A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentada nesta terça-feira, 18, ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 33 no inquérito do golpe citou 108 vezes a expressão “organização criminosa” e 34 vezes “golpe de Estado”. Bolsonaro teve 203 menções no documento de 272 páginas.
Leia também
Na primeira referência a “organização criminosa”, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, escreveu que Bolsonaro e aliados “integraram, de maneira livre, consciente e voluntária, uma organização criminosa constituída desde pelo menos o dia 29 de junho de 2021 e operando até o dia 8 de janeiro de 2023, com o emprego de armas”.

O documento faz ainda menções a “golpista” (34 vezes); “golpe de Estado” (34 vezes); “violência” (33 vezes); “ruptura” (29 vezes); “criminoso” (16 vezes); e “insurreição” (10 vezes), entre outros termos. Gonet concluiu que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento do plano golpista como liderou as articulações para dar um golpe de Estado.
Para a PGR, o 8 de Janeiro foi uma “associação criminosa” para “destruir com violência o Estado Democrático de Direito”, e o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, teve atuação “indiscutível” no movimento golpista.