Vice-presidente do PT diz que governo Lula tem núcleo ‘fraco e bajulador’ e serve ‘pizza requentada’

Para Washington Quaquá, governo, que enfrenta crise de popularidade, precisa criar políticas novas e envolver Centrão

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Por Raisa Toledo

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Washington Quaquá, disse que considera que o governo Lula 3 não tem “posição nem núcleo político”. A declaração foi feita em entrevista à revista Veja nesta terça-feira, 25, em que ele abordou a crise de popularidade do governo.

Para Quaquá, que é também prefeito de Maricá (RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o diferencial, no terceiro mandato, de não contar com um entorno capaz de pensar o País e debater com ele o andamento do governo. “O núcleo que cerca o presidente é muito fraco e tem muito bajulador”, disse, sem citar nomes.

Washington Quaquá, vice-presidente do PT e prefeito de Maricá (RJ). Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

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O presidente vive seu momento de menor aprovação, com queda do patamar de 35% para a marca inédita de 24% em um período de dois meses, segundo pesquisa Datafolha.

Fazem parte dos esforços de levantar a popularidade a escalação de um novo ministro para a Secretaria de Comunicação (Secom), o marqueteiro Sidônio Palmeira, e a intensificação da agenda de viagens.

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Lula e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, tem cumprido mais agendas oficiais em território nacional e internacional. O presidente também fez um pronunciamento em rede nacional de TV para falar sobre programas sociais.

Segundo Washington Quaquá, a mudança na comunicação é positiva, mas falta o que comunicar. “O presidente, às vezes, diz que temos que entregar o que já tem. Eu entendo ele, o que existe é interessante, mas tenho dito que temos pizza requentada”, afirmou.

“Precisamos criar coisas novas. É preciso se comunicar com o Brasil profundo, os entregadores, taxistas, empreendedores que precisam de uma série de políticas inovadoras que nós ainda não temos”, acrescentou.

O vice-presidente do PT também defendeu que o foco do governo vá além da reforma fiscal e foque no desenvolvimento econômico do País, em um plano que agregue empresários e o Centrão.

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