O advogado Eumar Novacki, que defende o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, afirmou nesta terça-feira, 25, que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão “realmente prestando atenção nas sustentações orais” do julgamento sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra bolsonaristas.
“O julgamento está sendo bastante assertivo, célere, e uma coisa que chamou a atenção é que os ministros estão realmente prestando atenção nas sustentações orais, apontando, eventualmente questionando, então isso é muito positivo”, afirmou Novacki à Coluna do Estadão.

Mais cedo, na tribuna da Primeira Turma do Supremo, Novacki pediu “imparcialidade” à Corte. “O que se espera da mais alta Corte do País é que ele aja sempre com isenção. Que jamais permita que discussões políticas, partidárias ou ideológicas contaminem suas decisões. Essa imparcialidade é fundamental para o Brasil”. Também disse que a PGR “não quer a verdade”.
Anderson Torres foi acusado pela PGR como uma espécie de assessor jurídico do golpe. A defesa nega que ele tenha escrito a minuta golpista para anular o resultado da eleição de 2022 e decretar intervenção no Tribunal Superior Eleitoral. O documento foi apreendido pela Polícia Federal (PF) na casa dele. O advogado afirma que foi dado um “peso descomunal” a um arquivo “absurdo e apócrifo”, acrescentando que o material já circulava na internet.
Nesta terça-feira, 25, o colegiado começou a julgar o “núcleo 1″ da trama golpista identificada pela PF e denunciada pela PGR. Os ministros vão definir se tornam réus Bolsonaro e outros sete denunciados que são ex-ministros de Estado, deputado federal e militares de altas patentes. Fazem parte da turma os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino.