass teve desempenho abaixo da média. Isso aumentou a pressão para que ele se aliasse aos petistas.
Outro ponto que pesou na investida para que o PSB desistisse de lançar candidato próprio é que a candidatura de Grass, ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tem a simpatia da primeira-dama Janja da Silva, e concorrer ao governo foi uma promessa quando ele se filiou ao PT, em 2025.




