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Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Iander Porcella

Boulos e Hilton devem manter candidaturas na Câmara em 2026, avaliam aliados

Na avaliação de parlamentares do PSOL, Guilherme Boulos e Erika Hilton serão potenciais puxadores de votos na eleição do ano que vem

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Foto do author Roseann Kennedy
Atualização:

Parlamentares do PSOL consideram remota a possibilidade de os deputados Erika Hilton (SP) e Guilherme Boulos (SP) concorrerem ao governo de São Paulo ou ao Senado nas eleições de 2026.

Apesar de as eventuais candidaturas não serem descartadas publicamente, o grupo avalia que há mais a ganhar mantendo-os na Câmara dos Deputados para puxar votos.

Guilherme Boulos na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024 Foto: Felipe Rau/Estadão

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Em 2022, Boulos estreou na Câmara sendo o deputado federal mais votado em São Paulo, com 1 milhão de votos, o que ajudou a aumentar a bancada do PSOL na Casa. Hoje, a sigla tem 12 deputados, ante dez da legislatura anterior, de 2018 a 2022.

Partidos com bancadas pequenas na Câmara, como o PSOL, trabalham para alcançar a cláusula de barreira em 2026. A lei eleitoral manda que as legendas precisarão eleger 13 deputados federais, ou alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara e 1,5% em ao menos nove estados. Se isso não for alcançado, os partidos perdem acesso ao fundo partidário e à propaganda na rádio e na televisão.

Para evitar esse risco, muitos partidos selaram federações, como o PSOL e a Rede, mas esse modelo tem sido revisto, da direita à esquerda. A título de exemplo, neste mês o Cidadania aprovou, por unanimidade, o fim da federação com o PSDB, alegando que a aliança ficou desigual e beneficiou mais os tucanos.

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