Mais uma pesquisa eleitoral, divulgada nesta terça-feira, 3, confirmou o crescimento de Pablo Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Os núcleos das campanhas adversárias sabem que grande parte desse desempenho ocorre porque o candidato do PRTB conseguiu cooptar a ala mais radical do bolsonarismo, e agora analisam como frear a disparada do ex-coach. Já no próprio PL do ex-presidente Jair Bolsonaro há um clima de lavação de roupa suja e de olho no retrovisor.
Deputados federais do Partido Liberal disseram à Coluna do Estadão que o crescimento de Marçal junto aos bolsonaristas raiz “é culpa de Valdemar Costa Neto”. O argumento é o seguinte: Se o partido tivesse apoiado a candidatura de Ricardo Salles (agora no partido Novo), isso não teria ocorrido. Procurado, o presidente do PL não comentou.
Salles tentou ser candidato a prefeito de São Paulo pelo PL. Enfrentou resistências internas e terminou sendo rifado. O partido Bolsonaro fechou apoio à reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB). No acordo desenhado, indicou o vice na chapa.
Bolsonaro chegou a dizer que “queria o Salles” ao confirmar apoio ao atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), na chapa em que o PL escolheu como vice o ex-comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o coronel Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo.
Salles terminou mudando de sigla. Agora voltou para o Partido Novo, partido pelo qual espera lançar candidatura ao Senado em 2026. Deputado federal, ele foi ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro de 2019 a 2021, e não recebeu o aval do partido do ex-mandatário para concorrer às eleições municipais deste ano, em que planejava disputar a Prefeitura de São Paulo.
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