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Presença de Bolsonaro no julgamento do STF é ‘demonstração de respeito’, diz Janaina Paschoal

Ex-presidente surpreendeu aliados ao chegar à Primeira Turma do Supremo, que começa a julgar se torna réus Bolsonaro e sete aliados por tentativa de golpe; presença de Bolsonaro no auditório é ‘normal e não interfere no julgamento’, diz advogado Renato Ribeiro de Almeida

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Foto do author Eduardo Barretto
Atualização:

A advogada Janaina Paschoal afirmou nesta terça-feira, 25, que considera um sinal de “demonstração de respeito” ao Supremo Tribunal Federal (STF) a presença inédita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no auditório da Primeira Turma da Corte, que julga se tornará réus Bolsonaro e aliados. Professora da Universidade de São Paulo (USP) e vereadora de São Paulo, Janaina foi uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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Bolsonaro surpreendeu até aliados ao chegar ao auditório da Primeira Turma do STF, poucos minutos antes do início da sessão. O ex-presidente está sentado na primeira fileira, ao lado dos advogados.

“Direito e demonstração de respeito à Corte”, disse Janaina à Coluna do Estadão. Mais cedo, em mensagem de WhatsApp, o ex-presidente fez diversas críticas ao julgamento: “aberração jamais vista”, “total cerceamento da defesa” e “vergonha” foram alguns dos termos citados por Bolsonaro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro na Primeira Turma do STF Foto: Antonio Augusto/STF

Questionada sobre essas declarações de Bolsonaro, Janaina Paschoal afirmou: “As críticas dele não foram mais duras que as dos petistas ao julgamento do mensalão, inclusive com referências pesadas ao ministro relator, Joaquim Barbosa”.

Ex-ministro da Justiça, o advogado Miguel Reale Júnior, outro autor do pedido de impeachment de Dilma, concordou com Janaina. “Não há qualquer confronto. É direito do réu (ir ao julgamento)”, disse Reale Júnior.

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Uma avaliação na mesma linha foi feita pelo advogado Renato Ribeiro de Almeida, doutor em Direito do Estado pela USP. “Vejo como normal (a presença de Bolsonaro). A sessão é pública e ele, na condição de cidadão, pode acompanhar. Isso não vai interferir na decisão dos ministros”, afirmou Almeida.

Nesta terça-feira, 25, a Primeira Turma do STF começa a julgar o “núcleo 1″ da trama golpista identificada pela Polícia Federal (PF) e denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os ministros vão definir se tornam réus Bolsonaro e outros sete denunciados que são ex-ministros de Estado, deputado federal e militares de altas patentes. Fazem parte do colegiado os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino.

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