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IBITI: a utopia possível

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Por Mari Campos

"Bem-vindos à utopia possível", diz um aviso em madeira logo na entrada principal do projeto Ibiti, em Minas Gerais. E não tem mesmo como a gente não se pegar pensando nessa frase ao longo de toda a estadia durante um dos modelos de hospedagem dessa jóia brasileira sem similar na hospitalidade internacional.

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Também é impossível não se encantar com o IBITI Projeto em sua plenitude. A empreitada - que vai muito além de iniciativas de turismo regenerativo - nasceu do sonho do empresário Renato Machado, que chegou aos arredores do Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, ainda nos anos 1980. E segue crescendo, se transformando, e transformando toda a região.

 Foto: Mari Campos

O projeto de rewilding, com 30 anos de existência e hoje membro da BLTA (Brazilian Luxury Travel Association) e seu Xodós do Brasil, foi crescendo também em tamanho ao longo de sua história: hoje são mais de 6 mil hectares. Foi também devagarinho tendo seu branding adaptado: primeiro era Reserva, depois foi por muito tempo Comuna do Ibitipoca e, mais recentemente, virou simplesmente IBITI.

Criou um modelo sem igual de turismo de baixo impacto, apoiando comunidades locais, regenerando o meio ambiente e protegendo espécies nativas. E vem trazendo novidades a cada ano: já são três opções distintas de hospitalidade na propriedade e tem coisa boa (e nova) a caminho.

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 Foto: Mari Campos

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Os encantos do IBITI

Margeando o Parque Estadual do Ibitipoca, o Ibiti ocupa um território imenso, lindo, tomado por montanhas, riachos, lagos e quedas d'agua, com a vegetação nativa constantemente se encontrando com a mata recuperada. Não bastasse tanta beleza natural, há ainda muita arte espalhada na propriedade. E tudo ali é sustentável, dos veículos elétricos à operação cotidiana.

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Crescendo constantemente em área total, o Ibiti também amplia seus braços de ação na mesma velocidade. A hospitalidade é apenas um deles, aliás. Ali caminham juntos a produção orgânica de alimentos, a reintrodução de animais silvestres em seu habitat original (como os muriquis-do-norte, maiores primatas das Américas), a educação e a regeneração contínua (social, cultural e ambientalmente).

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 Foto: Mari Campos

As montanhas e o vale muito verdejantes são entrecortados pelo rios, circuitos de cachoeiras, piscinas naturais e lagos - todos em tons de ferrugem (ou "cor de Coca-Cola", no dito popular). E no Ibiti também dá praia, muita praia: a beira dos lagos tem areia e quartzito, mineral extremamente abundante por ali.

Todo o material reciclável que se junta no Ibiti é encaminhado para seu próprio (e impressionante) centro de reciclagem. Já os resíduos orgânicos são todos compostados, reaproveitados como adubo nos cultivos do projeto - que vem se destacando até na produção de um ótimo café.

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 Foto: Mari Campos

Sua cooperativa Gaia Produtos Ecológicos produz e comercializa alimentos orgânicos (com plantio consorciado para enriquecimento do solo) e grande parte dos ingredientes usados nos restaurantes do Ibiti vêm dali. 

Pegadas de carbono de hóspedes, moradores e staff do projeto são neutralizadas/compensadas através da adoção de novas áreas em processo de regeneração.

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No vilarejo de Mogol (dentro do Ibiti, onde vivem apenas 23 nativos e algumas poucas dezenas de pessoas que trabalham no projeto) funciona a Life School, uma escola bilíngue que prioriza o atendimento às crianças da comunidade, com currículo focado na transversalidade.

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 Foto: Mari Campos

As gigantes esculturas que compõem a instalação My Big Family (cujas dimensões chegam a 6 toneladas e 9 metros de altura), da norte-americana Karen Cusolito, já viraram "cara" do Ibiti; mas visita-las é privilégio exclusivo dos hóspedes.

São sete imensas esculturas em metal reciclado, reminiscentes do Burning Man e levadas ao interior de Minas numa verdadeira epopéia, hoje instaladas na Pedra do Tatu, diante de uma das mais belas vistas do Ibiti. 

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 Foto: Mari Campos

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Para se hospedar no Ibiti

Acompanhar de pertinho tudo o que faz o Ibiti ser o projeto tão especial que é faz parte do dia-a-dia dos hóspedes. Ali fazemos trilhas, visitas guiadas e até pequenos safáris para não apenas ver de pertinho tanta beleza natural quanto conhecer a fundo as ações desenvolvidas pelo projeto.

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Na hospitalidade, são (por enquanto) três propostas diferentes. Em todas elas, banhos de rio, lago e cachoeira, caminhadas, trekkings, bikes, cavalgadas fazem parte do menu de atividades oferecidas. 

 Foto: Mari Campos

Primeiro, o realmente adorável Ibiti Engenho Lodge, com apenas 8 suítes e jeitinho de casa de vó mineira. A hospitalidade ali é impecável, com os set ups mais lindos de café da manhã (mesmo! uma surpresa a cada manhã), o serviço mais querido (a gente vai embora carregado de abraços) e gastronomia de primeira, seja no almoço, café da tarde e jantar (sempre incluídos na diária).

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 Foto: Mari Campos

O lodge de puro charme colonial foi a primeira investida do projeto em hospitalidade, inaugurado ainda em 2008 - e até hoje considerado um dosmelhores hotéis de luxo do país. Tem também spa, sauna e uma deliciosa jacuzzi ao ar livre, com vista divina.

Ao lado do Engenho Lodge, fica a Casa Carlinhos, com 3 suites, pra quem quiser reservar a casa toda para ter mais privacidade, fazendo uso dos serviços do lodge. Para ambos casos, as diárias incluem café, almoço e jantar e um passeio guiado por dia. Reservas no site do projeto Ibiti ou através do seu agente de viagens. 

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 Foto: Mari Campos

A segunda opção de hospedagem é no Ibiti Village, um diminuto vilarejo de ruas de terra batida que teve parte de suas casas originais reformadas e transformadas em 11 acomodações turísticas cheias de conforto, todas diferentes entre si, cada uma com um tema diferente. 

Fiquei na adorável casa Guimarães Rosa, decorada com frases e obras do genial escritor: uma casa completa, inclusive com cozinha. O Ibiti Village tem também um gostoso café, um simpático cinema e ainda tem prainha de rio bem pertinho.

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 Foto: Mari Campos

As diárias no Village incluem café, almoço e jantar (servidos sempre no restaurante vegetariano e orgânico Yucca), um passeio guiado por dia e algumas atividades culturais (como um imperdível concerto de piano em um Steinway de jacarandá da Bahia de 1874).

CLIQUE AQUI para ver valores e disponibilidade no Ibiti Village.

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 Foto: Mari Campos

O Ibiti tem ainda três acomodações batizadas de Remote, todas bem isoladas na reserva (com acesso por trilha, bicicleta, a cavalo ou em veículos 4×4), para quem quer apostar na desconexão e no isolamento total. E ainda neste ano deve ganhar uma casa de vidro totalmente automatizada, quase futurista, na região do Mogol. 

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Como chegar: o Aeroporto mais próximo do Ibiti é Zona da Mata/Juiz de Fora (IZA). De lá, são pelo menos mais duas horas de carro até a entrada do Ibiti. Existe também a possibilidade de pousar diretamente na propriedade, chegando em helicóptero ou monomotor.

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